Durran XXVII Durrrandon

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Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Qua Jun 21, 2017 2:58 pm

Season Two

- - THE DRAGON'S WAR - -

diz:
Após a quebra do cerco em Hellholt permaneceu entre os Uller's até que seus ferimentos não mais o incomodasse, e até que conseguisse sem movimentar sem sentir uma fincada de dor. Laenyna foi quem tomou conta dos ferimentos de Durran e dos homens que haviam seguido o rapaz naquela jornada. O Meistre de Hellholt tomou conta de seus próprios homens e ajudou a valiriana quanto aos homens Daynes. No fim, apenas ela tomou conta de Durran, e o rapaz preferiu daquela forma. O Meistre não era necessário, sendo que, os conhecimentos básicos da garota foram suficientes para que seus ferimentos se cicatrizassem e começassem a curar com o passar do tempo. Laenyna começou a tomar algumas lições com o Meistre do local, no pouco tempo que ficaram lá, tentando aprender uma coisa ou outra que talvez, pudesse ser útil no futuro.

Após as primeiras semanas, os homens que estavam aptos para caminhar e marchar, retornaram para Starfall, sob ordens do Estrela Negra. Os que não estavam em condições, ficaram em Hellholt até se recuperarem. Isso deixou Durran, mais uma vez, sem exército. Tinha ao seu lado apenas cinco pessoas. Laenyna, Davis, e os outros três soldados que já haviam enfrentado metade do mundo e ainda permaneciam vivos.

Não tinha motivos para Durran permanecer em Hellholt sob a hospitalidade dos Uller's, e então, decidiu partir. Voltou para Starfall e conversou com Estrela Negra levantando a possibilidade da Casa Dayne fazer um empréstimo à sua Casa para reerguer Rebelray. Falhou. O Dayne não tinha moedas para disponibilizar a Durran, e tinha de manter dois Castelos com o pouco que tinha, portanto, não havia nada que ele pudesse fazer para auxilia-lo.

Já havia abusado demais da boa vontade dos Daynes, e preferiu não insistir já conhecendo que nada do que falasse faria o Dayne mudar de ideia, e então, partiu para uma das suas últimas opções em Dorne: a Casa de sua mãe. Durran não tinha notícias dela desde o dia que viajou para Além do Mar Estreito com o pai, e então, nunca mais viu ou ouviu falar no nome da Blackmont. Tinha esperanças que ela talvez ainda estivesse viva, mas não passou de uma falsa esperança.

Quando chegou em Blackmont, a atual Lady era sua tia Larra. Descobriu por intermédio da tia, que sua mãe havia falecido anos atrás, e que todos acreditavam que Dyanna era sua última filha. A filha de Lady Larry havia recebido o mesmo nome da mãe de Durran, Jynessa. Foi a forma que Larra encontrou de homenagear sua irmã. Seguindo a linhagem da Casa, Jynessa - mãe de Durran, era a herdeira de Blackmont quando o Lorde anterior faleceu. Ela assumiu por um curto período de tempo antes de falecer, e então, isso significava que tanto Durran quanto Dyanna, tinha uma reivindicação na senhoria daquela Casa, se desejassem.

Com Jynessa morta, Dyanna deveria ter se tornado Lady de Blackmont, mas ao que tudo indica, ela estava feliz sendo Lady de Rebelray e recusou o cargo da mãe, deixando com que a irmã, Larra, assumisse. Larra recebeu muito bem o sobrinho dentro de sua casa. Durran teve bons aposentos, assim como os cinco que os seguiam. Quando pediu a tia por ajuda para reerguer Rebelray, a tentativa não se mostrou muito diferente do que com o Estrela Negra. Blackmont era um castelo forte e tinha pelo menos oitocentos bons homens ali dentro - um bom número, mas pequeno comparado com os números que os Daynes possuíam. Não parecia que ela esbanjava tanta riqueza assim para reerguer um castelo que havia sido passado completamente na tocha. A tia sugeriu que Durran recorresse à Arianne Martell ou talvez, até mesmo, ao Dragão Dourado.

Vivendo sobre o teto de sua mãe e sobre o cuidado de sua tia, Durran permaneceu lá até achar uma forma de reconquistar sua Casa. Em uma segunda tentativa de adquirir dinheiro pela Casa da Mãe, a tia conseguiu disponibilizar cerca de cinquenta dragões de ouro. Uma boa quantidade para um homem, mas nem perto do que Durran necessitava para reconstruir um castelo inteiro.
diz:
Decidiu então que Rebelray iria se reerguer aos poucos, e usou as cinquenta moedas de ouro para reconstruir a guarnição do local. Um edifício dentro da muralha onde os soldados poderiam dormir e defender o castelo em sua ausência. A construção só teve início depois que Durran juntou vinte homens da tia - com a sua permissão, e seguiu para Rebelray com os outros cincos que o seguia. Lá, teve de se livrar de pelo menos cinquenta bandidos e mercenários que aproveitavam-se do castelo abandonado. Não foi um combate difícil, não chegou nem a ser ferido. Os homens que estavam lá, mal sabiam lutar e segurar uma espada, foram facilmente massacrados.

E então, a construção da guarita se iniciou. Durran a supervisionou de perto enquanto viajavar semana sim, semana não, de Blackmont para Rebelray para certificar-se de que tudo estava certo. A tia gentilmente aceitou em enviar suprimentos para os trabalhadores que erguiam a guarita, e também, para os homens que ficariam lá em sua ausência. Quarenta foram selecionados. Não eram Durrandon's e sim Blackmont's. Não era um grande número, mas quarenta homens, defenderiam as muralhas de Rebelray contra até duas, talvez, três centenas, e manteria os bandidos longe de seu castelo.

Davis se prontificou de ser o comandante da guarita, mas Durran argumentou que o velho cavaleiro era muito precioso e que precisava do homem ao seu lado, e então, nomeou um dos três que haviam sobrevivido Meereen e que o seguia até hoje, como comandante da guarita.
Durran XXVII Durrandon diz:
- - Durran não era tão ingênuo para acreditar que tudo aquilo estava vindo da boa vontade de Larra Blackmont. Não havia qualquer motivo para desconfiar do quanto a Lady de Monpreto havia o estendido-lhe a mão e o acolhido diante daquelas circunstâncias, mas havia aprendido uma coisa ou outra sobre gratidão e débitos já que fez questão de usar um pouco das dívidas que ele mesmo coletou para que pudesse se manter de pé. Dever um favor era infinitamente pior do que dever dragões de ouro. Devia dois até então: Um para Asher Forrester e outro para Larra Blackmont. Asher e ele provavelmente não voltariam a cruzar caminhos ou espadas naquela vida. Poderia viver com isso, apesar de ter apreciado a curta companhia do nortenho. Já Larra Blackmont estava cuidando do sucessor legítimo de Jynessa, sua mãe, e provavelmente buscaria sedimentar a família naquela casa por gerações por vir. - O que você acha da minha prima? - O uso do idioma estrangeiro, o valiriano, evidenciava que seu questionamento era direcionado à Laenyna. Encontrava-se debruçado sobre o parapeito do quarto onde residia, com trajes cobrindo apenas a metade inferior do seu corpo. A mão direita apoiava-se à parede adjacente e a iluminação local desenhava as marcas do seu corpo. Estava pensando em Dyanna. Desejava vê-la, mas novamente não era tão ingênuo de acreditar que ela sequer leria qualquer mensagem que a enviasse. Não podia deixar Rebelray ou Blackmont por conta das escassas guarnições e não poderia entrar em Yronwood sem que isso causasse algum desconforto mesmo que quisesse. Era melhor que se mantivesse focado naquilo que estava sob seu controle - ao menos por enquanto. - Jynessa. Você a acha bonita? - O Durrandon bem que tentou, mas não conseguiu se lembrar muito bem do rosto da sua mãe. Talvez Dyanna pudesse ajuda-lo com aquilo.
diz:
A valiriana olhou para o rapaz estranhando sua pergunta e voltou para dentro dos aposentos, deixando apenas Durran naquela pequena varandinha que tinha em seus aposentos. Ela sentou-se no pé da cama e voltou a olhar para o Durrandon com um sorriso simpático no rosto: - "Está afim da sua prima agora Durran?" - Ela perguntou em um tom zombeteiro e então confirmou com a cabeça: - "Sim, acho. Tanto ela quanto sua tia. As duas são lindas" - Ela o respondeu. A noite já havia caído e céu estava estrelado. Estava um clima ameno, mas do lado de fora dos aposentos, o soprar do vento era gélido - um dos motivos de Laenyna ter voltado para dentro. Durran, não se importava e achava até agradável.
Durran XXVII Durrandon diz:
? Isso é sério. - Não cedeu ao chiste, portanto não permitiu que seu humor fosse afetado pelo mesmo. Permanecia compenetrado e contemplativo; como se fagulhas elétricas pudessem ser vistas em constante ignição intermitente através do brilho dos seus olhos contra o céu estrelado. Não a encarava, mas não fazia aquilo por mal ou como um gesto voluntário. Apenas acontecia. - Não possuo nada a oferecer além de espada e nome. - O silêncio o invadiu por alguns instantes. Larra certamente não poderia tê-lo matado e ele já havia provado sua valia em campo de combate em mais de uma ocasião. Era possível - e provável - que os feitos no Hellholt acabassem por fazer com que ele fosse chamado para ajudar com a ofensiva da Princesa e do Dragão, por mais que fosse um líder de pouca idade, seus resultados - ou os de Sor Davis, já que ele não pretendia roubar os créditos - eram evidentes. Sua tia sabia disso e ele também. Não demoraria para que a "cortesia de despedida" dele tivesse de ser apresentada, uma vez que a reconstrução de Rebelray ainda deveria demorar um pouco. - Suponho que ela prefira o segundo. - A mão esquerda pousou sobre o queixo.
diz:
. - "Ela é sua tia. Deu o nome de sua mãe para uma das filhas dela. Ela parece que tinha um enorme carinho por sua mãe. Não sei dizer se eram próximas ou não, mas ao que tudo indica, ela só está se preocupando com o sobrinho" - A valiriana respondeu ao Durrandon e caminhou até uma caneca e a encheu de água. - "Se ela vai pedir algo em troca pela estadia e ajuda com seu castelo?" - Laenyna já havia conhecido Rebelray. Durran havia a levado uma semana depois que limparam o castelo das escórias que se abrigavam lá, e apesar de ela apenas ter visto o castelo destruído, ficou admirada com suas fortes muralhas. - "Não conheço nenhuma pessoa que não cobre dinheiro que foi emprestado, então, é claro que ela vai pedir algo em troca. E ela vai esperar a hora oportuna para fazer isso, claro, mas acho que ela o ajudaria, pelo menos colocando um teto sobre sua cabeça, mesmo que você nunca fosse dar-lhe nada em troca." - Durran se lembrou do dia em que perguntou a tia porque ela não havia ajudado Rebelray e porque não havia feito nada para salvar a irmã - a mesma pergunta que fez ao Estrela Negra e ao Lorde Anders. - -

"Quentyn marchou para Rebelray com mil e quinhentos homens. Tenho oitocentos aqui. Como ajudaria? Teria de deixar pelo menos uma centena de homens para guarnecer o castelo e enviar meus homens em um combate desvantajoso para tentar fazer algo. Se falhasse, poderia muito bem significar a queda de Blackmont também." - Ela argumentou e continuou: - "E mesmo que eu tivesse enviado as tropas, o castelo caiu em menos de um dia. Sua irmã cedeu Rebelray no momento em que o Castelão fora morto por Quentyn em um combate singular, e então, não havia nada que eu pudesse fazer. Trezentos homens de Quentyn em Rebelray, iria repelir meus oitocentos com uma facilidade enorme se tentássemos retoma-lo antes que passassem o archote. Não havia o que eu podia fazer." - Foram as desculpas que ela deu para Durran. Havia sentido nas suas palavras. Larra Blackmont podia ter feito alguma coisa, assim como os Daynes ou os Yronwoods, mas ninguém se moveu, e talvez ela, fosse a que menos tinha a contribuir com aquela situação. Mas isso não amenizou o desgosto do Durrandon por ter deixado sua família e sua Casa sem ajuda quando necessitaram.
Durran XXVII Durrandon diz:
? Você já parou pra pensar sobre Hellholt? - Finalmente direcionava seu olhar a Laenyna. Aquiescia silenciosamente a cada assertiva anterior que ela enunciava, como se estivesse envergonhado de concordar com os pontos que lhe eram apresentados. Com a mesma visão pouco imponente e fora de característica, sentou-se na cama e observou os pés contra o chão. - Eu tinha mil homens a minha disposição. Com os números reduzidos em Skyreach, eu poderia ter cercado o castelo. - Ambas as mãos pousavam nos joelhos antes dele apoiar-se sobre elas e fitar o teto. - Poderia estar protegendo o castelo, ao lado da minha irmã e meus sobrinhos agora. Mas eu, algo em mim, optou por buscar o caminho de maior resistência e sangramento. - Inspirou demoradamente antes de colocar-se de pé de uma só vez. - Quantas outras vezes eu alimentei essa criatura que carrego comigo e não me dei conta? Esse é só mais um exemplo. - Por fim, deixou que seus ombros voltassem a posição de sempre e forçou-se a sorrir enquanto observava a valiriana. - Vou deixar você escolher o próximo assunto. - Não tinha mais qualquer pauta relevante e queria abandonar os demônios que o importunavam. Eles estariam em sua cabeça mais tarde, de todo modo. Não sabia se havia alguma programação especial para a ocasião, mas sabia que não deveria se manter recluso e insultar a hospitalidade que lhe era oferecida. De um jeito ou de outro, tinha de deixar aquele quarto para encarar o mundo.
diz:
. - "Erik atacou o castelo na calada da noite. Fez os homens levantarem os portões e só então, conseguiu dominar Skyreach." - a valiriana começou a responder as incertezas, duvidas e desapontamento do Durrandon consigo mesmo. - "Se você estivesse lá com mil homens, o que acha que teria acontecido? Sua irmã e seus sobrinhos podiam não estar mais entre nós nesse momento." - ela repousou a mão sobre os ombros dele e se ajoelhou no chão na frente do rapaz. Com a outra mão, levantou o rosto dele fazendo os dois olhares se encontrarem: - "Se não fosse por você, Quentyn provavelmente teria tomado Hellholt e Sandstone. Não conheço muito bem a região, mas pelo que Davis me explicou, fazendo isso, ele teria ¼ do território e uma passagem livre do Norte para o sul. Tudo o que os inimigos precisavam para acabar com esse Dragão Dourado e com Arianne rapidamente. Se não fosse por você, talvez esse deserto já tinha visto sangue há muito tempo, mas não, tivemos um ano de paz." - tentou consola-lo com suas palavras, até que, os dois foram interrompidos por três batidas na porta: - -

"Lorde Durran, é o Meistre Cressen. Uma carta chegou para o senhor. Uma carta com um selo dourado."
Durran XXVII Durrandon diz:
? Meu mentor me ensinou que lutar contra inimigos imaginários é tolice. Eles sempre conhecem nossos pontos fracos e ninguém está lá para nos ensinar a cobri-los. - Tendo dito aquilo, acariciou o rosto de Laenyna antes de aproximar-se da porta. Abriu-a sem grandes cerimônias ou temores, visto que ambos estavam mais do que apresentáveis considerando quem eram e onde estavam. Durran podia não admitir isso em público, mas ele era dornês. Cresceu em um castelo de cultura híbrida até que tivesse idade o suficiente para ir para Starfall e de Starfall foi para Porto Real, onde ficou até seguir para o outro continente. Laenyna era sua paramour, uma posição de maior prestígio lá que em qualquer outro canto de todos os reinos, e a história das grandes casas daquela nação era conhecida por sua mescla de amor e guerra. - Obrigado, Meistre. - Caso ele já estivesse com a carta ali, a tomaria e caminharia até a mesa no quarto para que se sentasse e a analisasse com calma. Já tinha uma ideia forma de quem poderia ser o remetente daquilo. Não tendo dispensado o homem, deixaria a porta entreaberta para que ele pudesse se manifestar caso mais algum recado, mensagem ou qualquer conversa que bucasse pudesse acontecer.
diz:
A carta foi lhe entregue em mãos e o Meistre se retirou em seguida, sem ter mais o que tratar com o Durrandon. Laenyna se levantou fechando a porta e caminhando até o 'amante' para ver o que se tratava. Ela não quis se meter ou tentar ler por cima o que estava escrito, então, se sentou em uma cadeira na frente de Durran e esperou que ele lhe informasse do que se tratava.

O selo da carta era o símbolo dos Blackfyre, porém, o material usado para sela-la era algo da cor dourado. Durran quebrou o selo e abriu a carta lendo o seu conteúdo logo em seguida: - -

"Em nome de Sua Graça, Daeron I Blackfyre, Senhor dos Sete Reinos, Rei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens, Protetor do Reino.

Escrevo esta carta para Durran Durrandon, o Intocável, o Marcado:

Sua Graça e seus exércitos estão marchando para se reunir em Skyreach, e todos as Casas vão fazer o mesmo. Skyreach será a Sede usada no início da guerra para discutir estratégias e formar conselhos de guerra

Por meio desta, Sua Graça convida Durran para que se junte aos seus homens em Skyreach para que os dois possam conversar.

Daeron oferece-lhe uma posição dentro de seu exército como Comandante e deseja formar uma aliança com o último Durrandon da linhagem masculina vivo.

Ass. Tyr - Comandante Geral e Conselheiro Real."
Durran XXVII Durrandon diz:
? Hm. - Aquilo soou mais alto do que quando imaginou em sua mente. Pôs a carta sobre a mesa e a virou para que Laenyna pudesse lê-la, se seu conhecimento do idioma comum já estivesse afiado o suficiente. - Parece que o meu nome, e meu direito, estão realmente populares. - Conseguiu desenhar metade de um sorriso, mas havia um quê melancólico em sua expressão que ela seria capaz de captar, vez que o conhecia bem o suficiente para aquilo. - Da última vez que um Durrandon recusou um Targaryen, a linhagem ficou tão perto de morrer quanto está agora. - Soltou a carta. Comandante. - Mas não sei... Ele não pôs todos os meus títulos aí. - E agora finalmente sorria de maneira genuína. Lembrar do quanto estava solitário, no sentido de ser o último "herdeiro verdadeiro" de uma linhagem de milhares de anos e tanta riqueza histórica, sempre o abatia. Seus sobrinhos eram Yronwood. Sua irmã não geraria um descendente direto de Durran e Elenei de acordo com as antigas leis. Era um fardo que era dele para carregar até que gerasse seus próprios herdeiros. - Skyreach parece uma boa oportunidade para ver Dyanna. Se alguma coisa, devo ir apenas para isso. - Afirmou, aguardando a postura da sua confidente e companheira em relação a tudo aquilo. - Notava o "Tyr" e fazia uma nota mental de nunca ter ouvido falar no mesmo antes, logo deveria ser parte do grupo que acompanhava o "Dragão Dourado" não-literal.
diz:
Laenyna pegou a carta e a leu. O Idioma Comum dela já estava afiado o suficiente, tanto que, conseguia se comunicar e entender bem até mesmo, os servos do castelo. Ainda se embolava em uma palavra ou outra, as vezes não entendia uma palavra nova que descobria - seja por ser uma palavra mais sofisticada ou algo tão fulo quanto o linguajar dos plebeus. Levou um minuto para terminar de ler as palavras que estavam ali e levantou seu olhar para Durran observando sua expressão tentando entender o que ele iria fazer. Falhou. - -

. - "Acha que sua irmã estará em Skyreach?" - decidiu perguntar. - "Na carta é citada uma conversa. Isso não significa que você tem de se ajoelhar e beijar os pés do homem" - ela notou. - "Que mal há em uma conversa?"
Durran XXVII Durrandon diz:
? Eu acho que Erik estará lá. Ele é a melhor chance que Paloferro e eu temos de coexistir. - Ajeitou-se em seu assento para que suas costas ficassem confortáveis contra o encosto. Sentiu falta de algo para beber, a garganta começando a secar. O vinho não parecia ser tão infinito em tempos de guerra, mas era incomum que a especialidade dornesa estivesse longe de qualquer cântaro em qualquer cômodo de qualquer castelo, grande ou pequeno. - Quando a Daeron... - Tornou a tomar fôlego. - Já matei por Arianne, o que quer dizer que já matei por ele. Geograficamente falando, o Trono de Ferro não pode fazer nada por mim. Flanqueado por High Hermitage, Starfall e Blackmont, lutar por qualquer bandeira que não fosse a de Daeron seria submeter aqueles que acreditam em mim a uma derrota imediata. - Encolheu os ombros e estendeu os braços. - Ele me oferece um título que vários lordes devem estar se acotovelando para ter. A satisfação de recusá-lo seria grande e Argilac estaria orgulhoso, mas eu preciso ser racional. - Era bom que tinha alguém com quem podia dividir a sua mente. Sabia que Laenyna era a pessoa em quem mais podia confiar. Ela não o abandonou em seu pior momento, não teria motivos para fazê-lo agora. Inicialmente relutante em aceitar qualquer afeição vindo dela por acreditar que era oriunda de uma noção deturpada de servidão, apenas agora começava a realmente gostar da ideia de enxerga-la diferentemente. - E liderando exércitos de Dorne, naturalmente guiaria forças pelas Terras da Tempestade... - Abriu aquele parêntese e não fez questão de fechá-lo.
diz:
A valiriana conhecia o homem na sua frente já muito bem. Quando Durran procurou por vinho para molhar a garganta e não achou, ela se levantou e encheu um copo com água e o entregou com um sorriso meigo nos lábios. Ela voltou a se sentar escutando tudo o que ele tinha para dizer e por fim indagou: - "Não é exatamente isso que ele quer?" - ela cruzou os braços e esforçando sua mente para lembrar das coisas que ia falar, continuou: - "Até onde foi me explicado é, a região que pertencia da sua família, foi tomada pelos Baratheons, e agora, a região que pertencia aos Baratheons passou para os Conningtons. Os primeiros, se aliaram com os Starks do Norte, e o segundo, luta pelo Rei Dragão. Talvez é exatamente isso que ele queira. Que você enfraqueça a região usando seu nome" - comentou feliz consigo mesma por ter se lembrado de tudo.
Durran XXVII Durrandon diz:
? Não é tão simples. - Intercedeu. - Enquanto os Baratheon existirem, meu direito sempre será questionado pelos lordes que não juraram lealdade a Argilac, mas sim a Orys. - Bebeu do copo que ela lhe servia e fez questão de fazê-lo demoradamente. Água era algo cujo valor era apenas valorizado a partir do momento em que se sentia falta daquilo. Estando em Dorne, saberia dizer com propriedade sobre o assunto. - E enquanto o Trono de Ferro é um inimigo comum, é sempre possível que uma aliança surja entre Daeron Blackfyre e Brandon Stark. - Tateava o próprio rosto, experimentando o relevo da nova cicatriz que o ornava. - De todo modo, ao menos poderei opinar quando o tempo chegar se aceitar a posição que ele me oferece. Vou para Skyreach assim que a primeira luz surgir no horizonte. - Ergueu o copo com água como se estivesse brindando, por pura força do hábito, antes de ingerir o conteúdo do mesmo.
diz:
. - "Para Skyreach então..." - Ela comentou dando um risinho ao ver Durran levantar o copo.

A noite passou e o sol começou a nascer. O castelo estava acordado e o castelão dava ordens para os soldados que os Blackmonts iriam enviar para Skyreach. Quatrocentos soldados liderados pela própria Larra, enquanto a prima e o primo de Durran, ficariam encarregados pelo castelo.

Passou nos aposentos de Davis e o deixou ciente de que iriam partir em poucos minutos. O homem levantou-se e preparou seus pertences, que não era muitas coisas. Davis era um homem velho e humilde. Tudo o que tinha em seu nome era a espada e armadura, já que a antiga casa tinha sido queimada com a mulher e os filhos. O luto do homem já havia passado há muito tempo, mas sua sede de vingança ainda corria muito vivida pelos seus olhos. Ele havia se tornado ainda mais ofensivo e violento na sua forma de combate, e o seu bom-humor de costume havia desaparecido.

Quando se encontrou com Durran nos portões de Blackmont, ambos montados e com provisões que Davis havia buscado para viagem, ele comentou em um sussurro para si mesmo: - "Finalmente o Dragão Dourado vai buscar sangue" - Estava a espera pela oportunidade de arrancar a cabeça do Martell há muito tempo, e a ideia de que finalmente partiriam para guerra, lhe trouxe novamente entusiasmo e animação ao rosto.

Cavalgaram por quatro dias até finalmente, ver o castelo de Skyreach no topo daquela montanha avermelhada. Cercado por montanhas, o castelo tinha uma ótima defesa natural. A bandeira dos Daynes voava no topo do portão, ao lado das bandeiras dos Martells e do Blackfyre. A bandeira dos Fowlers não foi vista. - -

. - "Quem vem aí?!" - Foi a primeira coisa que escutaram quando se aproximaram do portão. Davis fez o trabalho de arauto e apresentou seu Lorde falando seu nome e o motivo de que estavam em Skyreach. Os portões de ferro se ergueram e os dois cavaleiros entraram com o sol sobre suas cabeças. Os guardas o fizeram esperar ali por alguns minutos, até que um homem estranho veio em na direção dos dois.

Ele tinha os cabelos raspados nas laterais e um rabo de cavalo preso na parte de trás do cabelo. Seus olhos tinha uma cor branca perdida, um branco sem vida e longínquo. O homem caminhou com uma de suas mãos sobre o pomo de sua espada, e vestido em uma armadura prateada do pescoço aos pés, se apresentou: - -

. - "Lorde Durran. Sou Tyr."
Durran XXVII Durrandon diz:
? É bom conhecê-lo. - Aquele hábito de caminhar com mãos no pomo da espada parecia meio bobo para ele, mas era algo que todo espadachim parecia aprender. Não sabia se pela pompa ou se para demonstrar prontidão, tinha plena certeza que ele mesmo conseguiria sacar suas duas lâminas em velocidade maior que um atacante mediano que precisasse recorrer a tal recurso. E se fosse uma situação em que sua vida estava por um fio, ele já estaria errado em não ter desembainhado antes. Foi um hábito que ele mesmo só foi abandonar nos fossos de luta da Baía de Escravos. - Como devo chama-lo? Sor? Lorde? - A resposta provavelmente seria "Apenas Tyr". Pela aparência do sujeito, podia dizer que ele parecia vir do outro lado do mar também. Títulos, por terra ou honorários, eram mais difíceis por lá. De menos expressão também. Contudo, a boa conduta dizia que deveria perguntar. - Este é Sor Davis, meu Mestre de Armas de Rebelray. - Ainda não teve a oportunidade de conversar com o mais velho sobre a reconstrução do castelo, mas aquilo seria providenciado em qualquer uma das longas marchas que encarariam juntos. - Imaginou se estava sendo julgado inadequado por estar quase nu em comparação a aquela armadura completa do homem, mas preferiu acreditar que aquilo apenas significava que ele não estava habituado a se deslocar pelos desertos. Estaria literalmente frito se tivesse montado de Monpreto até ali em uma armadura brilhante como aquela.
diz:
. - "Não carrego honrarias ou títulos" - respondeu de forma seca e frita. Ele virou seu corpo para o lado e gesticulou com as mãos para que os dois homens seguissem em frente. - "Estou encarregado de leva-lo até Sua Graça" - esperou que os dois continuassem a caminhar e começou a guia-los pelo castelo. O homem não falou mais nada durante o percurso, a menos que Durra tivesse algo para pergunta-lo. Não parecia ser do tipo falador, sendo que, tudo o que fez, foi se apresentar e dizer qual tarefa havia sido designado à ele. Havia milhares de homens já em Skyreach, a maioria por enquanto, carregavam o símbolo do Blackfyre ou se vestia em armaduras e roupas da cor dourada.

Passaram pelo grande salão do castelo que estava movimentado por servos e homens - a maioria não aparentava ter nascimento nobre ou de ser westerosi, mas já haviam alguns nobres dorneses presentes ali. Passaram pelos corredores do castelo, e em momento algum, em corredor ou salão algum, deixaram de ver soldados patrulhando ou fazendo vigia em algum posto. Tyr parou então em frente a um aposento de porta dupla e bateu duas vezes na porta: - "Lorde Durran Durrandon, Vossa Graça." - Ele avisou a quem estava do outro lado da porta e virou o corpo, ficando ao lado desta em posição de sentido, como se estivesse fazendo a segurança e proteção dos aposentos de Daeron - e estava. - -

. - "Entre" - Durran e Sor Davis escutaram.
fria'
Durran XXVII Durrandon diz:
? Dê-me um momento, Sor Davis. - Tocou o ombro do mais velho com firmeza enquanto o encarava nos olhos. Por um instante, olhou para Tyr e imaginou se com todo o peso que carregava em seus ombros o seu Mestre de Armas apenas tomaria uma posição ao lado de fora, imitando o outro, o que não estaria fora das suas atribuições habituais. Era tanto uma figura querida quanto paterna e guardiã. Empurrou a porta aplicando o tanto necessário de força para que não fizesse uma cena, mas para que também não parecesse estar fazendo um esforço ativo. Provavelmente não estaria. Uma vez dentro daqueles aposentos, prestaria atenção em Daeron Blackfyre. Havia muito que poderiam conversar e várias conclusões a serem tiradas daquele encontro. Perguntava-se ele estaria sozinho ali dentro ou se outros bem-nascidos já estavam ali garantindo seus lugares e posições. Podia dizer que estava legitimamente impressionado com o Dragão Dourado. Isso porque um exército vindo do outro continente era exatamente como ele e Qarlton Durrandon haviam imaginado como o método ideal para retomar as Terras da Tempestade. Se Qarlton não tivesse sido assassinado pela Casa zo Loraq... Mas então lembrou-se das palavras que disse mais cedo e estas ressoaram por sua alma. De nada adiantava combater inimigos imaginários. Apresentava-se diante da "corte".
diz:
Durran entrou no que anteriormente devia ser o aposento de Franklyn Fowler. Havia uma cama de casal enorme e de frente com a cama, uma varanda com uma sacada para toda a descida das montanhas que cercava Skyreach. Uma cortina cobria a passagem que havia entre o quarto e a sacada, evitando que a luz do sol ficasse muito forte dentro dos aposentos. Tinha algumas mesas espalhadas pelo quarto, assim como vários armários. Tapetes para todos os lados e esculpido na parede atrás da antiga cama do Fowler, estava desenhado entalhado, o símbolo da Casa Fowler.

Daeron estava vestindo um sobretudo da cor azul com bordados em branco, e seus cabelos compartilhavam do prata dos cabelos de Laenyna. Seus olhos no entanto, ao invés de serem púrpuras como eram os olhos de quase todos os Targaryens, possuía uma coloração mais clara e brilhante; uma coloração amarelada - dourada. A roupa por baixo do sobretudo era completamente negra, desde a blusa até a calça que o rapaz usava. Durran pode notar quando o mesmo se virou da mesa na qual estava escorado para lhe dar atenção, que o avesso de seu sobretudo, tinha uma coloração completamente vermelha. Pegou-se perguntando qual seria o motivo daquele ali ser chamado de "O Dragão Dourado" sendo que, com exceção dos olhos, ele não tinha nada dourado. Talvez esperasse vê-lo vestido em roupas daquele tipo de cor, ou então, em uma armadura brilhante como o ouro, mas não. Ele estava sem armadura e sua espada estava na bainha em uma mesa um pouco mais atrás dele. Ou sua alcunha havia sido por conta de seus olhos, ou porque, a maioria de seu exército vestia uma armadura daquela cor. Talvez ambos. - -

. - "Lorde Durran" - Ele o cumprimentou de forma cordial e então caminhou até uma segunda mesa onde tinha algumas taças e uma jarra. - "Posso lhe oferecer vinho, milorde?" - Ele perguntou de forma gentil enquanto se servia.
Durran XXVII Durrandon diz:
- - Inicialmente, silêncio complementou a posição de julgador em que se pusera. Havia muito a ponderar sobre o que aquele homem realmente queria além do óbvio, que era o Trono de Ferro. Não podia dizer que sua aparência era particularmente digna de nota se não pela multiplicidade e miríade de cores antagônicas que parecia gostar de usar. "O Dragão Oposto" talvez não tivesse o mesmo impacto ou soasse tão bem, então resolveram ir com dourado. Tudo bem. No momento em que a questão lhe foi erguida, Durran apenas moveu a cabeça em afirmação e permaneceu silencioso. Vestia-se em trajes completamente negros com linhas douradas em destaques e detalhes, as cores da casa Durrandon. Suas duas espadas, uma característica que certamente chamava a atenção da maioria dos homens treinados nos ofícios da batalha, estavam na característica posição ao lado esquerdo do seu corpo. Enquanto uma era mais longa que a outra, isso não era visível enquanto estavam embainhadas, por decisão deliberada do homem. Estranhou a ausência de um copeiro ou copeira ali, mas não se incomodou com aquilo. Se ele queria servi-lo pessoalmente, poderia servi-lo pessoalmente. Uma vez que o vinho estivesse em seu copo, se pronunciaria. - A que bebemos, Vossa Graça?
diz:
. - "Desde o dia que comecei a beber, eu bebo apenas por um motivo: pela derrocada da Casa Targaryen." - ele comentou enchendo uma segunda taça e caminhando para mais perto do Durrandon. Durran tinha suas duas espadas na cintura, enquanto a de Daeron, estava há alguns centímetros de distância descansando em cima de uma mesa. O verdadeiro dourado ali, não deixou de pensar que se quisesse matar Daeron Blackfyre, talvez não tivesse momento mais oportuno ou fácil para realizar aquilo. Claro que, se de fato conseguisse mata-lo, não sairia dali um homem vivo, nem Sor Davis, mas dizer que a ideia não passou pela sua cabeça, seria mentir. - "Acredito que você beba ao mesmo, só que para com uma Casa de um outro nome." - Ele terminou sua fala estendendo a mão com a taça para Durran. O Blackfyre estava normal. Não sorria, mas também não estava sério. Tinha um tom amigável e cortes, e se portava de forma elegante, enquanto sua forma de se movimentar e agir, deixava claro que havia crescido entre nobres. Até mesmo seu caminhar, tinha um tom leve e sofisticado. - "Pedi para me encontrar Durran, pois fiquei sabendo de sua história. Toda ela." - havia uma mesinha pequena e redondo no meio de duas poltronas confortáveis, ele se sentou em uma e apontou com a mão para outra, oferecendo para que o Durrandon se sentasse. - "Desde sua saída de Meereen, até o cerco de Hellholt. Estou aqui hoje para formar uma aliança com a sua Casa, com você. Afinal, não é o único aqui que é a última linhagem masculina de sua Casa. Sou o último Blackfyre, assim como você é o último Durrandon. Dois homens que lutam pela sobrevivência de sua Casa e ao mesmo tempo, que buscam pelo status e posto que lhes é de direito. Creio que ambos podemos nos ajudar nesse quesito. Por termos essa característica especifica em comum, sabes tão bem quanto eu, que um homem na nossa posição, é capaz de qualquer coisa para conquistar o que deseja. A pergunta que estou me fazendo e que você está se fazendo nesse momento é: Podemos confiar um no outro e usarmos isso para nosso benefício? O que sairia de uma aliança entre a Casa Blackfyre e a Casa Durrandon? Usurpados por bastardos que agora apoia um bastardo, seria isso sensato?" - ele finalmente abriu um sorriso enquanto levou a taça aos lábios, dando um pequeno gole em seu vinho.



Fim da Sessão 1, Durran Durrandon!


Última edição por Dean em Qua Jun 28, 2017 4:16 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Qua Jun 21, 2017 2:58 pm

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Última edição por Dean em Qua Jun 28, 2017 4:22 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Qua Jun 21, 2017 2:58 pm

                                                                                                                                                                     Season Two, Capítulo 3


                                                                                                                                                             - -          Wyl: ensolarado!       - -

diz:
O caminho de Skyreach até Wyl não foi tão demorado quanto imaginou que seriam. Viajar pela região dornesa era um quanto trabalhoso para um seleto grupo de pessoas, imagine então, com quatro mil espadas atrás de si. No entanto, Davis tinha um dom único de manter os homens em ordens e de lidera-los mesmo pela região desértica que enfrentavam. O cavaleiro veterano racionava os suprimentos que tinham, e certificava-se que nenhum homem estava ficando para trás. Daeron havia sido um tanto quanto sagaz. Mesmo tendo um enorme exército de mercenários ao seu dispo, ele misturou seus próprios homens, com os homens dorneses que agora lutavam por ele por conta de Arianne. O problema linguístico acabou sendo vencido por conta disso também. Já por vários meses, quase um ano dos mercenários entre o povo dornes, muitos se não falavam fluentemente o linguajar westerosi, ao menos entendiam suficientemente bem.

Quando avistaram o castelo de Wyl, os portões já estavam abertos e a guarnição local, à espera de Durran e seus homens. As tendas para um acampamento para os soldados já estavam montadas, o fogo acesso, além de água, comida e bebida a espera pelos rapazes que já enfrentavam o deserto há alguns dias. Durran foi recepcionado junto de Davis dentro do castelo por Warren Wyl, um jovem de quinze anos e segundo filho de Lorde Walter, este que junto de seu primogênito e herdeiro, estavam em Skyreach à espera das ordens de Sua Graça para quando marchariam para a Campina.

O primeiro dia foi tirado para o descanso não só de Durran e de Davis, como de seus homens. Não foi algo que o Durrandon ficou muito feliz de se fazer, já que, sua vontade era invadir as Stormlands imediatamente. Mas Davis insistiu que os homens tivessem um dia de descanso, pois depois que iniciassem a avançar por terras inimigas, não descansariam novamente. Teriam sempre de dormir com um dos olhos abertos e a espera de um ataque na calada da noite, portanto, Durran acabou cedendo ao pedido de seu fiel companheiro. No dia seguinte, estavam reunidos, Durran, Davis e alguns comandantes do exército que lideravam. Dois dorneses, e três mercenários eram os homens de maior patente por ali. Estavam todos em pé no pátio do castelo discutindo planos e estratégias para a invasão. O jovem Warren Wyl se juntou aos demais querendo participar, aprender e até mesmo, talvez dar sua opinião.
D - Sor Davis diz:
. - "Temos quatro mil homens, precisamos de pelo menos vinte barcos para fazer a travessia e subir o rio. É um grande número de embarcações para passar despercebido pelas terras dele, mas pode funcionar. Não vão imaginar qual nosso alvo é..."
D - Warne Wyl diz:
. - "Subir o rio? Achei que fossem direto para Blackhaven. É lá onde está Jon Connington e sua tropa."
D - Sor Davis diz:
. - "Não. Vamos subir o rio perto de Stonehelm e desembarcaremos em Grandview o assento da Casa Grandison. Não estamos esperando dificuldades por lá. Não é um castelo, é apenas uma cidade, vai ser uma tomada fácil"
 errata: Warne Wyl*
Durran XXVII Durrandon diz:
- Connington espera uma invasão. - Os cabelos do vigésimo sétimo Durrandon homônimo ao fundador de sua Casa estavam presos, de modo a ajuda-lo a combater o calor. As sombras da iluminação local somadas ás linhas rígidas que marcavam seu rosto realçavam a cicatriz que cruzava sua face, como se esta fosse feita recentemente. Talvez fosse uma reação do stress e de como seu corpo estava sendo negativamente impactado pela carga emocional que estava recebendo. Tinha certeza que encontraria também um ou outro fio grisalho ali se procurasse, por mais irônico que fosse. Cabelos escuros, olho azuis. Essas eram as características que marcavam a sua casa e sobreviviam sempre, não importando a outra metade. Ainda assim haviam distinções. Havia herdado o azul-elétrico dos olhos de Angron, de acordo com o seu pai, enquanto Dyanna trazia uma tonalidade mais cor de safira, como os do próprio Qarlton. E era impossível que mesmo em um momento como aqueles, em que estava concentrado e diante de um mapa de guerra, tornasse-se inevitável e inequívoco o pensamento que amassava sua cabeça como o Usurpador bastardo estivesse marretando seus pensamentos: Era o último da sua linhagem. Estava sozinho no mundo. Seu pai estava morto. Dyanna estava morta. Seus sobrinho não carregava seu nome. Diante daquele turbilhão de sensações e pensamentos, pareceu perdido na imensidão dele mesmo por alguns segundos e os outros homens poderiam notar. Resfolegou. As duas mãos apoiadas nas mesas tornaram-se punhos. Por três sucessivas e rítmicas vezes socou a mesa, apenas para que pudesse chamar a atenção dele mesmo de volta ao ponto em que deveria estar. - E esta invasão nunca virá, Lorde Wyl. Isto é uma retomada. - Soava áspero. Direcionou seu olhar para Sor Davis, visto que ele era a pessoa naquele ambiente com quem se sentia mais confortável - e isso era dizer muita coisa, já que deviam ter trocado menos de dez palavras que não fossem comandos nos últimos dias. - Nossos números sozinhos serão o bastante para alcançarmos a rendição. Grandison irá dobrar o joelho e suas forças nos acompanharão. Estabeleceremos uma base de operações no Cabo da Fúria depois que os Mertyns também se dobrarem. - Suspirou. A mão esquerda coçou a nuca antes de retornar à posição anterior. - Deste ponto em diante, teremos Estermonte como única preocupação antes da retaliação por parte dos Grifos.
D - Sor Davis diz:
. - "E nós não precisamos nos preocupar com Tarth. Seus navios de guerra foram para o Norte junto de Stannis e Lyonel. Pelas nossas informações, eles ainda possuem cerca de quinhentos homens além da guarnição dentro de suas terras, mas são homens que ainda estão apoiando Renly Baratheon e que não vão levantar um dedo para auxiliar o Grifo. Devemos esperar uma guarnição de no máximo, cem homens em Grandview. Trezentos se ele ainda não tiver enviado tropas para Blackhaven, como Jon vem solicitando de todos os Lordes da região." - Davis parou analisando o mapa e a situação, tentando ver se havia alguma outra forma mais sensata e melhor de se fazer aquilo e então, continuou colocando suas preocupações na mesa. - "Minha maior preocupação é com Stonehelm, com os Swanns. Podemos nos tornar alvos fáceis na nossa travessia, Durran. A posição de Stonehelm é estrategicamente naquela posição para evitar esse tipo de situação. Com vinte barcos subindo o leito do rio, seremos alvos fáceis para arqueiros, balistas, catapultas e mais o que diabos tiverem lá para jogarem em nós..."
Durran XXVII Durrandon diz:
- A Casa Swann foi por muito tempo a segunda mais poderosa do Reino. - Replicou, como se aquilo fosse adicionar algum contexto que ambos ali fossem capazes de enxergar antes que os demais. Contudo, resolveu ilustrar para que em. tendessem. - Estar nesta posição há tanto tempo faz com que a servidão se demonstre naturalmente. Mais que isto, eles lutarão pela possibilidade de permanecer em segundo lugar... - E agora, pensava, todo sabiam o que ele queria dizer. A determinação do Connington como Senhor das Terras da Tempestade deveria ter sido um insulto e tanto á aquela Casa. Mais que isso, sua lealdade já estava comprovadamente direcionada contra a Coroa anteriormente. As circunstâncias lhe favoreciam, mas favoreceriam ainda mais. - O bastardo Targaryen, Orys, nos fez um grande favor quando roubou nossas cores e brasão. - Havia um sorriso de canto em seus lábios. - Hasteie nossas bandeiras no topo de cada embarcação. Os homens usarão nossas cores. Iremos à noite. Na hipótese de sermos vistos, é provável que Stonehelm se abra para nos receber. Teremos de aproveitar a surpresa.
D - Sor Davis diz:
. - "Será feito, milorde" - o cavaleiro respondeu ao pedido que foi feito por Durran, virou-se para um dos comandantes dos mercenários e já lhe ordenou: - "Pegue panos e tintas. Digam os homens que é hora de começar a pintarem." - o mercenário estrangeiro assentiu com a cabeça e se retirou para cumprir o que havia sido dito. - "Se isso funcionar, tomaremos Grandview e poderemos seguir para Summerhall como planejado. Qual será nossa forma de aproximação lá, milorde? Acredito que um cerco não é uma boa opção. Das duas uma, ou assaltamos o castelo, independe da guarnição que possuem lá, mas isso pode nos acarretar em grandes perdas ou tentamos fazer isso de uma forma mais sutil. Menos homens, menos movimento, um ataque na calada da noite..."
Durran XXVII Durrandon diz:
- O mais importante é conseguirmos o maior número de Casas do Cabo da Fúria ao nosso lado antes que o Grifo perceba que não estou tão interessado em Portonegro. - Observou Warne Wyl por alguns instantes. Analisava suas reações e estudava suas feições, investigando o que ele era capaz de compreender daquela discussão entre os homens que comandavam. - Summerhall é um objetivo que não será abandonado, mas Summerhall é apenas um ponto que quero provar. Com Renly e mais próximo de Porto Real, é provável que Rhaegar queira retomar a Baía dos Naufrágios antes. Mas uma vez que o Cabo da Fúria seja nosso, poderemos abrir o acesso pelo Passo do Príncipe e trazer mais tropas, se necessário. - Continuou mirando com intensidade o garoto. - Deixaremos Summerhall para uma ocasião mais adequada, por ora.  Já será uma boa mensagem quando ele perceber que precisa se preocupar comigo também. - Sem transparecer qualquer ar cômico ou jocosidade, finalmente direcionou-se ao mais jovem na mesa. - O que você pensa, Lorde Wyl?
D - Sor Davis diz:
. - "Assim será, milorde." - Davis deu sua resposta olhando para Durran e botou uma de suas mãos sobre seu ombro. - "Temos um bom plano. Vamos vencer" - o cavaleiro veterano falou com convicção. - "Falei com Daeron antes de partimos quanto aos barcos, já estão navegando em nossa direção. Levará mais duas noites para que cheguem até aqui, mas estaremos prontos." - notificou Durran.
D - Warne Wyl diz:
. - "Meu castelo é seu pelo tempo que for necessário, Lorde Durrandon." - o jovem Lorde Wyl respondeu. Na ausência de seu pai e irmão mais velho, ele era a autoridade naquele momento. Ele havia permanecido até o momento apenas analisando tudo o que era dito e olhava para o mapa tentando achar uma alternativa melhor, no entanto, sendo tão jovem, pouco entendia de guerra. - "A preocupação são os Swanns, mas se tiverem passagem por eles e dominar os castelos que disseram, irão cortar o caminho de Jon para sua própria casa. Ouvi dizer que o Ninho do Grifo é um castelo muito bem protegido, mas já caiu antes. O Connington não vai arriscar perder seu lar duas vezes..." - opinou.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Duas noites são tudo o que preciso, mas sua cortesia é bem-vinda. - Warne lembrava um pouco ele mesmo. Quando o Rei estava em sessão, atendendo as audiências populares,  e Sor Arthur estava designado com a guarda, assistia cada uma delas o mais concentrado que podia, como se pudesse absorver aquela atmosfera e internalizá-la. Warne Wyl podia não ser sábio ou um líder, mas ele tinha o fundamento necessário para se tornar um: Disposição em aprender. O maior problema com os lordes e reis de Westeros é que a hereditariedade da posição os fazia pensar que nasceram prontos para ocupá-la. Até alguém remover suas cabeças e provarem-lhes errados. - Lamento que seu pai não esteja aqui. Iria convencê-lo a permitir que você fosse comigo, mas sei o quanto é importante que haja um Wyl em Wyl. - Tocou a nuca novamente e a sentiu tesa. Moveu os ombros e eles ainda pareciam carregar uma tonelada, cada, em ambos os lados. Apenas deu de ombros. - Se me dão licença e não há mais nada a ser dito, vou me recolher. Preciso experimentar minha armadura. - Era apenas uma desculpa, como qualquer outra, mas não imaginou que fizesse diferença para qualquer um deles.
Boneway - Wyl diz:
O jovem Wyl apenas observou Durran se retirar, assim como os demais. Davis já o conhecia bem o suficiente para entender que estava se retirando pois não havia mais nada de importante para ser discutido e porque em um momento como aquele, o Lorde preferiria em ficar sozinho.

Na passagem dos dois dias, nada demais aconteceu. Teve de se esquivar do Wyl uma vez ou outra, quando o rapaz veio cheio de entusiasmo a sua procura, mas logo depois, Warne respeitou a privacidade que o Durrandon tanto apreciava. Não havia trago Laenyna naquele avanço, algo que a deixou bastante chateada, sendo que havia sido prometido para ela, que nunca ficaria para trás. De uma forma ou de outra, ela sabia melhor do que discutir e ir contra as decisões de Durran. Ainda mais naquele momento em que a morte de sua irmã ainda estava tão recente em suas dores.

No fim da segunda noite, pôde observar os barcos do Blackfyre se aproximando pelo horizonte. Carregavam a bandeira do Dragão Dourado de Daeron, e a primeira coisa que tiveram de fazer, foi unir à bandeira do Rei, o Veado Dourado dos Durrandon. Era a primeira vez que Durran batalharia e guerrearia sob o seu próprio estandarte em muitos anos. A pequena frota, se assim podia ser nomeada, era comandado por um mercenário estrangeiro chamado de Capitão Olho-Verde. Seus olhos de fato eram tão verdes, que o brilho de seus olhos podia ser facilmente confundido com o brilho de uma joia de cor esverdeada. Como Davis não tinha conhecimento algum de navegação, e muito menos de como se batalhar em alto mar, e muito menos Durran, Olho-Verde ficou encarregado daquela tarefa. Vinte barcos, sendo que os homens de Durran foram divididos de duzentos em duzentos em cada embarcação - havia espaço também, para os cavalos.

Sem muitas delongas e sem enrolação, Durran deu a ordem para que zarpassem imediatamente e tomassem o caminho que já haviam traçado. Novamente no horizonte, após algumas horas já navegando, começaram a ver as muralhas do castelo de Stonehelm na beira do rio que deveriam subir: não demorou para que uma movimentação no topo das Muralhas iniciasse e que berrantes começassem a soar quando os barcos começaram a ser avistados.

Davis olhou para Durran, e começou a preparar os homens para se defender, caso fosse necessário. Apenas uma precaução por parte do cavaleiro, que ainda acreditava no plano que ele e seu Lorde havia travado, mas ainda assim, nesses últimos anos que passou servindo Durran, ele havia aprendido que quando a situação pode dar errado, ela dará errado. Então, nunca era demais se proteger.
D - Sor Davis diz:
. - "Está para começar" - falou já ordenando os homens na beira dos navios com uma parede de escudos. - "Que os Sete guiem nossa justiça por entre nossos inimigos..."
near Stonehelm diz:
Os barcos foram se aproximando da subida do rio e cada vez mais para perto do castelo dos Swanns. Uma grande movimentação acontecia na muralha, e os olhos de Durran já podia ver dezenas de homens armados com arcos prontos para se defenderem quando os barcos entrassem no alcance de suas setas. Um homem subiu na ameia da muralha ficando completamente visível para Durran e os demais, e antes que entrassem no alcance dos arqueiros, ele gritou: - "Alto lá! Quem vem aí?!"
Durran XXVII Durrandon diz:
- - Dois dias. Não havia deixado Laenyna para trás. Em sua cabeça, estava a deixando segura. A última coisa que podia permitir que acontecesse agora era que algo acontecesse com o último vínculo que tinha a paz e sanidade. Em contrapartida, não queria que ela estivesse ali justamente por ela representar o que havia de bom nele - algo que ele mesmo já havia dito a ela. Estava indo ali para derramar sangue e não precisava de nada que mitigasse esta fome que sentia. Como a Princesa disse, precisava alimentar-se com o sangue. Durran vestia um capaz que ocultava seu rosto, mas seu tamanho e forma permaneciam visíveis para qualquer um. Um corpo que não era tão diferente daquele que seu primo distante, Robert Baratheon, costumava ter quando vivo e no auge da sua forma, exceto que melhor trabalhado e marcado por incontáveis instrumentos de tortura. - Nós representamos os verdadeiros Suseranos das Terras da Tempestade! - O veado preto em fundo dourado ostentado ao topo da embarcação já garantia esta parte da comunicação. Precisava assegurar a outra. - Requeremos passagem para expulsar o Grifo e aqueles que representam! - As cores estavam lá. As embarcações estavam lá. Diabos, até mesmo um "Baratheon" estava lá. Apenas não gritou que representava Stannis ou Renly para que não dissessem, no futuro, que ele tinha o hábito de mentir aos seus sujeitos. Não podia dar um mau exemplo diante dos homens. Ainda assim, sabia que estava mentindo sem mentir. Teve vontade de alcançar o arco em suas costas e prepara-lo, por precaução, mas era melhor controlar seus instintos até o momento em que estes fossem estritamente necessários. Lançou um olhar para o seu Marechal, apreensivo, mas que não seria captado daquela distância.
near Stonehelm diz:
. - "E a qual Suserano você se refere? Nos dias de hoje, estamos apostando qual será a próxima Casa da região que vai clamar ser nosso Suserano!" - o homem gritou lá de cima. Seus olhos haviam caído sobre as bandeiras que os homens de Durran haviam pintado, e ele viu o estandarte balançando contra o vento no topo das embarcações. "Não vamos dar passagem para ninguém antes de soubermos quem se tratar. Ancore seus barcos e venha até costa, sor. O levarei até Lorde Swann, e ele então decidirá se haverá passagem ou não para vocês!"
Durran XXVII Durrandon diz:
- Prepare os homens, Sor Davis. - Durran era incisivo e firme. - Irei até Lorde Swann. Um rei que precisa se anunciar como rei não merece ser chamado assim. - Apontou para os homens ao lado do navio e disse-lhes para parar. - Se eu não estiver de volta em algumas horas, siga pelo Mar Estreito e tome Pedraverde, Matabruma e todas as outras sedes que encontrar. Minha morte apenas fortaleceria a causa de Daeron, então seu compromisso não está findado - Aproximou-se do mais velho e abraçou-lhe de forma abrupta, forte e rápida, como uma tempestade de verão. - Nos veremos em breve. - Aquiesceu às próprias palavras e seguiu para a menor embarcação. Levaria consigo poucos soldados, mais para conservar seu status de Lorde do que realmente para parecer outra coisa. Sua tentativa de ser razoável era aquela. Os navios não estavam indo embora imediatamente porque ele, e Swann, sabiam que ele podia ameaçar destruir tudo o que encontrassem pela frente com 20 navios carregados de homens. Garantindo que todos os homens que levava consigo estivessem trajados como membros da casa Durrandon, seguiria para a praia onde encontraria os homens de Stonehelm e mais uma história começaria - ou chegaria ao fim da maneira mais covarde possível.
near Stonehelm diz:
Os homens soltaram a âncora dos navios e ficaram a espera, como havia sido ordenado. Davis olhou para Durran e o abraçou sem dizer muitas palavras, apenas confiando de que estavam fazendo o que era certo. Subiu em um bote com cinco homens que se encarregaram em remar, até chegarem a costas e descerem do pequeno barco, puxando-o para terra firme para que não fosse levado pela correnteza. Durran ajeitou suas roupas, assim como os homens que o seguiam vestindo suas cores e seu brasão pintado - mesmo que de Durrandon eles nada tivessem, e começaram a se aproximar de Stonehelm. - "Permaneçam parados!" a mesma voz de antes gritou no topo da muralha ordenando que os arqueiros não alvejassem os alvos que se aproximavam de forma cuidadosa e até mesmo, um pouco receosa. - "Abram os portões!" - a mesma voz voltou a gritar, e as barras de ferro que servem como reforço para o portão metálico atrás, começaram a se levantar, e o portão abrir. Um homem montado à cavalo, o mesmo sujeito que gritava lá de cima da muralha, apareceu na frente e gesticulou para que Durran e os homens se aproximassem.
S - Balon Swann diz:
. - "Sou Balon Swann, os levarei até meu pai"
Durran XXVII Durrandon diz:
- É bom conhecê-lo. - Durran não forçou um sorriso ou sequer fez menção de tentar simular qualquer tipo de bom comportamento. Ele continuava como sempre estava, atraindo olhares, irradiando aquela aura de desconforto que ninguém sabia exatamente onde começava. Já fazia algum tempo que era difícil causar uma impressão que não fosse a que era um homem extremamente perigoso. Por vezes, como aquela, aquilo poderia sair ao seu favor. - Sou Lorde Durran Durrandon, o vigésimo sétimo do meu nome. - Lançou olhares aos homens que os acompanhava e não verbalizou qualquer palavra: Eles sabiam exatamente o que ele pretendia. Que ficassem quietos, que ficassem silentes e que permanecessem ao seu lado. Não era tão diferente dos seus deveres habituais, embora, cotidianamente, Durran fosse conhecido por ser um comandante capaz de misturar-se aos seus comandados sem maiores problemas. Até preferia assim, já que se enxergava como apenas um deles - guardadas as devidas proporções, obviamente. - Estou ansioso para conhecer o seu pai. - Brevemente olhou para a própria cintura e verificou as duas espadas ali. Sacá-las provavelmente o condenaria à morte, mas sabia fazê-lo com tamanha velocidade que não deveria morrer sozinho. Algo a se pensar. Abaixou o capuz do sobretudo de viagem que usava, fazendo com que seu rosto ficasse plenamente exposto. Os cabelos continuavam tão presos, como antes, e sua barba estava mais densa do que costumeiramente, visto que zelar pela própria aparência era a última de suas preocupações agora.
near Stonehelm diz:
----------
S - Balon Swann diz:
. - "Ouvimos o seu nome vez ou outra, mas imaginamos que havia sido uma outra loucura qualquer do povo dornês. Siga-me Lorde Durrandon." - pediu e começou a guia-los para dentro do castelo enquanto andava bem devagar com seu cavalo.
near Stonehelm diz:
Ao entrar, Durran pôde ver pelo menos uma centena de homens, talvez mais nas ameias da muralha de Stonehelm. O pátio estava lotado de homens aflitos e com olhares duvidosos para ele. O castelo de forma alguma parecia vazio, havia soldados para todos os lados, e homens procurando armas, carregando virotes de balistas e outras coisas para resistir um assalto ou uma passagem forçada. No entanto, não havia formas de se ter um número certo de quantos seriam, só sabia que, eram muitos. Balon parou na entrada do hall do castelo e desceu do cavalo subindo uma pequena escadaria e empurrando uma porta dupla.
S - Balon Swann diz:
. - "Pai. Irmão" - ele chamou a atenção de ambos entrando e moveu seu corpo para o lado gesticulando com a mão para Durran e seus homens. - "Lhe apresento Lorde Durran Durrandon, vigésimo sétimo de seu nome" - virou seu olhar para Durran. - "Apresentou-lhe Donnel Swann, herdeiro de Stonehelm e meu irmão mais velho, e também meu pai, Lorde Gulian Swann" - ele esperou Durran entrar dentro do hall e fechou a porta atrás de si. Havia pelo menos, três dezenas de soldados ali dentro.
S - Gulian Swann diz:
Gulian pediu para que Durran se aproximasse e o ofereceu algo que estava sobre uma mesa redonda no centro do salão: - "Posso lhe oferecer pão e sal, Lorde Durrandon?"
Durran XXVII Durrandon diz:
- Por gentileza, Lorde Swann. - E mesmo tantos anos passados longe de Westeros, ainda lembrava-se bem daquela tradição. O direito de visitante; uma vez aceitada a comida ofertada por um anfitrião, sob seu teto, pela duração da estadia do visitante, o mesmo não poderia causar mal algum ao anfitrião e vice-versa, sob pena de violarem um acordo tão antigo e sagrado cujas origens já não eram mais conhecidas. Considerou-se satisfeito com sua decisão de não atacar, por ora, Stonehelm. Eram homens o suficiente para atrasar consideravelmente seus planos e reduzir seu número de homens. Eram numerosos o suficiente para que uma derrota jamais sequer estivesse no horizonte, mas qualquer resultado além do impecável seria considerado uma falha dadas as condições em que se encontravam. - Nossas Casas possuem história. Alguma até mais recente, não diria? Quando Alaric fugiu de Storm's End, precisou de ajuda para alcançar Dorne e preservar a linhagem dos Reis da Tempestade. - Durran seguia o protocolo até então. Sentava-se no lugar onde lhe era oferecido e cumprimentava a todos, mas ainda assim sabia que a presença dele os deixava incomodados - da mesma maneira que sua linguagem corporal deveria denunciar que ele não estava exatamente contente em estar ali. - No mais, agradeço por sua sensatez. Não tenho qualquer intenção em derramar o sangue de Stormlanders se isso pode ser evitado.  - Como disse ao seu filho, estou aqui para expulsar os Connignton das Terras da Tempestade e clamar aquilo que é meu por direito de nascença e sangue. - Pausou. Deixaria que ele se manifestasse agora, de modo a saber como conduzir aquela conversação.
S - Gulian Swann diz:
. - "Derramamento de sangue é o que conduz a nossa sociedade, Lorde Durran" - ele respondeu em uma voz gentil e cordial e sentou-se em uma cadeira de frente à do Durrandon. Estava usando uma roupa terrivelmente nobre e cheia de bordados e tecido nobre. Era uma roupa branca com poucos detalhes negros. Tinha o cabelo bem penteado e a barba aparada em seu rosto. Era já um homem de mais idade, acima dos seus quarenta, mas que ainda não havia sentido nenhum pingo da velhice o atingir. Ele cruzou suas pernas e seus braços ao iniciar sua conversa com Durran e o observando detalhadamente, voltou a falar: - "Nós sangramos pelos Targaryens. Sangramos pelos Baratheons, mas não queremos sangrar pelos Conningtons." - parou sua fala por ali e apenas analisou a reação do homem à sua frente. - "Mas iremos, se preciso for" - terminou a sua fala. - "Não me leve a mal, mas não o conheço. Não sei como age ou se seria um bom governante, Lorde Durran, no entanto, conheço Jon, e por mais que não goste do homem por ter traído seu Suserano quando este lhe chamou para o dever, talvez se torne um bom governante... Já você. Tudo o que sei são de histórias, e eu não sou o tipo de homem que acredita em contos."
Durran XXVII Durrandon diz:
- Ah, Lorde Gulian, seu pensar possui apenas um pequeno equívoco. - Descreveu uma meia lua com os lábios, embora não tenha exposto qualquer um dos seus dentes no ato. - Vocês não estariam, realmente, sangrando pelos Grifos. Estariam sangrando por Rhaegar. - Suas duas mãos encontraram os apoios no assento e ali repousaram. - O mesmo Rhaegar que era Príncipe quando vocês se uniram a Robert, se minha memória não falha. - A palma da mão direita cobriu o punho esquerdo. Moveu-se de dedo a dedo, estalando-os. - O Rei Rhaegar, o Príncipe Prateado, poeta, bardo, guerreiro lendário, belo, justo... - Fingiu bocejar enquanto imitava a maneira que o populacho se referia ao Targaryen. Curiosamente, sabia que alguns nobres também o tratavam assim - mas imaginava que nenhum que estava por lá. - ... E o mesmo que pôs os Connington como Mão do Rei e Senhores das Terras da Tempestade. - Deu de ombros. - Nós sabemos o motivo dele: Ele não confia em vocês. Não só na sua casa, Lorde Swann, mas também nos Tarth ou Caron. - Moveu-se no assento, de modo que pudesse prestar mais atenção em Gulian, mas não ignorando também os seus filhos. - De onde estou, vejo que você tem as opções de sangrar pelos Targaryen e serem submetidos a essa situação de desconfiança e pouco merecimento que durará algumas gerações, pra dizer o mínimo, de sangrar por Renly, que está sozinho, coitado, segurando um castelo com todas as forças que ainda tem, ou de reconhecer-me como o verdadeiro suserano das Terras da Tempestade, por direito e sangue. Apenas em vir aqui, demonstrei ser uma opção melhor que os Connington que nunca lhe darão esta atenção ou os Baratheon que conseguiram perder todo o poder e influência que tinham por conta dos caprichos do mais velho, colocando-o nesta situação. - Tornou a sorrir. - Hasteie minha bandeira no alto do seu castelo, como um sinal para os meus homens. Você e seu filho sentarão no meu conselho de guerra e terão um dizer, isto eu garanto.
S - Gulian Swann diz:
. - "Eu não lutarei pelo Targaryen. Estaria lutando contra uma invasão em nossas terras e região, milorde. Mas de uma forma ou de outra, há verdades em suas palavras. Há razão no que você diz. Não tenho o menor interesse de sangra minha casa ou meus homens, por Rhaegar Targaryen, ou muito menos, por Jon Connington. Antes que eu lhe dê a minha resposta, Lorde Durran, antes que eu decida o que irei fazer ou deixar de fazer nesse momento, quero que me responda uma última coisa. Qual a diferença em lutar por um Targaryen e a diferença de se lutar por um Blackfyre?"
Durran XXVII Durrandon diz:
- Entre qualquer Targaryen e qualquer Blackfyre? Não há. - Não precisou de um segundo completo para encontrar as palavras que buscava. - Entre Rhaegar e Daeron, contudo, há muita. Um nasceu para ser rei e foi ajudado a isso em cada degrau que encontrou no caminho. O outro precisou se moldar e forjar para a tarefa. Enquanto Rhaegar estava tocando sua harpa e sussurrando poesias para Lyanna Stark, Daeron estava em Asshai estudando as desconhecidas forças que agem neste mundo. Enquanto Rhaegar herdou os espólios do Rei Louco, Daeron descende daqueles que, pela última vontade do Rei, deveriam sucedê-lo. - Analisou toda a sala antes de dizer, por último, o que havia guardado. - E, então, a mais importante distinção de todas: Rhaegar perderá e Daeron vencerá. - Não sabia se o Dragão Dourado sentaria no Trono de Ferro ou se Rhaegar permaneceria, mas sabia que o que havia dito era verdade. Especialmente por conhecer, mesmo que ainda não acreditasse, no trunfo do homem que veio do outro lado do mundo. - Caminhe com os vencedores e também será um, Lorde Swann.
diz:
Gulian Swann escutou as palavras de Durran e parou por alguns segundos para analisar a situação. Ele trocou alguns olhares com seus filhos, mas nenhuma palavra foi dita por eles. Ele levou uma das mãos ao queixo e o coçou enquanto olhava fixamente para o homem à sua frente que já havia se alimentado do pão e do sal oferecido anteriormente por ele.
S - Gulian Swann diz:
. - "Te digo o seguinte, Lorde Durran, terá o apoio da Casa Swann contra Jon Connington, contra Rhaegar Targaryen, mas não nos peça que lute contra Lyonel Baratheon, Stannis Baratheon, ou Renly Baratheon. Assim como eu, meus antepassados fizeram um juramento aos Baratheons, e minha Casa não é o tipo de Casa que quebra seus votos e levanta suas espadas contra aqueles que juramos servir. Caso solidifique e expulse os Baratheons dessa região, estarei livre para fazer um novo juramento para com a sua pessoa, mas até lá, não levantaremos nossas espadas nem para auxiliar, como nem para lutar contra nenhum Baratheon."
Durran XXVII Durrandon diz:
- - Em qualquer outra ocasião, consideraria aquilo um disparate. Contudo, sabendo que os Swann estavam entre as mais poderosas casas das Terras da Tempestade, sendo, possivelmente, a mais poderosa na região das Marcas, não iria forçar sua mão. Não agora. Durran acenou em afirmação com a mão direita, como se fosse ele sentado no assento do Lorde de Stonehelm. - Nós voltaremos a este ponto, mas não agora. Vamos, primeiro, tirar dos seus homens e dos meus a ansiedade. Os meus homens, que vieram comigo, estão portando minha flâmula. Deixe-a voar acima de suas muralhas. - Ainda de forma vagarosa, colocou-se de pé e estendeu sua mão direita na direção do Senhor daquele castelo, esperando que este o cumprimentasse. Se ele não ia fazer o juramento agora não tinha motivos também para esperar que ele dobrasse o joelho naquele instante.
S - Gulian Swann diz:
. - "Assim será feito, Lorde Durran." - se levantou a cumprimentou com sua mão direita o Durrandon que estava com a sua própria mão esticada para ele. - "Balon, leve Durran e seus homens de volta para a costa." - falou para seu filho mais velho e se virou para o herdeiro. - "Donnel, prepare o mastro, o Veado Dourado voará uma vez mais sobre as nossas muralhas!"
diz:
Balon Swann se aproximou de Durran e fez uma reverência para o mesmo, e esperou que ele seguisse o caminho que ele guiasse. Mais uma vez, andou para fora do castelo e ordenou que os portões fossem abertos, e não só isso, falou para os soldados da Casa Swann, que não havia mais necessidade de ficarem de prontidão e para que abaixassem suas armas.
S - Balon Swann diz:
. - "House Swann stand behind you, Lorde Durrandon"
diz:
.

Davis sentiu-se aliviado com viu seu Lorde voltar para a costa, pegar o bote, e voltar para o navio. Abraçou Durran feliz que ele estivesse ileso, e abriu um sorriso maior ainda quando lhe foi contado que agora teriam o apoio da Casa Swann de Stonehelm. Isso sem dizer que o plano deles, eram apenas passar pela região do leito sem que fossem ameaçados, conquistar um aliado daquela forma, tinha sido uma enorme vantagem para Durran e seus homens.

Com o assentimento de Durran, o capitão dos navios deu a ordem para que os homens continuassem a navegar rio acima. Içaram as âncoras e seguiram o rumo e a trajetória que já haviam traçado anteriormente. Viram a pacata cidade de Grandview quando o rio já estava chegando ao seu final.

Vinte embarcações não é simplesmente um tipo de ataque que se passa despercebido, exatamente por isso, no momento em que os barcos do Durrandon foram vistos vindo em sua direção, a cidade imediatamente começou a ser evacuada - começando obviamente, pelo Lorde local. Não havia muralhas para proteger o local, os soldados, já há muito haviam abandonado seus postos, e o Lorde, já havia subido em um dos cavalos que havia disponível e desaparecido para muito longe quando Durran e seus homens desembarcaram. A resistência foi mínima, um ou outro guarda que havia ficado para trás ajudando com a evacuação, um ou outro senhor ou morador teimoso que se recusava a deixar sua casa. No mais, encontrava-se numa cidade abandonada para os inimigos. As casas estavam abertas, havia comida, madeira, algumas armas de qualidade ruim caídas em outros cantos. Haviam carregado o que conseguiam em suas mãos, e o resto, ficado para trás. Grandview havia caído sem a necessidade alguma nem dos homens de Durran terem desembainhado suas armas.
D - Sor Davis diz:
. - "Para onde agora, milorde?" - perguntou o fiel cavaleiro.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Palavras já estão correndo, Sor. Não temos muito tempo a perder. - Durran caminhava entre os homens e imaginava o que estava sendo dito a seu respeito até então. Haviam entrado em território hostil em mais de uma ocasião, mas nenhuma peleja fora travada até então. Ao mesmo tempo em que aquilo era positivo para a sua causa, ter uma reputação de pacifista não era exatamente o que pretendia ali. Não podia deixar os homens mal acostumados.  - Vamos tomar a Sede da casa Morrigen, o Ninho de Corvo. É uma posição estratégica para lidarmos Jon quando for o tempo. - Não havia visto até então nada de fora do ordinário em seus homens. Por um instante, preocupou-se com a hipótese de Laenyna ter o seguido sem que ele soubesse, mas já teria notícias disto se fosse o caso.
D - Sor Davis diz:
. - "Para o Poleiro do Corvo então. Podemos esperar um auxílio do Ninho do Grifo, mas agora temos os Swanns para nos auxiliar." - Davis deu sua resposta e ordenou os homens. - "E quanto as embarcações? Mandamos de volta para Sunspear para se juntar a frota de Daeron que provavelmente subirá o Mar Estreito em direção a Frota Real?" - esperou uma decisão de Durran quanto aquilo, e então, partiram montados para Crow's Nest.
diz:
Levaram um dia de marcha para chegar no castelo que havia se tornado o alvo de Durran e seus homens. Não era o castelo mais fortificado que já havia visto, mas também não era algo sem muralhas e abandonado como havia sido Grandview, esta que, por não ser uma região estrategicamente favorável para uma defesa, foi obrigado a criar trincheiras e outros meios de se defender para os homens que Durran deixou para manter a posição. O Poleiro ficava no início de uma região montanhosa, o que lhes davam uma pequena vantagem contra um exército que estivesse vindo por baixo, mas nada tão grande, tendo em vista que, o relevo não era lá tão grande. Possui cerca de duas torres de vigias frontais e duas traseiras, além da edificação principal que é tão grande que em seu topo, acabe servindo também uma torre e tendo visão dos quatro cantos do castelo. Não há vegetação em volta do castelo, e indícios de árvores que foram há muito já cortadas ainda restam, deixando o caminho de chegada até o castelo, um campo aberto. Do lado de fora, há alguns casebres e algumas fazendas onde pessoas comuns normalmente faziam os seus trabalhos cotidianos, mas com a aproximação de um grande exército, os portões logo se ergueram e todos se esconderam atrás da muralha de pedra do castelo. O septo local começou a soar o seu sino, deixando claro para todos o sinal de alerta e de que estavam prestes a ser atacados. Não preparados para um cerco, não há sinais de trincheiras ou fossos cavados em volta do castelo, mas este, não parece completamente desguarnecido. Durran e seus homens puderam ver que pelo menos uma dúzia de aves voaram quando apareceram no horizonte e na visão dos sentinelas dos Morrigen.
D - Sor Davis diz:
. - "Durran!" - o chamou com apreensão. - "Palavras já estão correndo..." - repetiu a fala do dia anterior do Durrandon e o avisou. - "Um dos batedores que enviei para não deixar nossa retaguarda descoberta. Jon Connington está se movimentando. Seis mil espadas saíram de Blackhaven e estão vindo em nossa direção." - ele esperou uma reação por parte de seu Lorde e continuou: - "Toda a região tem seus olhos sobre o novo Suserano. Jon procura um combate em campo aberto para provar à todos que é digno de governa-los."
Durran XXVII Durrandon diz:
- Ótimo. - Durran afirmou. - É como o pequeno Wyl disse antes da nossa viagem, Sor. Jon está ficando desesperado com a possibilidade de perder sua Sede uma vez mais. Estacionados em Grandview, o Ninho de Corvo e Stonehlm, ele só teria acesso ao Poleiro do Grifo por Shipbreaker's Bay e nós sabemos que Renly ainda é útil. - Durran parou para pensar por um momento. - Aliás, assim que tomarmos o Ninho de Corvo, prepare um Corvo e mande para Storm's End. Quero fazer uma proposta ao jovem veado. - Durran seguia caminhando ao lado de Sor Davis. Estava, aos poucos, voltando a se comunicar com o mesmo, mas nada no volume de antes das notícias trágicas. - Aliás, alguma notícia sobre a incursão em Mistwood? Quero os Wylde ao meu lado ainda hoje, se possível.
D - Sor Davis diz:
. - "Não senhor. Não há notícias de Mistwood, mas acredito que teremos em breve. É um castelo precário defendido por apenas uma Lady. Até onde sabemos, praticamente todas as suas forças estão com o Grifo." - tirou sua atenção de um castelo que não estava sitiado por ele, e focou-se no que podia fazer por ali. - "Mandei homens circularem o castelo e subirem nas montanhas para nos dar uma estimativa de quantos defensores há dentro do Poleiro. Como quer lidar com a situação? Enviar alguém para conversar com o Lorde?"
Durran XXVII Durrandon diz:
- Eu acho que já conversei o bastante, não? - Até mesmo chegou a rir. - Não quero forçar a minha sorte. - Levou as mãos até os cabelos e os prendeu. Checou as amarraduras de seus trajes de batalha e experimentou os pomos das duas espadas que carregava na cintura. - Os termos são rendição ou morte. Eu esperarei pelos números estimados, mas esse é o máximo que esperarei. Não pretendo ser flanqueado como flanqueei a Fowler em Hellholt.
D - Sor Davis diz:
. - "Levarei eu mesmo as condições" - retirou-se para atender o que havia sido lhe pedido.
diz:
Levou cerca de pelo menos duas horas até que seus homens conseguissem ter uma estimativa. Os soldados dentro do castelo se moviam bastante, o que dificultava uma contagem mais precisa. De uma forma ou de outra, era impossível ter ideia de quanto homens exatamente haviam defendendo a sede da Casa Morrigen. Davis já havia levado os termos de cerco para o homem que estava encarregado do castelo, e aparentemente, o termo de se renderem não havia sido aceito, pois os guardas estavam nas torres e nas ameias do castelo prontos para dispararem quando o exército de Durran começasse a se mover.
D - Sor Davis diz:
. - "De duzentos a trezentos e cinquenta homens defendem o castelo, Durran. Contaram nas torres frontais, cerca de vinte homens em cada, estão armados com arcos e bestas. Nas torres traseiras há um número menor, são apenas dez, mas a facilidade de se mover soldados pelo castelo é grande por este não ser muito grande. Nossos scouts viram pelo menos uns cinquenta cavalos no estábulo, um número irrisório comparado com o que temos, mas eles parecem estar suficientemente bem abastecidos em flechas e outros utensílios para resistir um assalto. Há óleo e pedras para serem jogadas em cima dos nossos homens, e já começaram a carregar revestimento para o portão. Estamos equipados com aríetes e escadas, é o que temos para subir em suas muralhas e destruir os seus portões. Nossos homens viram também corvos trazendo mensagens para dentro do castelo. Tentamos interceptar, mas não obtivemos sucesso."
Durran XXVII Durrandon diz:
- - Suspirou de maneira desanimada. - Eu vou ter que conversar mais, não vou? - Suas duas mãos pousavam na própria cintura e ele caminhava, inquieto, em passos lentos. - Está certo. Comecem o cerco. Enviem palavra ao Castelo sobre uma audiência com o Lorde. Eu prefiro manter estes recursos para usá-los contra o Grifo, de todo modo. - O Lorde Durrandon parecia desapontado, mas aquilo era também resultado dos eventos passados. Lutar sempre foi um escapismo catártico para ele. Ainda não havia descarregado em nada, nem ninguém, a fúria que Quentyn instigou em seu coração.
diz:
A mensagem foi enviada. Ficou combinado que o encontro aconteceria depois de vinte minutos em uma região mais neutra, onde os homens de Durran não pudesse alvejar o Lorde Morrigen, e vice-versa. No entanto, levou cerca de uma hora para que o Lorde de Crow's Nest desse sinal de vida e seus portões se levantasse. Ele saiu montado em um cavalo seguido por cerca de dez homens. Vestia uma meia-armadura e carregava um escudo em seu braço esquerdo, enquanto na sua cintura, estava presa na cintura uma maça com cravos.

. - "Sou todo ouvidos" - falou sem parecer por um segundo sequer, que temia o exército inimigo ou que estava em maus-lençóis, isto porque, realmente estava. Era um rapaz jovem, um pouco mais de vinte anos, cabelos curtos e barba por fazer.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Lorde Morrigen! Como você sabe, sou Durran Durrandon, o vigésimo sétimo do meu nome. - Podia citar os títulos e o que clamava, mas preferia ser sucinto e sincrético. Pragmatismo era uma qualidade que admirava nos outros e tentava incorporá-la em si. - Você não descerá do seu cavalo para conversarmos? - Durran também possuía uma pequena entourage o acompanhando, mais por status que por necessidade, mas havia desmontado antes de engajá-lo em conversa.
S - Lester Morrigen diz:
. - "Não" - respondeu de forma seca. - "Recebi seus termos anteriormente, Durran. Não tenho interesse em me render" - falou controlando seu cavalo com a mão livre enquanto seus homens trocavam olhares com os homens de Durran de forma apreensiva. - "Acho que é a única coisa que espera de mim, não é mesmo?" - falou um tanto quanto confiante para um homem que tinha seu castelo cercado. - "Sugiro que pegue seus homens e dê meia volta para onde veio. Meus corvos já voaram, Stonehelm, Mistwood, Weeping Tower, Greenstone, Rain House e Griffin's Roost. Os Wylde já responderam meu chamado.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Você tem interesse em morrer, então? - Durran gargalhou. - Lorde Morrigen! Por favor, eu estou tentando fazer um amigo aqui. - Era impossível que contivesse o misto de excitação e alegria com as palavras do outro. - Seus corvos estão sendo lidos pelos meus homens, meu Lorde. Vê este homem aqui, comigo? - Apontou para um dos soldados que o acompanhava. - Filho, diga para o Lorde Morrigen de onde você veio. Mostre para ele o emblema em seu escudo. - Falava, claro do fato dele ainda ter em sua indumentária acessórios que o vinculavam aos Swann, já que era um dos homens dos mesmos. Antes que ele pudesse responder, já o interrompia. - Mistwood? A essa hora também já me jurou lealdade. Weeping Tower, Rain House... - Durran pôs as mãos nas cintura e gargalhou novamente. Fitou o solo por um bom tempo. - Agora, deixe de tolice, desça do seu cavalo e ajoelhe perante o seu suserano. Prometo que você poderá manter tudo o que atualmente lhe pertence e não lhe incorrerei nenhum tipo de prejuízo por sua lealdade. Nem mesmo o considerarei um oathbreaker, o que é mais que posso dizer de algumas dessas outras Casas a quem você se apega. - Ergueu os braços, ainda. - Ou... Você pode se negar. Seus homens aqui vão voltar lá e dizer que eu tenho pelo menos quatro vezes mais soldados que você, além do apoio e lealdade de todas as outras casas do Cabo da Fúria e talvez você tenha que lidar com um motim. - O tom que usou, no entanto, deixou bem claro qeu aquilo já não era mais uma brincadeira e sim uma ameaça direta. - É uma escolha sua, Lorde.
diz:
. - "Sirvo a Casa Swann, milorde. E os Swanns apoiam Lorde Durran Durrandon em sua conquista pelas Stormlands." - o rapaz ao lado de Durran respondeu ao Lorde Morrigen o que havia sido dito e ele apenas fechou a cara indignado com o que estava ouvindo.

. - "Não tomava os Swanns por ratos, mas se é o caso, será o fim deles, assim como será o seu. Ter um castelo lhe apoiando na sua empreitada suicida não significa que você terá todos os outros, Lorde Durran. Nem todos os Lordes das Stormlands são covardes que se ajoelham por números." - ele respondeu quando o antagonista citou que tinha todos os outros castelos da região, mas quando o número foi citado e a última chance dele se ajoelhar foi dita, Durran sentiu que o homem teve um relance de medo, pois sabia que estava em uma desvantagem tremenda. - "É evidente que uma hora, seus números sobrepujaram os meus, se nada acontecer. Mas com os homens que tenho, posso aguentar um cerco por dias, talvez semanas. Posso repelir seus ataques até que a ajuda chegue até mim, e a ajuda chegará, Lorde Durran.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Lester Morrigen, eu o ofereci duas chances de dobrar o joelho e me reconhecer como seu suserano. Isto não é mais possível, pois eu não o quero como meu vassalo. - Foi incisivo. - Apenas o quero morto. - Deu um passo para frente e removeu o sobretudo que usava, jogando-o contra o chão. - Eu o desafio a um duelo sob o julgamento dos Sete, apenas para que você possa morrer com um pouco de dignidade. Seus homens serão poupados e sua casa poderá continuar existindo. - Cruzou os braços e aguardou pelo homem. - Ande! Ou quer que seus próprios homens o matem?! Sei que eles não possuem este desejo, de serem marcados como traidores, mas é um destino melhor que sangrar e morrer por sua estupidez.
S - Lester Morrigen diz:
. - "Minhas ordens são de não me render e não cair nos seus truques para tomar o meu castelo. Não devia aceitar nenhum combate singular, mas não vou deixar a oportunidade de esmagar o seu crânio com minha maça e salvar os meus homens de um derramamento de sangue desnecessário." - ele falou descendo do cavalo, prendendo o enorme escudo no braço e tirando da sua cintura a sua maça estrela.  - "Ganharei essa batalha aqui e agora, com a sua vantagem numérica ou não. Acabou de perder o seu único trunfo, Durrandon!"
diz:
O Lorde Morrigen desceu de sua montaria ainda segurando o grande escudo em um de seus braços e desafivelando a sua maça da cintura. Ele disse algumas palavras para o Durrandon, mas antes que houvesse chance de haver alguma resposta, um dos cavaleiros que serviam à casa Morrigen falou para seu lorde: - "Lorde Lester, não devia fazer isso! As instruções foram exatamente para que..." - o jovem Lorde que havia acabado de desmontar olhou com ferocidade para o homem em cima de sua montaria e o respondeu em um tom alto: - "Não me importa, sor. Tenho a chance de acabar com essa palhaçada com as minhas próprias mãos e assim o farei. Jon Connington não se importará com o que eu fiz ou deixei de fazer se eu entregar a cabeça desse desgraçado..." - ele apontou com a maça para Durran e continuou a sua fala. - "...de presente. Então afaste-se e apenas assista enquanto eu acabo com ele. Nem uma armadura decente o sujeito tem." - falou em um tom zombeteiro e deu alguns passos para frente se aproximando do que seria o campo de batalha entre os dois.
Durran XXVII Durrandon diz:
Durran tinha um sorriso no rosto que não deixava com que ninguém soubesse se ele estava aflito, ansioso, nervoso ou realmente excitado pela oportunidade de destruir alguma coisa com suas mãos. Seus olhos estudavam a situação e suor escorria por suas têmporas. Lester não mentira: Ele realmente não possuía armadura decente. Isto se dava ao hábito, talvez ruim, de ter lutado tanto tempo sem os fornos de ferro que usavam em Westeros. Não era como se seu corpo não fosse capaz de aguentar usar uma armadura atualmente - talvez fosse mais inteligente combinar sua resistência natural a um conjunto completo de proteção - mas ele sentia-se mais leve e mais livre para golpear quando vestia-se como estava. Além do mais, fazia bem para a moral dos exércitos ver que o comandante não tinha uma armadura que custava mais que todos eles juntos. - Use uma espada, meu lorde! Seu instrutor nunca te disse que maças não compensam a perda de velocidade contra um adversário se uma armadura decente? -  Durran lançou um olhar confiante para Sor Davis. Removeu o arco que usava das costas, deixando-o cair no chão. Logo em seguida desafivelou a aljava de flechas que mantinha no baixo das costas e continuou seguindo rumo ao encurtamento da distância de ambos. Desafiava o Morrigen a subestimá-lo, não sacando suas armas. Em vez disso, suas lâminas permaneciam embainhadas e suas mãos apenas alcançavam os pomos das suas respectivas empunhaduras. Aquilo servia para que o outro não fosse capaz de projetar - e respeitar - seu espaço de combate, algo que todo espadachim que preze pelo seu aço é conhecedor. Não se entra no raio de ação de um adversário sem a clara intenção de encerrar o combate ali e agora. Não deixa-lo visualizar aquele raio de ação dava-lhe a oportunidade de encerrar aquilo antes que começasse, caso caminhasse cegamente.
diz:
. - "Meu instrutor me ensinou que uma maça é tão destrutiva quanto qualquer outra arma. Quando seus ossos se partirem em mil pedaços, desejará realmente que com uma espada eu estivesse!" - respondeu à provocação de Durran e caminhou até o que se tornou a arena de combate improvisada de ambos. Se manteve em distância por alguns metros de seu antagonista e manteve o escudo na mão esquerda sempre levantado, observando seu oponente sempre por cima, ou pelos lados de sua defesa. Ele girou a maça em sua mão e observou os movimentos de Durran. Se entreolharam por alguns segundos, enquanto faziam a típica dança de um duelo circulando um ao outro. Morrigen mostrou-se esperto o suficiente para não ficar parado em uma só posição, e não parecia muito incomodado com o escudo pesado que carregava e com a grande armadura que vestia. No entanto, sua armadura não possuía um elmo, assim como a de Durran também não. - "Se você não vai dar início, então eu vou" - Lester falou avançando um passo para frente e depois outro e mais um, até chegar em uma posição suficiente para que o tivesse envergadura para atingi-lo com sua maça, e assim o fez, ainda mantendo o escudo protegendo grande parte do seu corpo, levou sua maça em um movimento de cima para baixo visando atingir o ombro direito de seu oponente.
Durran XXVII Durrandon diz:
A cada segundo que passava estava mais certo que o instrutor de combate de Lester não era tão bom assim no seu trabalho. Um movimento vertical é previsível demais, dada a sua trajetória. Apenas pode vir de cima para baixo ou de baixo para cima. Considerando que ele está usando uma maça, precisaria de força descomunal para que pudesse ser útil de baixo para cima vindo de uma posição daquelas. Nah. Era de cima para baixo. Diferentemente do Morrigen, ele tinha plena visão do alcance daquela peça e acreditava que assim seria mais fáci evitá-la. Esquivar-se-ia com passos laterais para o seu próprio lado esquerdo, indo para o lado direito do adversário, o mesmo que empunhava a maça. Sacaria, então, sua longsword e shortsword de uma só vez. A primeira atacaria a mão de Lester Morrigen, depois deste falhar em acertá-lo, com o intento de fazê-lo largar a arma ou arrancar-lhe o membro - tudo dependeria do quão certeiro seria o golpe. O shortsword, mais curta, mais controlável e direcionável, almejaria encontrar o pescoço exposto do outro duelista.
diz:
O golpe de Lester veio muito mais previsível que o Durrandon esperava. Esquivar-se daquela maça não foi tão difícil assim, apenas jogou seu corpo para o lado com pequenos passos e então, procurou por uma brecha no braço da arma de seu inimigo. Não foi o suficiente. Quando sua lâmina maior tentou descer contra o braço do Morrigen, seu braço do escudo foi mais rápido e ele conseguiu colocar o grande escudo de metal na frente da lâmina, defendendo-se assim do primeiro golpe. A força do seu golpe foi enorme, mas aquele era um escudo de ótima qualidade, e mesmo apesar do golpe de Durran ter vindo com toda sua força, não foi mais do que o suficiente para que um grande arranhado se desenhasse no escudo brilhante de Lester. Contudo, a segunda lâmina, a mais curta, veio procurando o pescoço do Morrigen, e com a recente abertura em sua guarda levando o escudo para proteger um dos braços, o pescoço ficou aberto para a lâmina menor de Durra. Esta que por pouco, não atingiu o rapaz em um ponto vital, graças a espessa armadura que ele usava. A lâmina atingiu a armadura metálica e causou uma perfuração na região do gorjal de Lester até travar. Durran se viu obrigado a puxar a lâmina de volta e então, percebeu que não havia nenhuma gota de sangue nesta. Apesar de um golpe bem sucedido, não tinha sido o suficiente para ultrapassar o objetivo metálico que havia entre ele e o corpo de seu inimigo.
Lester com o escudo levantado - em uma tentativa de voltar para defender-se da segunda lâmina. Aproveitou-se que havia agora uma abertura não só por sua parte, mas pela de seu oponente, para dançar sua maça por baixo do escudo em busca dos joelhos de Durran: - "Filho da puta!" - gritou no momento de seu golpe.
Durran XXVII Durrandon diz:
Estava tudo bem. Se Lester se recusava a aceitar seus golpes no pescoço, apenas tinha de mirar ligeiramente mais alto. Aquele começo não havia sido exatamente ruim para ele. Precisava apenas mirar mais alto no seu próximo golpe e aquilo teria seu fim. As arenas o ensinaram a atacar sempre aquilo que lhe é oferecido pelo adversário, e daquele ângulo a única coisa que Lester lhe dava era as costas - se fosse ligeiro o suficiente. Precisava sair do seu raio de ação, o que pretendia fazer com um ligeiro salto, novamente, para a sua direita, vez que o escudo  lado esquerdo bloquearia seus principais pontos de acesso. Usaria sua espada longa para auxiliá-lo em bloquear o golpe que estava por vir e novamente atacaria com a shortsword o topo do Morrigen - desta vez, mirava para atravessar a lâmina por sua cabeça, não por seu pescoço. Ao menos uma orelha pretendia levar naquele turno.
diz:
A maça de Lester veio por baixo, mas não sem que Durran visualizasse e percebesse o golpe do corvo. Utilizando-se de uma de suas espadas, ele a colocou em frente ao seu joelho - que era o alvo do inimigo e aparou com a sua espada o golpe que seria certeiro em si. A força de Lester não era baixa e Durran pôde escutar um rachar em sua espada quando o objeto contundente chocou-se com ela. O perigoso golpe já havia sido obstruído, e como havia preparado, jogou seu corpo com uma velocidade muito maior que a de seu oponente, para as costas dele. Lester mal conseguiu virar seu corpo e Durran estava bem onde não havia escudo para protege-lo. Com a lâmina menor, o Durrandon tentou atingir o rosto de seu inimigo e arrancar-lhe ao menos, um orelha, mas quando a lâmina veio Lester conseguiu abaixar a cabeça, jogar o corpo para o lado e fazer com que a lâmina cortasse ou perfurasse apenas o ar.
Ele girou seu corpo voltando a ficar de frente com o Durrandon, ajeitou o escudo em sua mão esquerda, e girou a maça novamente na direita. O Morrigen suspirou e frustrado por não conseguir o seu oponente, avançou uma vez mais, movimentando sua maça de força similar ao primeiro golpe realizado. Um golpe de cima para baixo.


Última edição por Dean em Qua Jun 28, 2017 4:22 pm, editado 4 vez(es)

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Qui Jun 22, 2017 7:13 pm

Durran XXVII Durrandon diz:
Durran também estava ficando frustrado. Não fizesse aquele homem sangrar em breve, estaria desejando usar um martelo de guerra como o seu primo distante costumava fazer antes de morrer pelas mãos do Rei do Trono de Ferro. Forçar seu ferro contra o de Lester parecia perigoso, já que havia sentido a rachadura em sua espada. O tilintar do aço não estava o pondo em qualquer vantagem. Diante de outro ataque previsível, da lentidão e do ritmo de combate no qual Durran já estava inserido, esperava esquivar sem maiores dificuldades.  Atacaria, então, duplamente com ambas as lâminas, em cima e em baixo. Uma hora ele teria de sangrar.
diz:
Mais uma vez um golpe previsível. Durran jogou o corpo para o lado e a maça de Lester atingiu o chão afundando nada mais do que a terra suja que havia de baixo dos seus pés. Enquanto tudo isso acontecia, Durran aproveitou-se da brecha para fazer dois ataques em dois pontos diferentes e distantes - funcionou. Lester ficou sem saber qual lâmina iria defender com seu escudo e acabou sendo atingido pelas duas. A lâmina maior, atravessou sua armadura e o atingiu na região do ombro direito. Quando Durran puxou sua espada, percebeu que a ponta estava salpicada com o sangue do Morrigen, mas pela quantidade, ficou evidente que não havia sido nada mais do que um corte superficial. De qualquer forma, a ombreira direita que Lester vestia, foi completamente destruída e o pedaço se desacoplou da armadura caindo no chão.
O segundo ataque foi muito mais eficiente. Na região do abdómen, em uma das poucas brechas de uma armadura tão espessa quanto aquela. Durran sentiu que a sua lâmina atravessou não só a armadura do Morrigen, mas também sentiu quando sua espada entrou pela sua carne macia. A lâmina curta não chegou nem mesmo a atingir a armadura metálica que o corvo vestia, entrou pela brecha e saiu pela brecha, fazendo com que o rapaz gritasse de dor e recuasse um passo para trás. Todos puderam ver a grande quantidade de sangue que se derramou por cima da armadura quando Durran tirou sua espada.
Pingando em sangue agora, Lester começou a se mover de forma ainda mais lenta que antes, mas sem se dar por vencido. Levantou o escudo na mão esquerda e segurou de forma firme a maça na direita. Decidiu agora usar um novo ângulo para tentar atingir o Durrandon, e por cima de seu escudo, fez um golpe vindo da esquerda para direita, visando atingi-lo no rosto.
S - Lester Morrigen diz:
. - "Eu... Vou... Te... Matar!"
Durran XXVII Durrandon diz:
Teria levado aquelas duas lâminas aos lábios ali se não soubesse que aquilo iria distraí-lo do combate e fazer com que tivesse seu rosto amassado.  Não. Aquele rosto era o presente de Jynessa Blackmont e não pretendia que ele fosse marcado vez após vez se podia evitar aquilo. A falta de equipamento pesado e o seu preparo físico superior o deixavam com condições atléticas superiores a aquela altura do combate e só precisava saber administrar aquilo. Deixaria Lester tentar acertá-lo mais uma vez. Agacharia e passaria por baixo do seu golpe, posicionando-se nas costas do mesmo com uma única fluida moção. Cravaria, então, ambas as espadas nas frestas disponíveis e já acessadas, pelo abdome e pelo ombro exposto. Se bem sucedido, as removeria enquanto o afastava para longe com um chute, caminhando de maneira vagarosa e conservando a sua energia.
diz:
A maça de Lester passou por cima da cabeça do ar, e uma quarta vez consecutiva, atingiu nada mais do que o ar. Mais uma vez, o Durrandon foi mais rápido que o seu inimigo para passar até suas costas e tentar cravar ambas suas espadas contra seu inimigo. Ele visou as brechas que já haviam na armadura do Morrigen, mas não foi possível concretizar os golpes exatamente onde queria. Com a movimentação de Lester, as espadas foram de encontro à armadura do Lorde, mas mesmo assim perfurou. E desta vez, Durran pode sentir a carne do rapaz ser perfurada por ambas as lâminas. Quando as tirou, não soube dizer o quão profundo tinha sido os golpes pelo fato delas já estarem sujas de sangue anteriormente.
Lester cambaleou para frente ao ser atingido e grunhiu de dor quase caindo de joelhos no chão. Suas pernas fraquejaram por um segundo, mas ele se manteve em pé, mesmo já estando bastante fraco, sem forças e quase acabado. Ele voltou a virar-se na direção de Durran, ofegante e suspirando. Seu rosto soava, sua armadura completamente encharcada em seu próprio sangue. Sua respiração era pesada, mas ainda assim, o corvo não se deu por vencido e avançou uma vez mais contra o Durrandon. Usou do seu escudo para tentar quebrar a defesa do inimigo causando um encontrão, para então, descer a maça contra a o crânio do mesmo.
Durran XXVII Durrandon diz:
Havia de reconhecer a teimosia de Lester Morrigen. Sua recusa em morrer diante da causa que acreditava, ou apenas a vontade de não ser morto por um filho da puta odioso como aquele diante dele era realmente admirável. Teria sido um bom general, mas imaginava que já agora seria difícil que ele sobrevivesse a aquele encontro. E duvidava que ele fosse aceitar render-se, mesmo que lhe oferecesse a oportunidade. Durran tinha de continuar pensando na vitória e nela apenas. Novamente, mover-se-ia para o lado. Em um movimento célere, usaria a longsword, para atacar as pernas do adversário enquanto este continuava em corrida, visando fazê-lo tropeçar e cair. A posição vulnerável em que ele se encontraria depois disso deveria ser o suficiente para dar fim ao duelo.
diz:
Acabou que nos momentos finais do combate, Durran subestimou seu inimigo. Lester veio correndo e este supôs que ele novamente faria o mesmo ataque previsível que vinha fazendo desde o início do combate, mas não foi isso o que aconteceu. Ele bateu o escudo grande de metal contra o corpo de Durran, que vacilou naquele momento e então, a maça desceu com toda força que o Morrigen ainda possuía. O couro que Durrandon estava usando, pouco serviu, pois quando a maça o atingiu, os cravos que nela haviam saíram rasgando a vestimenta que ele usava e sua proteção não foi tão efetiva quanto deveria ser. Ainda assim, Durran jogou o corpo para o lado e finalizou o golpe na perna de seu antagonista, como já havia planejado. No entanto, anteriormente, todos os seus ataques haviam sido da cintura para cima, então, ainda havia armadura protegendo-o naquela região. De uma forma ou de outra, esta já completamente avariado, serviu apenas para suportar um pouco do corte, sendo que ainda assim, o Morrigen recebeu um grande corte em sua coxa. Ele caminhou dois passos para frente tentando manter a força naquela perna que havia sido atingida, mas vacilou, deixando com que sua perna direita - a golpeada, fosse de encontro ao chão.
O Morrigen ficou com a perna direita apoiada no chão pelo seu joelho, enquanto a esquerda permanecia apenas agachada. Sem conseguir se movimentar ou se aproximar de Durran, ele levantou o escudo e esperou que este se aproximasse com a intenção de se defender, e aproveitar a aproximação do mesmo, para conseguir ataca-lo.

O Durrandon pôde perceber que seu inimigo estava por um fio. Seus olhos já entreabertos, o peso do que restou da sua armadura já parecia incomoda-lo, e seu escudo se apoiava no chão - aproveitando-se que estava agachado - para aguentar o seu peso. Antes que Durran pudesse finalizar o seu inimigo, ele escutou uma voz vindo detrás de si.

. - "Ele está acabado" - Davis foi quem falou.
.  - "Misericórdia, milorde!" - o cavaleiro que havia acompanhado Lester implorou de cima de sua cela.
Durran XXVII Durrandon diz:
Eh. Ao menos não havia sido atingido no rosto e tampouco estava sangrando. Consideraria aquilo uma vitória. As roupas esconderiam o provável inchaço que o hematoma deixaria no lugar, fazendo com que os homens continuassem a repetir por aí que ele era invencível. - Parece que você dobrou o joelho no fim das contas, Morrigen. - Durran giravam ambas as espadas em suas mãos e contornava o homem caído como um lobo que cercava sua presa ferida. Mas ele não era nenhum lobo. Era um veado das Terras da Tempestade. - Se você se render agora e abrir os portões para os meus homens, você poderá continuar vivo, se seu Meistre for bom o suficiente. O que me diz? - Apesar das palavras, não deixava de se mover. Não desviou seu olhar para o homem que suplicava misericórdia ou para Sor Davis. Não cometia o erro de mudar sua atenção antes que uma batalha estivesse resolvida. Caso Lester tentasse um último momento de glória, não hesitaria em abatê-lo.
diz:
. - "Não sou um vira-casa..." - Lester começou falando com dificuldade até que... O cabo de uma lança longa veio por trás depois de um rápido galope e o atingiu na região da nuca. Os olhos entreabertos do corvo vacilaram e se fecharam logo em seguida. Ele soltou a maça que segurava em sua mão direito, e também, o escudo que de forma dificultosa, se apoiava no chão enquanto ele se preocupava com seu algoz circulando-o e caiu desmaiado.
O rapaz vestido também completamente em armadura - e diferente de seu Lorde, com um elmo, aproximou-se de Durran ainda montado e falou com uma voz abafada: - "Crow's Nest é sua milorde" - -



                       Fim do Capítulo 3, Durran Durrandon!


Última edição por Dean em Qua Jun 28, 2017 4:21 pm, editado 3 vez(es)

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Qui Jun 22, 2017 8:20 pm

Season Two, Chapter 4

- -          Crow's Nest: nublado       - -

diz:
Os fortes raios solares já não mais faziam parte daquela dança. Em um dos lados, pendia o senhor daquele castelo, Lester Morrigen. Carregava com vigor e vontade seu escudo metálico em uma das mãos, e na outra, reluzia brilhante o aço de sua maça. Do outro lado, vestindo uma fajuta armadura de couro que pouco o protegia estava o clamante das Terras Tempestuosas, Durran. Suas duas lâminas já evidentemente estavam velhas e desgastadas pelo tempo, mas isso não afetava a efetividade daquelas armas que o homem já carregava por tantos anos. Seu corte continuava venenoso como se fosse a primeira vez que estivesse a usando.
A dança foi rápida. Durran era veloz, Lester, lento e pesado. Esperou que seu oponente avançasse e defendeu os golpes com seu escudo e tentou atingi-lo no rosto com a maça, mas não teve velocidade o suficiente para o gole, e Durran aproveitou-se da abertura, rolou por baixo do seu inimigo realizando um corte em sua coxa. O Morrigen dobrou uma de suas pernas levando o joelho até o chão eslamaçado. Em um golpe de fúria e vingança, Lester conseguiu uma velocidade que não o pertencia e conseguiu girar a mão de sua maça e levá-la até o abdómen de Durran, mas o golpe não surtiu muito efeito, sendo que, tirando uma contusão leve, o couro que o mesmo vestia foi capaz de segurar grande parte do impacto. Mais uma vez, aproveitando-se da situação, utilizou-se da sua velocidade para incapacitar o braço de escudo do Morrigen obrigando-o a largar o metal pesado.

. - "Renda-se" - o Durrandon deu a oportunidade para o homem.

Ele recusou, e levantou-se tentando acertar o antagonista com sua maça, mas falhando mais uma vez, e então, Durran realizou um grave corte no peito do homem, que se apoiando sobre seus dois joelhos e sua maça, esforçou-se para não cair de peito direto ao chão.

. - "Renda-se!" - bravejou a fúria de Durran. Deu duas chances para seu inimigo por misericórdia, não haveria uma terceira.

Ele levantou seu olhar e com dificuldade, tentou se erguer dando a resposta para Durran que quando levantou-se para dar o golpe final, foi interceptado e parado por um cavaleiro da casa Morrigen que golpeou seu próprio Lorde o tirando de combate.
S - ser Guyard Morrigen diz:
. - "É o fim do combate, mylord, poupe-o, por favor" - pediu à Durran o sujeito armadurado e montado em um cavalo com uma lança. - "Sou Guyard Morrigen, o Mestre de Armas. Crow's Nest é seu, Lorde Durran"
Durran XXVII Durrandon diz:
? Hm? - Durran lançou um olhar sobre os próprios ombros para a figura montada, estudando-o. Seus batedores não deveriam tê-lo deixado passar antes do combate ter sido resolvido. Deveriam ter interceptado o Mestre-de-Armas de Crow's Nest antes que ele pudesse se aproximar o suficiente para servir como distração. Suspirou. Estava cansado, mas não da batalha. Seu sangue fervia e trovejava  a cada vez que a tempestade rugia. Aquele era o seu destino e a sua vocação, afinal. Antes de ser um campeão das arenas sujas e sangrentas de Além do Mar Estreito, era um filho da Tempestade, um descendente direto de Durran-Desgraça Divina e Erenei. Dando passos que o removiam para pouco além do alcance da mão armada do oponente caído, fitou o castelo. Poderia poupar o lorde, mas apenas se pudesse confirmar que os portões haviam sido abertos para os seus homens e que o estandarte do veado Durrandon era ostentado ao topo do mesmo. Apenas depois de certificar-se disso é que responderia a Guyard - e lembrou-se de manter ambas as mãos firmes nas empunhaduras das lâminas.
diz:
Os portões do castelo já estavam abertos, mas nenhuma bandeira de veado dourada voava por cima deste. Apenas a bandeira dos Morrigen. O Corvo Negro no fundo esverdeado.
Sor Davis logo chegou também montado e se pôs ao lado de seu Lorde de espada em punhos olhando em direção ao Morrigen.
D - Sor Davis diz:
. - "Interveio em um combate singular, ser. Os Deuses o punirá!" - bravejou se colocando em posição para defender Durran.
diz:
Ninguém havia sido capaz de parar Guyard, pois o mesmo havia vindo cavalgando da direção do próprio castelo, onde não havia homens comandados de Durran, e a única forma de pará-lo seria com uma saraivada de flechas, o que podia também, desencadear em um cerco ou um assalto ao castelo, que era exatamente o que Durran estava tentando evitar.
S - ser Guyard Morrigen diz:
. - "Posso esperar pela punição dos Deuses no momento em que meu dia chegar, ser. Neste dia em questão, fico feliz em salvar a vida de meu sobrinho" - respondeu o Morrigen.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Se Ser Guyard desejasse me empalar com sua lança, teria o feito quando teve a oportunidade. - Sua voz soou alta como a tempestade que residia em seu íntimo e ribombou como o trovão característico das suas terras.  Levou os olhos daquele tom azul-elétrico ao cinza dos céus acima deles por um instante, antes de fechá-los. A decisão que precisava tomar agora sentia-se mais difícil do que realmente era. - Sor Davis, busque o Meistre de campo. Façam o possível para preservar a vida de Lorde Lester. - Novamente encarou o adversário caído. Pobre Lester, nunca havia sido páreo para o Príncipe da Tempestade, o Último Durrandon, o Veado Marcado ou quaisquer que sejam os apelidos e epítetos que lhe atribuíam áquele tempo. - Espero sua rendição e total colaboração, Morrigen. - Foi firme nas palavras que dirigiu ao Mestre-de-Armas. - Diga aos seus homens para se renderem e abra os portões para a minha força. Nós conversaremos, em breve, assim que os homens estiverem menos agitados. - Pretendia ter uma discussão mais civilizada com Guyard Morrigen uma vez dentro das paredes do Crow's Nest. O castelo não era tudo aquilo, mas era melhor que a alternativa.
S - ser Guyard Morrigen diz:
. - "O castelo é seu, mylord. Terá minha completa cooperação." - ele assentiu positivamente e deu continuidade à sua fala. - "Mas apenas Lester pode lhe dar o que quer, o apoio em batalha e os homens para suas linhas. Nossos soldados se renderam, mas não espere que lutem por você, pois essa ordem não cabe a mim para dá-la." - soltou sua lança que estava nas mãos e a qual usou para golpear com o cabo seu sobrinho no chão, e virou sua montaria de volta para o castelo. - "No entanto tomou a decisão correta. Lester Morrigen é seu cativo agora. Se tivesse o matado, Richard Morrigen seria o novo Lorde, e este, cavalga ao lado de Jon Connington. Então é de seu interesse, e meu, que esse desgraçado teimoso sobreviva."
diz:
O Meistre de campo, assim como o Meistre do próprio castelo, chegaram para cuidar dos ferimentos do Lorde caído. Guyard seguiu ao lado de Durran em direção ao castelo e então gritou a ordem para que todos os homens abaixassem suas arma e assim fizeram.
S - ser Guyard Morrigen diz:
. - "Infelizmente, Crow's Nest não é grande o suficiente para uma tropa tão grande, mylord. Receio que apenas metade de suas forças poderão se acomodar dentro das muralhas, mas ao menos, há comida suficiente para todos, já que, esperávamos enfrentar um cerco." - informou por final quando entraram no castelo.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Aqueles que não puderem estar dentro das paredes devem formar acampamento fortificado nos arredores do mesmo até que seja dada a ordem de retirada. Estabeleceremos um rodízio para que todos tenham tido a oportunidade de ter visto um teto sobre suas cabeças pela primeira vez em muito tempo. - Pausou. - De Dorne até aqui foi uma longa jornada. - Era evidente que havia feito uma parada mais do que estratégica em Stonehelm, mas falava dos soldados que o acompanhavam mesmo desde o cerco em Hellholt. - Quero que você me aguarde no salão do Lorde de Crow's Nest. - Não o insultaria com o complemento de "se houver um". Tinha certeza que aquele lugar ao menos serviria aos seus nobres, como de praxe. Durran não era exatamente o típico homem bem-nascido e isto era refletido por sua liderança aplicada - não nas palavras, mas nos feitos. Mostrava-se sempre preocupado com aqueles que o seguiam em batalha e vez após vez mostrava não ter medo de dedicar-se de corpo e alma, principalmente o primeiro, à sua causa. Os riscos que tomava eram diferentes do habitual lorde sentado detrás de suas paredes de pedra e comandando da distância e aquilo era notado, tinha certeza disso. Aproximou-se de Sor Davis e repassou as instruções quanto ao acampamento e o rodízio e o convidou para que este se sentasse a mesa do salão de lordes assim que possível. Todos os soldados Morrigen haviam de ser desarmados e isolados, embora que não realmente feito prisioneiros. Por último, requisitou que o Castelão do Ninho, bem como os demais membros típicos de um Pequeno Conselho, se juntassem a reunião que organizava imediatamente no salão do Lorde local. Dirigiu-se, então, até lá. Palavras mostravam-se mais pesadas e difíceis de manejar que as suas espadas.
diz:
Todas suas ordens foram dadas e os homens partiram para cumpri-las. Todos os soldados de Crow's Nest haviam sido desarmados, mas não haviam sido feitos de prisioneiros. Guyard partiu para onde havia sido para esperá-lo e Durran certificou-se de que tudo estava como queria, e então, também foi para o salão antes dito. Antes de até mesmo, ver o Meistre sobre os ferimentos superficiais que havia recebido. Não era um salão grande, ou cheio de riquezas, mas o suficiente para que coubesse duas dúzias de homens ali dentro. Além dos servos e dos guardas, claro. Guyard estava em pé ao lado de uma mesa retangular a espera de Durran. O Castelão, um homem de cinquenta anos e de baixo nascimento de nome William, já estava também presente. Lhe foi informado que o Meistre de Crow's Nest havia ficado com o próprio Meistre de Durran para auxiliar nos ferimentos do Lorde Morrigen.
S - ser Guyard Morrigen diz:
. - "É isto, mylord. Não somos uma grande Casa, ou uma Casa rica, mas somos orgulhosos" - Guyard iniciou e deixou com que Durran escolhesse uma das cadeiras para se sentar primeiro.
diz:
Apesar de não muito grande, havia uma variedade de móveis espalhados pelo salão. Além da mesa retangular que eles estavam de frente, havia a cadeira do Lorde em cima de um pedaço de madeira para que ela ficasse a uma altura maior, cômodas, tapeçarias, tochas e uma lareira para aquecer os dias mais gélidos.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Imagino que a vida seja difícil para Corvos quando Grifos preguiçosos e gordos projetam suas sombras no que não lhes pertence.  - Estava referindo-se a uma ancestral disputa de terras que os Morrigen tinham com os Connington. Havia um sorriso de canto de boca naquelas palavras, como se soubesse exatamente o efeito que aquilo poderia ter. - Por favor, acomodem-se em seus lugares. - Sentou-se junto a mesa em uma posição designada para convidados, deixando vago o assento do Lorde. Sabia que os costumes ditavam que era característico que o Lorde Suserano tivesse tal prerrogativa e premissa, mas dispensava a mesma. Se Lester não era capaz de sentar-se por estar sendo cuidado, e Richard recusava-se a fazê-lo, e William não se sentisse confortável para tal, aquele assento continuaria vago. Sinalizou o assento do seu braço direito ao seu lado e sentou-se também. - Ser Richard, gostaria de agradecê-lo por sua sensatez. A interrupção de uma disputa divina é punível com a morte, mas eu creio que uma guerra injustificada já é punição o suficiente. - Sentia ainda uma ligeira ardência no peito por conta do contato que havia sido feito entre o adversário e seu tronco. Talvez alguma costela estivesse machucada, mas não era nada que realmente fosse pará-lo. Parecer imparável era bom para a moral das tropas e não tinha qualquer intenção de diminui-la. Imaginava que eles estivessem comentando sobre sua proeza em combate naquele mesmo instante em que desenhava o futuro daquele castelo. - A este momento, é bastante provável que uma força de Connington esteja se deslocando nesta direção para assegurar que a sede da Casa não caia para mim. Crow's Nest é uma posição estratégica que não tenho qualquer intenção de perder. Mais do que isso, não tenho qualquer intenção que seja guiada por qualquer homem que não um Morrigen. - Pausou. Moveu o pescoço de modo a fazê-lo estalar. - Acontece que um deles mostrou-se extremamente desrespeitoso e outro já escolheu o lado errado, embora eu não vá condená-lo por fazer o que acreditar ser o melhor para a sua família. - Direcionou os olho ao Mestre-de-Armas. - Lorde Guyard. Soa bem.
diz:
Todos se sentaram e escutaram atentamente as palavras do homem que estava encarregado pelo castelo agora. William claramente não era um combatente, e nem se portava como um. Provavelmente, em sua vida, não havia pegado em uma espada, no máximo, em um machado de cortar madeira. Estava vestido de forma simples, mas ainda assim, com alguns brilhos de alguns anéis e colares que deveriam valer algumas moedas de prata.

Davis chegou no meio da fala de Durran, já que, estava tomando as precauções que haviam sido pedidas, e então, sentou-se ao seu lado, como seu braço direito. Como de praxe, o homem ficou calado, sendo que, diplomacia não era o seu forte. No caso, nem o de seu Lorde, e desde que Erik "roubou" o homem que tinha mais aptidão naquele tipo de assunto, restou para si tentar ser o mais diplomata possível. Ainda pairava a dúvida se um Lyseno seria de muita ajuda naquela questão em westeros, mas não restava dúvida de que o mesmo era bom com as palavras, assim como era com uma besta.
S - ser Guyard Morrigen diz:
. - "A punição dos Deuses ficam para um outro dia, não acha, mylord?" - perguntou de forma retórica quanto a primeira afirmação de Durran. - "Hoje me contento com o julgamento dos homens" - ou ele deveria dizer com o julgamento de Durran? A dúvida surgiu na mente dos presentes. Confirmou com a cabeça quanto a força dos Conningtons em sua direção. - "Não só os Conningtons, assim como os Wylde's estão a caminho, mylord. Nossas ordens era pra defender o castelo, manter um cerco e repelir um assalto, até que eles chegassem. Meu sobrinho, no entanto, tomado por orgulho, aceitou o seu desafio. Que fique claro que eu o aconselhei contra." - disse sem hesitar. - "Lorde Guyard?" - repetiu as palavras de Durran e o mesmo pôde perceber que aquelas palavras cravaram no peito do homem a sua frente. Ele havia gostado de como elas haviam soado. - "Como terei o respeito dos homens de Crow's Nest, ou o seu respeito mylord, se aceitar uma proposta como a sua?" - ele perguntou para Durran, mas também estava se fazendo aquela pergunta para decidir se aceitaria ou não. - "Estaria traindo não só os meus sobrinhos, assim como, meu falecido irmão. Pequei ao intervir no combate mais cedo, mas acredito que é um pecado que os Deuses poderão me perdoar. Estarião aptos a me perdoar por uma traição deste nível?" - novamente perguntou.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Apenas seria uma traição se você optasse por tornar sua estadia na posição permanente, Lorde Guyard. - Durran insistia na titulação quase como se estivesse tentando aplicar um golpe psicológico ao homem, fazendo-o vez após vez sentir-se mais confortável com a hipótese. - Seus sobrinhos permanecerão vivos e capazes de perpetuar a linhagem do seu irmão. Farei o meu melhor para que isto aconteça, eu o prometo. Você, então, deve assumir a posição de Lorde da Casa Morrigen até que Lester esteja recuperado e pronto para dobrar o joelho e o outro esteja reunido após a derrota dos Grifos. - Lançou um olhar para Sor Davis como se dissesse para que ele fosse trabalhando em sua mente estratégica brilhante uma maneira de lidar com as forças que estavam por vir e deixar a ele a incumbência de converter os Morrigen à sua causa. Havia sido mais do que bem sucedido em Stonehelm e imaginava-se ser capaz de repetir o feito aqui. - Como Mestre-de-Armas, você já possui a confiança dos homens enquanto seus comandantes. São eles que o ajudarão a manter o forte, Lorde Guyard, e não há qualquer traição em proteger suas terras por direito daqueles ousam violá-las. Considerando que nem eu e nem meus homens jamais erguemos nossas armas para molestá-las, os verdadeiros molestadores são aqueles que, por pressão e força, optaram por seguir. - Durran fez mais uma pausa. - Não guardarei ressentimentos sobre isso, contudo. Da mesma forma que possuo comigo homens que carregam o estandarte de outra casa histórica das Terras da Tempestade - referia-se aos Swann -, as asas negras dos Morrígen podem carregar boas palavras para as próximas. Uma vez que as Terras da Tempestade estejam uma vez mais sob a liderança que os deuses escolheram para esta, a Casa Durrandon, tenha certeza que eu saberei recompensar aqueles que reconheceram seus verdadeiros juramentos desde o primeiro momento em que me viram. A Casa Morrigen pode ter dois Lordes se for financiada a ter outro castelo, não acha? - Não era uma promessa vazia. No cenário de guerra, aquela seria a oportunidade perfeita. Guyard, um aparente veterano, deveria saber disso até mesmo mais do que o próprio Durran.
S - ser Guyard Morrigen diz:
Ele ponderou sobre o que havia sido dito e pareceu concordar com as palavras de Durran. - "Meu sobrinho se mostrou de fato, ser inapto a carregar o fardo de ter tantas vidas e o trabalho de um Lorde sobre suas costas em tempos de guerra, sim." - foi sua resposta quanto a tornar-se um lorde por tempo indeterminado, mas não definitivo. - "És um homem perspicaz, mylord, não há porque negar." - levou sua mão até o queixo enquanto abaixou o seu olhar imaginando as possibilidades e os problemas que enfrentaria se disse sim. - "Haveriam problemas, contudo. Há aproximadamente trezentos homens sobre o meu comando neste momento em Crow's Nest" - - já usou o termo "meu comando" naquela frase. - "E outros duzentos homens ao lado de Jon, junto de Richard. Quando o Grifo chegar, é possível que alguns dos homens aqui neste momento, sintam que virei a casaca e tentem passar para o lado de Richard, iniciando um motim. E um motim, seria definitivo para uma rápida queda do castelo. Sem contar que, Jon possui aproximadamente seis mil cabeças vindo em nossa direção. Nossas Muralhas são fortes, mas contra armas de cerco, não irão durar muito, ainda mais com Richard sabendo nossas fraquezas, mylord."
D - Sor Davis diz:
. - "Nós podemos vencer" - soou convicto, Davis. - "Eu tenho um plano, Durran." - ele sorriu para seu Lorde com os braços cruzados.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Duzentos homens ao lado de Jon para mim, significa que nós já temos uma vanguarda em posição. - Comentou aquilo como uma piada descontraída, mas era aquele o tipo de homem que realmente era. Durran havia ignorado números e estatísticas que muitos julgavam impossíveis e alçado o improvável sucesso vez após ver. Não era exagero que realmente passasse a acreditar nas próprias palavras quando mencionava ser escolhido pelos deuses como Elenei escolhera ao primeiro do seu nome. Uma vez que Sor Davis comentou, aquiesceu com um sorriso mantido no rosto. Não era mais largo que a vida ou sequer tão alegre, mas apenas um gesto de simpatia por saber que tinha ao seu lado aquela figura tão reconfortante e útil. - Por favor, conte-nos.
D - Sor Davis diz:
. - "O castelo é cercado por relevos e montanhas, o que é uma defesa natural, e por isso, um ponto estratégico importante. No entanto, nada disso importa para nós, sendo que estamos prestes a enfrentar um cerco e não podemos usar os benefícios de tais coisas em um combate em campo" - Davis sabia que Durran estava querendo evitar aquilo, talvez pela diferença numérica, talvez apenas para poupar seus homens, sendo que, acabar com Jon, não era exatamente todo o seu objetivo, mesmo que, o Dourado houvesse prometido que ele mesmo entregaria Storm's End ao Durrandon. - "Seria muito arriscado, mesmo se posicionarmos arqueiros no topo dos relevos, ainda assim, seria uma batalha desvantajosa. Nossos inimigos tem um maior número de homens, e um maior número de cavalos. E querendo ou não, cavalos vencem guerras." - ele deu uma breve pausa e então, continuou. - "Homens por fora das muralhas é o mesmo que entregá-los para a morte certa. Paliçadas, barreiras, seja o que for, não estarão protegidos da forma que deveriam. Podemos manter dois mil dentro do castelo, que é um bom número para segurar o  início de um assalto, e o resto, esconderemos relevo acima. Há uma montanha bem ao lado do castelo, podemos subir com o restante dos homens que não vão defender o castelo, e acampar atrás da montanha. Manteremos um batedor para saber exatamente quando o inimigo vai atacar, e aí, quando Jon encontrar Crow's Nest liderada por Lorde Guyard e defendida sob o estandarte de Durran, provavelmente tentará retomar o castelo. Se isso acontecer, quando estiverem atacando e com uma boa quantidade de homens na vanguarda, descemos com nossas forças no flanco deles e traremos a batalha para fora do castelo. Será o mesmo que em Hellholt, mylord. Um exército maior enfrentando dois frontes. Já sabemos em como isso acaba. Sem contar que, descendo pela montanha, apesar de não estarmos todos montados, mesmo nossos homens a pé, terão a vantagem da velocidade sobre nossos inimigos. Há uma chance de vitória." - comentou. - "Mas para isso, é necessário que Jon também o vejo no topo daquela muralha, Durran. Se ele não o ver, há a possibilidade dele simplesmente decidir lidar com Guyard depois, e continuar trotando em sua busca, e então, nossas tropas atrás da montanha serão massacradas." - finalizou e esperou a opinião de seu Lorde.
Durran XXVII Durrandon diz:
- É audaz. Bastante audaz e bravo, arriscado e perigoso. - Como de costume, posicionava a mão direita ao queixo quando estava pensando profundamente. - Eu gosto. - Aquiesceu para si mesmo, como se confirmasse as palavras que acabara de dizer, com um singular movimento de cabeça. - Podemos acabar com tudo isto nesta batalha. As Terras da Tempestade irão receber-me como seu Lorde Suserano após esta vitória. Com os dragões ocupados demais com o Norte e a possibilidade de um ataque vindo da Campina... Isso é bom, muito bom. - Durran novamente moveu a cabeça em afirmação. - Precisaremos manter Lorde Swann a par dos acontecimentos, mas não de modo a revelar os planos caso a mensagem seja interceptada. Prometi que ele sentaria no meu conselho de guerra e este é o melhor que posso fazer, por ora. - Poderia ter guardado o comentário para quando estivesse sozinho com Sor Davis, mas queria que Guyard percebesse que ele era um homem que honrava as suas promessas. - Lorde Guyard, prepare seus homens e instrua-os adequadamente. Uma vez que estiver pronto para dobrar o joelho e jurar lealdade à Casa Durrandon, os mesmos devem estar prontos para manter o castelo. - Com aquilo, queria dizer que devolveria as armas quando tudo estivesse bem encaminhado. Aquilo havia sido bem produtivo. - Se assim preferir, posso dar as notícias ao seu sobrinho eu mesmo, uma vez que esteja consciente o suficiente para processar a informação. Apenas para evitar um conflito familiar desnecessário. - Pelo bravo que Lester exibiu em batalha, duvidava que ele fosse receber bem a notícia de não ser mais o lorde titular de sua casa. Preferia que Guyard se concentrasse no que realmente interessava. - E caso não haja mais nada a ser discutido, penso que esta reunião pode ser encerrada.
S - ser Guyard Morrigen diz:
Durran e Davis trataram o assunto como se Guyard já tivesse aceitado aquele acordo. Mas ele ainda não havia dito sim para a proposta. - "É um bom plano. Não imaginava que tivesse um homem tão audaz e estratégico ao seu lado. Quando as histórias chegaram em nossos ouvidos, tudo o que escutamos foi o seu nome, Lorde Durran." - ele comentou e assentiu com a cabeça. - "Será feito. Partirei agora para dar as notícias aos homens. E quanto a Lester, como quiser, não o vejo reagindo bem de qualquer forma. Só espero que no fim de tudo isso, ele perceba que estou fazendo isso para nos manter vivo. Mas não escondo também minha ambição por uma posição maior." - ele se levantou e se curvou em direção à Durran. - "Vamos William."

. - "Isso é o mais sensato a se fazer, senhor?" - o Castelão que se manteve quieto finalmente falou. - "Lorde Lester é o verdadeiro Lorde diante dos olhos dos homens e dos Deuses, o senhor não pode tomar uma decisão dessas ou aceitar uma proposta dessas sem antes consultá-lo." - continuou retrucando.

. - "Isso é para o bem de todos, William, Lester, Richard, inclusive você e todos os homens, mulheres e crianças sob nossa proteção." - foi a resposta do recém nomeado Lorde.

. - "Sua Casa lutou contra os Blackfyre's. Seu pai e seu irmão participaram daquela guerra, Guyard. Vai virar as costas para os desejos e para vontade de seus ancestrais?" - tentou apelar para um lado mais emocional do homem.

. - "Era uma guerra diferente. Em um tempo diferente. E pelo que estou vendo não tenho o luxo de escolher lados como eles tiveram, Will. É o fim do assunto." - disse impondo respeito.

. - "Isso é um absurdo!" - o homem se levantou murmurando e reclamando para se retirar.
Durran XXVII Durrandon diz:
- A Casa Morrigen também lutou contra os Targaryen. Por extensão, contra os Baratheon. Se você seguir a sua própria lógica, você deveria ter jurado lealdade à mim no momento em que ouviu falar sobre o meu retorno a este continente. - Durran manteve-se observando o Castelão e aquele azul elétrico do seu olhar pairou sobre ele de forma ameaçadora. - Mas eu não esperaria que um Castelão soubesse o custo de uma batalha em qualquer índice que não seja traslado em dragões de ouro ou veados de prata. - Levantou-se. Não havia se esquecido do quão imponente era o seu porte físico e da presença amedrontadora que era quando qualquer simpatia fugia da sua expressão. - Eu entendo o valor de um Castelão, mas aprecio ainda mais o valor da lealdade. Esta também é uma medida incapaz de ser traduzida no tilintar das moedas no bolso de preguiçoso. - Manteve-se encarando-o. - Se me permite a sugestão, Lorde Morrigen, William deveria encontrar utilidade neste momento sendo especialmente designado como o guardião do seu sobrinho, Lester. Uma vez que mostra-se tão leal ao mesmo, nada mais justo que passe os próximos dias e noites próximo do alvo do seu zêlo. - Pôs a cadeira de volta a junto a mesa e passou a caminhar para perto do homem menor. - A decisão final é sua, mas esta seria uma possibilidade de agradar todos os envolvidos. - Pôs uma das pesadas e calejadas mãos sobre o ombro daquele que não era bem-nascido. - Não é verdade?
S - ser Guyard Morrigen diz:
William apenas contraiu seu corpo e aproximou suas mãos do seu próprio corpo como em um reflexo de proteção. Não falou nada, apenas olhou para Guyard que assentiu com a cabeça para a pergunta de Durran e falou: - "Que assim seja, mylord. O servirá melhor de qualquer forma" - como a reunião estava encerrada, Guyard se retirou para preparar seus homens e a si mesmo ao que havia sido prometido. William desceu seus olhos para o chão, evitando olhar Durran nos olhos, e com a mão do mesmo em seus ombros, gaguejou. - "É. Melhor. Então que eu vá fazer.. Companhia a Lor. Lester." - evitou chamá-lo de Lorde por medo de uma represalia e esperou a confirmação para partir também.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Insubordinação não é uma característica apreciada entre soldados e você era o único que não se encaixa neste grupo aqui. - Fez alguma pressão enquanto apertava os ombros de William, mas não o suficiente para machuca-lo e tampouco tinha esta intenção. - Lembre-se disso no futuro. Não devo estar em Crow's Nest durante todo o período em que Lorde Guyard se mantiver Lorde. - Continou. - Ele não vai esquecer do que fez. Eu não esqueceria. - Como se estivesse lidando com uma criança, passou a mão pelos cabelos do mesmo e empurrou-lhe com alguma gentileza. - Vá em frente. - Uma vez que estivesse sozinho com Sor Davis, permitir-se-ia soltar outro longo suspiro. Apoiou ambas as mãos sobre a mesa e sentiu o peso nos próprios ombros. - Acho que é hora de finalmente deixar o Meistre dar uma olhada nisso. - Respirar era uma atividade dolorosa sempre que o ar passava por aquela área afetada. Durran havia se tornado praticamente imune a quase todo tipo de dor, mas sangramentos internos e ossos quebrados sempre eram especialmente desgostosos de lidar. - Obrigado, Sor Davis. Obrigado por estar aqui. - Mais cedo ele havia o chamado apenas de Durran. Àquela altura da sua vida, com exceção de Laenyna e do Dragão Dourado, era o único que tinha essa liberdade e a coragem para fazê-lo. Já soava estranho ser chamado por seu primeiro nome e nenhum título á frente ou o nome da sua casa logo em seguida. Era bom. Servia-lhe para conservar a humildade e manter os pés no chão.
D - Sor Davis diz:
. - "Não há pelo que agradecer. Viajei meio mundo para buscá-lo a espera desse momento. E você sofreu dezenas de desafios e obstáculos para também estar aqui. Está perto. Está a um palmo de nós. Depois de tanto tempo, não consigo evitar e não estar ansioso pelo que estar por vir. Derrotaremos Jon Connington e conquistaremos as Tempestuosas. E então, não haverá mais nada entre nós e Quentyn Martell." - a fúria voltou aos seus olhos. - "Chamarei o Meistre para tomar conta de seus ferimentos e juntarei os homens para comandar o ataque pelo flanco. Quanto antes partirmos, menos chance de sermos descobertos." - ele se aproximou de Durran e abaixou a sua cabeça em sinal de respeito ao mesmo para então, estender sua mão direita para o mesmo. - "A próxima vez que nos encontrarmos, mylord, será em campo de batalha. Que nenhum homem seja capaz de parar a nossa fúria para que a nossa vingança esteja cada vez mais perto."
Durran XXVII Durrandon diz:
- Sete Infernos são necessários pois enviaremos um pedaço de Quentyn para cada um deles. - Estendeu a mão direita e cumprimentou Sor Davis, antes de puxá-lo para um abraço. Aquele era o mais próximo de um pai que tinha e já havia o dito que teria orgulho em ter nascido seu filho. Durran havia perdido muito desde o começo. Davis havia perdido muito na jornada. Mentalmente,  era talvez mais forte que o homem que foi capaz de sobreviver as sessões infindáveis de tortura.
diz:
Os dois se abraçaram e então, Davis se retirou para as preparações. Não demorou muito para que o Meistre sob ordens do mesmo, viesse até o salão para analisar as feridas de Durran. Ele enfaixou a região onde havia sido atingido, além de fazer alguns curativos para que melhorasse em relação a dor e ao inchaço. Sugeriria alguns dias de repouso para Durran, mas o conhecia melhor do que aquilo, e então, apenas se calou depois de terminar o que podia ser feito naquele momento. - "Lester Morrigen está estável, Lorde Durran. Seu ferimento no peito é grave, mas não passa perigo de vida. Está inconsciente no momento pois lhe demos uma boa quantidade de leite da papoula para a dor, mas amanhã já deve estar consciente para conversar ao menos." - informou e se retirou.

Durran ficou o resto do dia, ou melhor, noite, sozinho, apenas na presença de alguns soldados - os dois sobreviventes de Meereen, sendo que um outro, havia morrido em Hellholt. - Conversou com seus homens, bebeu, comeu, e dormiu. Um quarto confortável e mais elegante que o restante do castelo lhe foi proporcionado. Sentiu falta de uma companhia para aquecê-lo além das cobertas naquela noite, mas havia deixado sua companheira para trás por questão de segurança da mesma.

Quando acordou no dia seguinte, encontrou uma mesa farta na sala de janta e juntou-se ao seus homens para jejuar. Não havia sinal algum ainda de Guyard, mas logo que terminou de comer, foi informado por um de seus soldados que o Morrigen, assim como os soldados que pertenciam a casa, estavam prontos e a sua espera no pátio.
Durran XXVII Durrandon diz:
- - Fez sua rotina matinal habitual, que incluía os exercícios que fazia para a manutenção do físico que possuía. Apenas recentemente havia conseguido retornar à sua forma muscular que tinha antes de ser torturado, mas percebia que havia ainda capacidade de continuar construindo-se sem perder agilidade. Não poupava qualquer esforço em fazer de si o melhor homem que podia se fazer e aquele era apenas mais um ponto em que agia. Havia prendido os seus cabelos no topo da sua cabeça, como de costume, e havia aparado as pontas mais proeminente que espetavam da barba que crescia em seu rosto para que pudesse manter uma aparência que seguia inspirando liderança. Precisava que seus homens o seguissem até os Sete Infernos que mencionou anteriormente e aquele tipo de coisa contava. Vestiu a mesma armadura de couro que usava quando chegou ali. Àquela altura, todos os soldados que assistiram o combate singular deveriam ter percebido que ele não fazia questão de estar envelopado em aço rígido para ser efetivo em combate.  Por mais que fosse pouco "lordly", fazia bem para o seu mote de ser mais soldado do que nobre. Caminhou em direção ao pátio enquanto terminava de devorar uma fruta. Ao seu lado, como sempre, esperava ter Sor Davis.
S - ser Guyard Morrigen diz:
Quando chegou ao pátio, percebeu que as tropas que estavam do lado de fora do castelo já haviam partido. Um dos soldados havia o informado que Davis o junto a noite, e então, seguiu colina acima, sem dizer qual era o destino deles esperando que tivesse sido uma ordem de Durran. Aparentemente, o velho veterano, deixou o plano entre os quatro que estavam naquela reunião e certificou-se de que o problemático William não ia dizer nada. Não queria que espiões ou que simplesmente, a notícia se espalhasse, com medo de que a emboscada fosse descoberta antes de acontecer.

Ao chegar no pátio deparou-se com os trezentos homens de Crow's Nest enfileirados em várias colunas e a frente delas estava Guyard vestindo sua armadura e com um haste em sua mão. No topo do haste, a bandeira do Veado Dourado esvoaçava e então, o homem olhou para Durran e abaixou a cabeça de forma respeitosa.

. - "Durran Durrandon, eu, Lorde Guyard Morrigen, encarregado pela proteção, guarnição e liderança de Crow's Nest, juro minha lealdade, a lealdade de meus homens e de minha Casa, ao senhor e toda sua linhagem. Em momentos de guerra: lutaremos ao seu lado. Em momentos de paz: prosperaremos ao seu lado. Faço esse juramento diante dos homens e dos Deuses, e que assim eu o carregue até o dia de minha morte." - terminou e dobrou o joelho ainda segurando o haste em suas mãos. Atrás de si, seus homens acompanharam o movimento.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Lorde Guyard Morrigen, eu, Lorde Durran Durrandon, o vigésimo sétimo do meu nome, juro ir até as últimas consequências para assegurar que você, sua família, sua linhagem e seu lar estejam protegidos de ameaças externas, inimigos do reino e desonra ao legado dos nossos antepassados.  - Durran concentrava-se em certificar que conduzia aquilo com naturalidade e imposição natural. Não queria soar engessado ou mecanizado demais. - Em paz, a chuva que trará a colheita. Em guerra, o relâmpago que acende o medo no coração dos nossos adversários. - Tomou a flâmula das mãos do vassalo e ergueu acima da altura da própria cabeça. - NOSSA É A FÚRIA! - Deixou que todo o ar dos seus pulmões os esvaziassem naquele sonoro rugido. Seus próprios homens deveriam repeti-lo, em uníssono, com meio segundo ou um inteiro de diferença das suas próprias palavras. - Erga-se Lorde Guyard Morrigen! Erga-se, Casa Morrigen! Hoje o nosso coro tempestuoso ganhou vozes que estremecerão palácios e pacificarão oceanos!
diz:
Após o grito de Durran, como em um coral, seus homens o acompanharam em seguida e o pátio urrou: - "A NOSSA É A FÚRIA!" - com toda certeza, se Davis ainda estivesse ali, sua voz iria sobressair sobre a dos demais. Ele era sempre o que mais gritava e com mais intensidade. Lorde Guyard se ergueu e se curvou diante Durran, e então, virou para seus homens: - "Descansar!" - e então, eles começaram a sorrir e cumprimentar uns aos outros, aliviados, como se estivessem sido salvos. Estavam todos aflitos com a chance de serem passados na espada.

O restante do dia foi mais do mesmo. Durran continuou com seus exercícios, coordenou seus homens, viu que o Morrigen estava fazendo o mesmo com os dele, comeu, treinou, e então, no fim da tarde, uma mensagem veio por parte do Meistre do próprio castelo, de que, Leste havia acordado, e se ele desejasse, poderia falar com o mesmo.

Apesar de acordado, o Morrigen estava confinado por alguma semanas, talvez meses, a sua cama, e mesmo que tentasse alguma coisa, havia sempre dois homens de Durran na porta dos aposentos deste, fazendo a sua guarda.
Durran XXVII Durrandon diz:
- - Havia sugerido tomar a dianteira quando o assunto fosse Lester Morrigen, então assumiria a responsabilidade por suas sugestões. Sabia que aquele animal estava enjaulado por tempo demais para estar dócil, mas felizmente já havia se provado como capaz de domá-lo mesmo quando este tinha a vantagem do equipamento sobre ele. Durran seguia vestido como se preparado para um combate iminente, já que estava apenas aguardando a chegada da força de Jon Connington para que retomasse o seu direito de nascença, quando caminhou para a cela-enfermaria onde Lester estava sendo mantido. Esperava encontrar William nas imediações ou acabaria rindo daquilo como uma piada de mau gosto só ele entenderia quando saísse do lugar. Precisava ver com os próprios olhos qual era o estado do mesmo antes de escolher a abordagem que teria. Não teve a curiosidade de perguntar ao Meistre quantos pontos ele precisou, mas sabia que estar vivo era um feito de impressionabilidade razoável. Rasgou-lhe com as espadas e o havia feito com maestria.  Sinalizou para que os guardas de prontidão abrissem o caminho e revelassem o interior daquele aposento.
S - Lester Morrigen diz:
Os guardas abriram caminho e Durran passou.

Encontrou Lester deitado em uma cama e coberto por uma manta. Sentado ao seu lado em uma cadeira estava o Meistre e do outro, William. Ele abaixou a cabeça e os olhos quando viu Durran entrando e nada falou.

Já Lester, quando viu o sujeito que havia acabado de usurpar sua autoridade e senhoria dentro de seu castelo, já o olhou com raiva e desprezo: - "Ainda está aqui Durrandon? Veio acabar com o que começou? Vá logo com isso. Agora que tens meu tio, não precisa mais de mim. Termine o que começou, e acabamos com isso logo de uma vez. Você e aquele traidor se merecem. Ambos ratos que vão acabar com as cabeças em cima da muralha quando Jon chegar aqui com Richard."
Durran XXVII Durrandon diz:
- Seu tio é a única razão pela qual a sua cabeça ainda está conectada ao seu corpo, ingrato. - Durran lançava um olhar de reprovação inequívoco ao rosto de Lester. - Eu vim aqui para comunica-lo que você teve o seu título revogado, mas vejo que você tem recebido suas notícias de forma pontual. - Agora fitava William com a mesma severidade que fizera outrora. Buscou uma cadeira que pudesse mover para sentar-se ao lado de Lester. Ergueria a manta, revelando o corpo do mesmo para que pudesse ter uma noção do quão incapacitado ele realmente estava.
S - Lester Morrigen diz:
. - "Seria melhor se eu estivesse com a cabeça rolando pelo chão, e meu irmão se tornasse Lorde em meu lugar. Mas quando a isso não tem problema. Quando ele chegar aqui, me dará sua cabeça de presente e você se arrependerá de ter pisado nesses salões." - retrucou.
diz:
Quando Durran puxou a manta de cima de Lester, pode ver que ele ainda tinha a movimentação dos seus braços, sendo que uma de suas mãos agarrou o punho de Durran aproveitando a oportunidade de agarrá-lo. Mas nada fez, sabendo que era suicídio, e logo em seguida o soltou suspirando. O peito de Lester estava todo enfaixado na região onde a lâmina o cortou. Um curativo havia sido feito de cima para baixo, e ele parecia ter dores constantes já que, apenas por movimentar sua mão daquela forma, já suou um pouco de frio da dor. Ele provavelmente conseguiria andar, se tentasse, mas mancaria bastante, com a sua coxa cortada da forma que foi. Esta também estava costurada.

. - "Os curativos foram feitos, mylord. Ele teve de levar alguns pontos na perna e mais de uma dezena no tórax. Fechei os ferimentos com algumas ervas medicinas e adicionei algumas larvas para que a ferida não infeccione. Em caso de fortes dores, o darei também leite da papoula para aliviá-lo e colocá-lo para dormir." - informou o Meistre
Durran XXVII Durrandon diz:
- Você é bom, Meistre. - Durran replicou diante das informações que lhe eram passadas. Apenas moveu a cabeça em afirmação diante de cada fato descrito até que o mesmo encerrasse e o dispensou do lugar. Cobriu Lester novamente, de modo a explicitar que não tinha qualquer interesse em humilhá-lo com o gesto de despi-lo, apenas de verificar a extensão da sua incapacidade. - Relaxe, Lester. Você e eu poderíamos ter sido amigos em outras circunstâncias. Você não é só um garotinho covarde que comanda de dentro do seu castelo - é uma qualidade e um ponto fraco, como pude provar. - Levou o indicador esquerdo ao rosto e apontou para a cicatriz diagonal que possuía ali. - Ao menos você não ganhou um presente destes e continuará um bom partido para as moças das Tempestuosas. - Riu da piadinha que fizera e então sentou-se mais uma vez de frente para o nobre. - A outra razão pela qual vim aqui é... Eu conheço dois dos três Morrigens, mas ainda não sei ao menos como se parece Richard. Conte-me sobre o seu irmão. - Não precisava propor qualquer troca com Lester. Já havia quebrado o tratamento que tinha com o mesmo de modo que ele não se sentisse um prisioneiro, mas isso não mudava seu status enquanto alguém em cárcere. Além disso, queria plantar nele a ideia de que a posição de Guyard não poderia tornar-se perene a não ser que aprovada pelo Lorde Suserano das Tempestuosas - ele mesmo. Ao oferecer aquele fio de esperança de forma implícita ao jovem Corvo, esperava contar com sua colaboração.
S - Lester Morrigen diz:
. - "Eu não escondo atrás das minhas muralhas quando posso salvar meus homens. E eles são leais. Guyard podia ser o comandante deles, mas eu sou o Lorde. E assim que a batalha começar, acredita que poderá confiar neles para lutar lado a lado com você? Ou para que eles guardem suas costas?" - ele deu uma risada irônica e tentou plantar aquela semente de discórdia e dúvida na cabeça de Durran. - "Estás dormindo entre seus inimigos, durma com um olho aberto e com o outro fechado." - aconselhou. - "E se quer saber de meu irmão, tudo o que direi é que, ele lhe dará uma dessas daí que me mostrou. Um sorriso avermelhado de um lado até o outro de sua garganta. Se pensas que o entregarei, está enganado, Durrandon."
Durran XXVII Durrandon diz:
- Mesmo? - Durran desafivelava as correias laterais da armadura de couro e desatava os nós, removendo-a. Ergueu apenas a parte da camisa que vestia referente ao seu abdome e deixou que o Corvo visse as marcas de queimaduras, cortes e perfurações, além de garras pequenas de animal ali. - Ele vai ter que se esforçar pra fazê-la pior que essas ou as macas de chicotadas que tenho nas costas. - Tornou a se vestir com a armadura e foi gentilmente inclinando-se sobre o Morrigen. - Ou vai ver ele não fazer nada ao perceber que eu posso fazer o irmão dele gemer feito uma cadela de bordel barato sem sequer me esforçar. - Pressionou a ferida que Lester tinha na coxa e cravou uma das unhas na pele adjacente por segundos, mas sabia que aquilo pareceria uma eternidade para o outro. - Eu sei que alguns de vocês, lordes, são baixos, mas eu nunca esperei que um Morrigen fosse tão vil a ponto de sugerir quebrar a hospitalidade. Se você não vai se comportar como alguém civilizado, não tenho razão para considerá-lo gente. - Largou a coxa do menor e voltou a se sentar de forma confortável. - William, conte-me sobre Richard Morrigen. - Sua voz soou imperativa.
S - Lester Morrigen diz:
Lester mordeu os lábios para tentar dar o gostinho para Durran vê-lo gritar de dor, mas não aguentou, e sua voz ecoou pelo quarto enquanto ele se contorcia de dor. Suspirando e ofegante, ele apenas respondeu por fim: - "Ele. não cometerá. o erro. de deixar apenas. marcas."

. - "Richard.? Err." - gaguejou novamente e então fitou Durran e se pôs a falar. - "Lorde Richard é um combatente intermediário, mas um bom líder. É por isso que Guyard os treina, e Richard os lidera. Ele foi escolhido para ir pra Blackheaven por isso. Você não o verá na vanguarda, mas com certeza o encontrará comandando as tropas e controlando o campo de batalha" - deu a resposta que veio em mente, e esperou para ver se haveria mais alguma pergunta.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Obrigado, William. - Levantou-se. Convença o Lester a se tornar alguém mais manejável, ou não terei opção que não seja a de bani-lo para a Muralha. A viagem não é das mais agradáveis em condições normais, imagine então com uma perna ruim e atravessando três reinos em guerra... - Durran havia feito o possível para respeitar aquele que fora seu adversário em batalha, mas ele provava-se cada vez mais como destemperado e indomável. Não era alguém que gostaria de ter como subordinado de uma maneira ou de outra. William, inadvertidamente ou não, contradisse o depoimento do homem enfermo. Enquanto Lester sugeriu que ele comandava os homens, o líder de facto era o seu irmão Richard, e a melhor coisa depois dele seguia sendo Guyard. Tudo estava indo bem. Tudo correria bem. Deixou aquele aposento e retornaria para o seu quarto, onde analisaria o mapa de guerra uma milésima vez, como se quisesse ser certificar de que os preparos estivessem prontos. Não podia permitir que as coisas espiralassem para além do seu controle em um ponto crucial como aquele. Sentiu saudades de Sor Davis e inconscientemente pôs a mão direita no cabo da espada correspondente, como ele costumava fazer. Sentiu saudades de Laenyna e ainda inconscientemente umedeceu os próprios lábios, com saudades do beijo e do gosto da sua mulher. Sentiu saudades de Dyannna e sentiu uma mágoa espalhar-se por cada fibra do seu corpo e um nó se formar em sua garganta, precendendo um fogo que queimava odioso em seu coração. Estava fazendo isso por ela.
diz:
Quase dois dias se passaram. Dentro das muralhas não houve muito trabalho a não ser, coordenar os homens. Lester continuava confinado nos aposentos e se recuperando dos graves ferimentos.
No primeiro dia, uma notícia havia chegado: Grandview havia sido retomada, mas não houve perdas por parte de Durran, sendo que, Davis já havia mandado uma mensagem para os homens deixado lá, se retirarem. Uma cidade portuária sem muralhas e cercada por inimigos, era apenas questão de tempo para os soldados que haviam ficado lá, fossem mortos. Haviam recuado muito antes da cidade ser retomada. Isso é, o que deu para ser recuperada. Davis também deu a ordem para que os homens ateassem fogo antes de saírem. Já não havia mais inocentes lá, sendo que, no momento em que Durran atacou, já haviam fugido do local, e poucos restaram para fazer resistência. Hugh Grandison agora tinha uma cidade de cinzas e madeira tostada para governar.

Meio dia depois, o batedor veio até o salão onde Durran estava e o informou: o exército de Jon Connington havia sido visto e estariam em Crow's Nest. Primeiro veio toda a cavaleria de Jon, quase quatro mil homens montados e prontos para investir contra qualquer tropa que estivesse em campo. Pararam em uma distância segura do castelo, e então, ao perceber que não eram forças aliadas que o esperavam em Crow's Nest, começaram a montar um perímetro para um cerco. Durran pôde ver se subisse até o alto da muralha, Jon montado em seu cavalo ao longe. Ele não se aproximou para determinar as condições daquele cerco que se iniciava.
Levou mais um dia sem que Jon se aproximasse. Ele esperou que o restante das suas tropas chegassem e se unissem a tropa principal e que as armas de cercos estivessem prontas para ser usadas. Haviam catapultas, arietes e trabucos entre as que o mesmo possuía. A muralha e os portões daquele castelo seriam capazes de durar talvez, algumas horas contra aquelas armas, isso é, se elas tivessem eficácia no que deviam fazer.
Pode ver também o exército dos Wylde fazendo a volta por Crow's Nest e se juntado ao exército do Grifo.
Um perímetro havia sido criado com estacas, paliçadas, trincheiras, e outros meios efetivos para a defesa de um cerco.
Só então, depois de todas aquelas preparações, Jon Connington marchou com seu cavalo até o local onde havia ocorrido o combate singular de Durran dias atrás e parou a espera que a própria Tempestade saísse daquele castelo para que pudessem discutir os termos.
Ao lado de Jon haviam três homens, e alguns metros mais atrás, quase uma dúzia de cavaleiros com escudos.
Guyard Morrigen reconheceu os três que estavam ao lado do Grifo e informou à Durran: - "Silveraxe Fell, Beric Dondarrion e Arstan Selmy"
Durran XXVII Durrandon diz:
- Finalmente. - Durran teve vontade de tomar a armadura de algum daqueles soldados de vesti-la, mas como aquilo faria dele melhor que qualquer usurpador ou ladrão no sentido literal da coisa? Era melhor que permanecesse com seus trapos pouco respeitáveis e continuar acreditando que de alguma maneira encontraria uma forma de sair vivo de todo confronto. Havia funcionado até agora. - Não vejo o seu sobrinho, meu lorde. - Comentou para Guyard. - E não gosto disso. - Durran checou se suas luvas estam bem calçadas, os cadarços bem amarrados em suas botas e se as espadas que carregava na altura da cintura estavam prontas para uso. Não tinha motivo para se acovardar e negar-se a comparecer à discussão dos termos pessoalmente.
S - Guyard Morrigen diz:
. - "Eu também não o vejo. Mas não é algo de todo surpreendente. Não esperava vê-lo na vanguarda ou se expondo. Deve estar na linha de trás dos homens de Jon preparando o campo de batalha e as estratégias de assalto. Ele sabe os pontos fracos, os pontos cegos de nossas defesas. Ele sabe exatamente por onde invadir, mylord. Entre todos esses homens, pelo fato de estarem atacando este castelo, considero meu sobrinho o maior perigo de todos." - disse suspirando logo em seguida. - "As defesas no entanto estão prontas. Há piche nas amueiras. Oléo nos portões e homens com flechas de fogo. Grandes pedras foram coletadas, e há um estoque de madeira e ferro para reforçar o portão."
Durran XXVII Durrandon diz:
- Comitê de boas-vindas, comigo! - Durran jocosamente organizava os homens para que o acompanhassem até o encontro dos lordes que se posicionavam para vê-lo. Iria encontrar Jon Connington igualmente montado. Certificar-se que ele o via era parte do plano, afinal. Precisava se expor, por mais arriscado que fosse. Uma vez que sua pequena comitiva de cavaleiros estivesse pronta, seguiria para o mesmo lugar onde havia derrotado Lester Morrigen em combate singular. As palavras de Guyard estavam em sua cabeça por também acreditar nas mesmas, mas em uma batalha de estrategistas, sabia que tinha o mais capaz ao seu lado.
diz:
E por fim, o encontro de titãs acontecia. De um lado, o Senhor das Tempestuosas, Jon Connington, a antiga Mão-do-Rei de Rhaegar Targaryen, veterano de mais de meia-dúzia de guerras, e provavelmente dezenas de batalhas. Apesar de um homem já mais velho, seu rosto não tinha esses traços. Não possuía rugas ou sinais de cansaço. Podia ser facilmente confundido com um homem em seus trinta anos, mesmo já havendo bem mais do que isso.
Diferente do esperado também, Jon não era um Lorde reluzente, brilhante e pomposo como muitos outros. Sua armadura estava bem polida, mas longe de estar nova ou brilhante. Havia arranhões de cortes, furos que foram preenchidos por mais placas, e sinais de amassados que haviam sido desfeitos. Em sua cintura, uma espada bastarda estava embainhada e nas costas, um escudo metálico grande o protegia. Jon tinha cabelos avermelhados que escorriam para trás até sua nuca, lisos e longos.

Do outro lado estava ele, Durran Durrandon, o Marcado, o Imbatível, Campeão da Arena Dourada, a Própria Tempestade, e o clamante daquelas terras. Vestia seu fajuto couro já remendado diversas vezes e carregava suas duas espadas na cintura. Durran pode notar que o homem que foi identificado como Arstan Selmy aparentava ser um guerreiro mais de seu porte. Corpuloso, forte e provavelmente ágil. Arstan vestia uma armadura mais leve, mas ainda assim metálica, em uma cor enegrecida e com bordas douradas. Tinha duas lâminas presas as suas costas também, formando um "X". Já Beric Dondarrion apenas usava uma cota simples como defesa além de uma espada de maior porte nas suas costas.
S - Jon Connington diz:
. - "Lorde Durran" - o Grifo deu a palavra inicial: - "Vou direto ao assunto. Os termos são os seguintes. Renda-se e pouparei sua vida e a de seus homens. Renda-se e terá direito a um castelo para viver e construir uma família. Ajoelhe-se, jure lealdade à mim e a Rhaegar e terá um futuro. Não desperdice sua vida em uma causa perdida. Recuse e morrerá."
Durran XXVII Durrandon diz:
- Homens, e mulheres, - lembrou-se de Jennelyn Fowler - têm tentado me matar há um bom tempo, Lorde Connington. Eu o respeito por tudo o que já fez pelas Terras da Tempestade, mesmo que servindo àqueles que não mereciam a sua lealdade. Felizmente os lordes das casas mais antigas estão lembrando de juramentos que datam desde a Era dos Heróis e abandonando o erro dos seus caminhos. Swann e Morrigen são apenas as primeiras, Lorde Jon. Nós podemos evitar todo este derramamento de sangue se apenas você reconhecer a minha autoridade enquanto seu suserano. Dobre o joelho e nós iremos juntos até Storm's End reclamar a Sede ancestral da Casa dos verdadeiros Reis da Tempestade. - Durran não tinha qualquer intenção de demorar-se mais do que o outro ali. Diferentemente de Lester, dificilmente conseguiria provoca-lo de maneira direta. Poderia, contudo, fazê-lo de forma mais trabalhada.
S - Jon Connington diz:
. - "Meus ancestrais diriam que não há nenhum problema em dobrar os joelhos para um Durrandon. Mas se revirariam em seus túmulos se eu ao menos cogitasse em me ajoelhar para um seguidor de um Blackfyre. Então está decidido, Durrandon. Pelo sangue será." - foi tudo o que ele disse. Não parecia um homem de muito papo ou muita enrolação. Apenas puxou as rédeas de seu cavalo e trotou de volta para seu exército e seus homens o acompanharam.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Eu o dou uma oportunidade de resolvermos isto com honra e sem baixas para os homens que devem ser direcionados aos nossos reais inimigos, Lorde Connington! - Bradou em alto e bom som. - No meu caso são os fingidores que estão além das minhas Terras das Tempestade, no seu caso são a ameaça invasora. Não importa. Podemos preservar a energia, vida, disposição e respeito daqueles que nos seguem em batalha por meio de um combate singular. Serei eu contra o seu campeão, caso não se sinta confiante o bastante para resolver isto pessoalmente. - Esperava que àquela altura o homem ao menos tivesse virado para encarar-lhe uma vez mais. - E então? Faremos isto ou você voltará para trás da sua mesa de estratégia?
diz:
Não houve nem ao menos resposta. O Grifo não estava longe o suficiente, o que ficou claro de que havia ouvido a proposta de Durran. No entanto, não era o tipo de homem que seria 'coagido' aquele tipo de batalha como Lester havia sido. Era um homem que se via na vantagem, tanto em número, quanto em provisões, armas e cavalos. Para ele, era apenas questão de tempo a vitória.



Fim do Capítulo 4, Durran Durrandon!*


Última edição por Dean em Qua Jun 28, 2017 4:19 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Qua Jun 28, 2017 11:24 am

Season Two, Chapter 5

- -          Crow's Nest: chuvoso       - -

diz:
O silêncio imperava naquele momento com exceção do barulho metálico de algumas armaduras que se defendiam contra as fortes gotas da chuva. Todos estavam ansiosos e aflitos pelo que estava por vir. Os homens na muralha pouco conversavam entre si, e quando isso acontecia, falavam cochichando por algum motivo. Estava frio, mas poucos pareciam incomodados com aquilo.
A muralha estava cheia de homens de arco e flecha, besteiros, homens com pedregulhos, óleo fervente e piche. Todos prontos para uma investida do Grifo que não acontecia. Três horas já haviam se passado desde o encontro de Durran e Jon. O acampamento mais afastado do exército do Connington permanecia em pé, e tudo o que conseguiam ver de longe, eram as chamas das tochas e fogueiras que os homens lá haviam acendidos.
S - Guyard Morrigen diz:
. - "Será que vão mesmo atacar?" - questionou por um momento Guyard. - "Talvez vão apenas querer nos manter em um cerco até morrermos de fome"
diz:
Ele podia ter razão, mas Durran não acreditava que aquilo fosse acontecer. Tinham provisões ali para dois meses no mínimo. Jon não tinha dois meses para ficar ali. Ele tinha de acabar com aquilo de forma rápida, se ainda tinha intenções de ajudar seu Rei contra o Dragão Dourado ou o Lobo no Norte. "Ele virá", pensou.
Mas algumas horas se passaram mais, e nada dos inimigos avançarem. Em alguns momentos pareciam estar se preparando, em outros, apenas parados ali. E a espera, oh sim, a espera... estava começando a irritar o furioso Durrandon que ansiava por retomar suas terras e títulos.

. - "Milorde!" - ouviu um soldado gritando ao longe em cima da muralha. Se movimentou com rapidez em sua direção e o viu apontando para os homens de Jon. - "Estão se movimentando, milorde. A hora chegou." - disse engolindo a própria saliva temeroso.

Durran pôde ver ao longe, não com muita visibilidade, apenas abusando da luz avermelhada que as tochas proporcionavam, saindo da parte de trás do acampamento e tomando a frente do acampamento virado Crow's Nest. Haviam dois Arietes, um trabuco, dezenas de manteletes de madeira, e muitas, muitas escadas.
Aparentemente, o tempo de espera era para que as armas de cerco tivessem tempo de chegar e serem montadas. Agora estavam prontos para invadir o castelo dos Morrigen's.
S - Guyard Morrigen diz:
. - "Espero que o seu homem consiga completar sua embosca Lorde Durran, ou estaremos em maus lençóis" - Guyard disse afastando-se do Durrandon e começando a gritar várias ordens para os homens. - "Está na hora homens. Estão vindo!" - gritou em aviso.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Ele irá. - Durran soava seco. Em sua mente já havia lutado mil combates em todo aquele tempo que o fizeram esperar. Não podia negar que estava ansioso, mas ao mesmo tempo estava preparado. Sentia-se pronto para encontrar uma boa vitória ou uma boa morte naquela peleja. Havia aprendido nas arenas de Meereen que todo homem que luta por algo maior que si tem uma vantagem quando a hora derradeira se instala e não via motivos para que aquilo deixasse de ser verdade naquele momento. Lutava por mais que Durran XXVII. Lutava por todos os vinte e seis que vieram antes dele e por todos os outros que não se chamavam como o patriarca também. Lutava por Dyanna. Lutava por seus sobrinhos. Lutava pelas Terras da Tempestade. Lutava pelos deuses cujo diluído sangue divino corria por suas veias e mantinha-o tão furioso quanto implacável. Seu adversário, por sua vez, era um animal encurralado que acreditava conseguir inverter a pressão das coisas. O grifo não era nenhum tolo, mas precisava de muita fé para acreditar que estava escrevendo as regras daquele combate.
Arthur Dayne havia ensinado-lhe algo sobre combates individuais que nunca realmente conseguiu esquecer porque ainda lembrava-se da dor que acompanhou as lições. Um guerreiro capaz de entender a movimentação do seu oponente é talentoso. Um guerreiro capaz de antecipar a movimentação, então, era ainda mais talentoso. Mas o que distinguia lendas de homens comuns era o guerreiro que fazia o outro acreditar que havia lido as suas próprias ações. Durran permitiu que as pálpebras escondessem o cinza do seu olhar por alguns instantes. Ouviu o trovão e o incorporou. Estava pronto. Assumiu sua posição no cerco e colocou-se entre os homens. Era hora.
diz:
O trovão ecoou nos céus e iluminou aquele campo de batalha escuro por alguns segundos. Quando abriu seus olhos novamente, Durran pôde ver o exército de seu inimigo se movimento com tochas balançando em suas mãos...

. - "Arqueiros, sacar!" - gritou Guyard e os homens puxaram suas flechas, apontaram seus arcos para cima e direcionaram para que as setas caíssem no meio do campo em que o inimigo iriam passar.

Guyard ficou olhando a aproximação do exército de Jon para dar a ordem de atirar. Todos estavam preparados, aqueles que não estavam com arcos, estavam aflitos e ansiosos para o primeiro ato daquela batalha. O couro da armadura de Durran estava encharcado, mas nada que fosse o atrapalhar. Sentiu a fúria passando pelas suas mãos, pelos seus músculos, seus olhos e então, algo de inesperável aconteceu...

O campo de batalha ficou escuro. Os homens de cima da muralha, Guyard, Durran e qualquer outra pessoa que estivesse dentro de Crow's Nest, nada podia ver. As tochas dos homens que viam na vanguarda de Jon apagaram, mas ficou claro que não foi uma infelicidade do destino. Estavam planejando algo... mas o quê? O quê Rickard Morrigen estava tramando? Era a dúvida que caía sobre a cabeça de todos.
diz:
. - "Milorde?" - soldados começaram a gritar sem entender o que estava acontecendo. A dúvida começava a atingi-los, e Durran percebeu que aquele foi o primeiro golpe de Jon. Quando seus homens começam a ter dúvidas em um campo de batalha, já é uma grande desvantagem.
S - Guyard Morrigen diz:
. - "Lorde Durran?! Suas ordens?" - gritou Guyard também sem saber se deviam atirar ou se deviam manter a posição defensiva até terem uma visão melhor do que estava acontecendo - isso é, se fossem ter uma. As flechas de seus homens não alcançariam os homens de Jon, levando-se em conta, a última posição em que foram capazes de vê-los
Durran XXVII Durrandon diz:
- Mantenham suas posições! Confiem em seus ouvidos! - Durran não era do tipo que aceitava uma derrota ou que admitia ter pontos fracos. Desde que sua sede por vingança tomou o melhor do seu julgamento, trabalhou incessantemente para transformar seus pontos fracos em pontos fortes. Jon Connington podia estar tirando dele a visão, mas ainda tinha outros sentidos que poderia contar e compensar, especialmente em um momento como aquele. Haviam trazido equipamento de cerco o suficiente para que Durran simplesmente concedesse o pensamento de que iriam abandonar aquilo para montar uma emboscada. Um aríete é pesado e custoso de se transportar, tal como as escadas. Eles viriam, apenas aguardavam o breu para combater os arqueiros. Aquilo não funcionaria. Aquele equipamento bélico era chave pois era ele que denunciaria a posição dos homens da vanguarda - eram normalmente estes que carregavam o aríete e tentavam fazê-lo da maneira mais rápida possível, assim obtendo acesso à fortificação inimiga. - Acendam suas flechas e disparem! - Manteve o horizonte de batalha sob seu escrutínio para que não fosse pego desprevenido pela ação inimiga. Aquele Morrigen conhecia o castelo melhor que ele, mas ele não conhecia Sor Davis.
diz:
Os homens escutaram as ordens de seu Lorde e então, quando ele deu a ordem, atiraram. Confiaram em seus ouvidos para fazer aquele disparo. As flechas se incendiaram e caíram no campo lamacento e molhado da chuva. Durran pôde ver o vulto dos homens de Jon se movendo no campo aberto, graças a pouca luz emitida pelas flechas que seus homens dispararam. Confiou que o barulho no campo seria alto por conta dos aríetes que eram empurrados, por conta do trabuco e das escadas, mas não foi.
Com a pouca luz, não conseguiu enxergar direito o que estava acontecendo, viu que algumas de suas flechas acertaram um ou outro inimigo, e então, notou que os homens de Jon estavam levando os manteletes para frente primeiro, não viu sinal algum das outras armas de cerco.

Foi então que luzes de chamas surgiram no campo de batalha e proporcionou para os homens e para o Durradon um pouco melhor do que estava acontecendo lá em baixo. Centenas de homens haviam avançado carregando os manteletes para a área de alcance, e por conta disso, haviam se defendido contra a primeira saraivada de Durran. Aproveitando-se dessa brecha entre o primeiro disparo, os arqueiros de Jon posicionados atrás dos manteletes, com flechas em chamas, saíram de suas coberturas, atiraram para cima das muralhas e se esconderam mais uma vez, deixando com que além dos manteletes, a escuridão fosse seus escudos.

Várias das flechas disparadas na pressa de atirar e se esconder chocaram-se contra o topo da muralha e não tiveram muito efeito. Mas uma boa parte delas, atingiram alguns homens de Durran no topo da muralha. Pelo que conseguiu notar, naquela primeira briga de saraivadas, haviam ficado na desvantagem contra a estratégia que iniciava.

Ficou claro que, o primeiro combate daquela batalha, seria travada pelos arqueiros de ambos os lados. Nenhuma flecha passou perto do Durrandon ou de Guyard, mas algumas das infantarias que estavam no pátio logo atrás da muralha, foram atingidas por algumas flechas.

Os soldados e o próprio Guyard olharam para Durran esperando sua próxima ordem. Olhou para cima, para o topo do relevo de onde Davis iria vir: nenhum sinal do cavaleiro. Por conta dos pequenos flagelos de fogo criado por ambos os lados, pode notar que nem todos os homens de Jon haviam avançado ainda, e ficou mais claro ainda, por conta do que conseguia ouvir, que as armas de cerco ainda estavam longe.
Após os gritos de dores, pouco pôde escutar. Passos vindo da região onde os homens se escondiam. O barulho da lama sendo esmaga pelo passo de algum homem lá embaixo, e o irritante barulho da chuva caindo e se chocando com armaduras metálicas.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Arqueiros, continuem disparando! Limitem sua exposição! Atirem em voleio! - Durran instruía em plenos pulmões. Não gostava da forma como as coisas estavam acontecendo, mas sabia que, apesar da desvantagem inicial, ainda estava em vantagem. Seus arqueiros possuíam a vantagem da posição elevada e os demais, por mais que conseguissem atingi-los, teriam de confiar em ângulos pouco ortodoxos e disparos com arco alto demais. O vento, por si, já deveria ser o suficiente para protege-los, como um escudo tempestuoso que pairasse sobre o castelo. Os seus próprios arqueiros, por sua vez, podiam disparar de ângulos quase retos e contavam com a gravidade para auxiliar. Venceriam aquela disputa se esta continuasse por muito tempo e sem muita dificuldade. - Infantaria, ergam seus escudos e assumam suas posições! As escadas estão vindo e nenhum deles vai ultrapassar a linha!  - Podia apenas continuar bradando a aquela altura. Não dava nenhuma ordem revolucionária ou excepcional, sendo o que julgava necessário para mantê-los vivos. Não podia deslocar todos os homens para o topo por conta do aríete que ainda viria para forçar os portões e o trabuco que deveria derrubar uma seção da muralha para permitir que as tropas avançassem. Tinha de mantê-las bem espalhadas, longe dos projéteis, e prontas para contra-atacar. Era exatamente o que fazia agora e esperava que não demorasse para que Sor Davis fizesse a sua parte.
diz:
O segundo combate de flechas aconteceu: no escuro, as flechas flamejantes dos homens em Crow's Nest tiveram pouco efeito. Muitas caíram simplesmente contra a lama do campo, e grande parte, chocou-se contra os manteletes que vinham sendo empurrados na frente.
Após os disparos dos homens de Durran, foi a vez dos de Jon, e graças a ordem dos disparos serem feitos em voleio, quando alguns deram a cara para disparar suas flechas embebecidas pelo fogo, foram atingidos na cara. Viu alguns arqueiros cair no campo abaixo, mas quando olhou para o seu lado, viu vários dos seus deitar também. Por maior que fosse a desvantagem daqueles lá em baixo fossem, o fator dos homens não terem visão, estava sendo decisivo naquele combate de arqueiros.

No entanto, Durran pôde escutar agora... Os aríetes, o trabuco e as escadas. Estavam próximas. Toda aquela dança inicial, era apenas uma distração para o que estava vindo mais atrás. E o fato de não ter luz, era justamente para esconder por qual lado iriam atacar. Durran sabia disso desde o início, mas o que podia fazer se seus olhos não ajudavam? Agora com um barulho maior, talvez os homens usar suas audições fosse ser um pouco mais determinante para que tirassem uma vantagem daquela situação que pouco a pouco se tornava ruim. No entanto, os soldados não tinham uma audição tão aguçada assim, e os barulhos de um campo de batalha já começava a ecoar mais alto que qualquer outra coisa: os gritos de dores, o desespero, os pedidos de socorro... todo esse caos era vantajoso naquele momento para Jon e tudo parecia estar dentro dos planos do Grifo.
diz:
E estava fadado acontecer uma terceira vez aquela dança dos arqueiros. Os homens de Durran sacaram suas flechas flamejantes e miraram para baixo sem visão alguma ainda por conta da escuridão. Os homens se embolaram na hora de atirar e as flechas simplesmente atingiram o chão e os manteres defensivos dos homens lá no campo. Houve baixas inimigas, mas poucas, muito menos do que nas últimas duas saraivadas.

Os homens nas muralhas se abaixaram quando era o momento dos homens de Jon atirar, já esperando a saraivada deles logo após os seus disparos, mas surpreendentemente, isso não aconteceu. Durran e Guyard também olharam de relance esperando as flechas inimigas, mas elas não vieram. Tudo ainda estava um breu lá em baixo, nada podia ser visto, e então, os soldados sacaram flechas e as acenderam uma vez mais para disparar e...

Um desastre. Os gritos ecoaram e ninguém viu nada. Nada pode ser visto, apenas os homens em cima da muralha voando para trás e caindo no pátio logo atrás, ou em cima da própria muralha. Durran viu pelo menos cinco homens cair ao seu lado, mas ouviu o grito de dezenas. Foi quando escutou um zunido e sentiu algo raspando em si. Uma flecha passou por de baixo de um de seus braços e quase lhe rasgou a cintura. Se não fosse por aquele couro fajuto que estava usando, teria sentido a gélida lâmina. Seu couro já todo rasgado, sofreu sua última avaria ao defender Durran daquela flechada e começou o seu tecido, já fraco, desabou. Ainda havia uma ou outra parte de Durran que estava coberta por um pouco de couro, mas nada que fosse fazer diferença e o defender.

Olhou para os lados tentando entender o que havia acontecido e então notou em um dos homens ao seu lado: a flecha não estava queimando. Na terceira saraivada, os homens de Jon esperaram o momento certo, e atiraram suas flechas sem acendê-las. Escondeu-as na escuridão, e mesmo que não tivessem um alvo, só de atirá-las para cima das muralhas foi extremamente efetivo. Um ataque entre as sombras. A primeira grande fisgada de Jon em Durran.

Alguns homens começaram a se desesperar ao ver vários de seus companheiros sendo atingidos e caindo, Guyard tentava mantê-los em formação e focados no combate. Ele também havia sido atingido no rosto, mas bem superficialmente, mal havia saído sangue de sua ferida.
S - Guyard Morrigen diz:
. - "Atirem droga!" - ele gritava tentando manter seus homens na linha e atirando, mas o desespero, começava a tomar conta em cima da muralha. Alguns atirava, outros estavam simplesmente paralisados.
diz:
Isso fazia tudo parte de Jon, já que, ao olhar para o campo de batalha, após o ataque surpresa e entre as sombras, Durran percebeu que as tochas voltaram a se acender. A infantaria empurrando e carregando as armas de cerco haviam atravessado boa parte do campo na escuridão, e agora, acendiam tochas para passar pelo fosso e pelas espigas que haviam sido feitas em frente ao castelo para impedir a aproximação do exército inimigo. Durran viu até mesmo, um homem carregando um enorme tablete de madeira e o atirar sobre o fosso, fazendo uma pequena ponte improvisada pelos aríetes. Ao fundo, viu: o trabuco estava pronto para disparar e fora do alcance de seus arqueiros.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Arqueiros, recuar para o centro! - As ordens eram simples e diretas. Durran, por sua vez, ajoelhava-se e protegia o seu corpo com a amurada da edificação para evitar os próximos projéteis. Seus arqueiros estavam sendo inúteis em repelir a investida do adversário mas poderiam ser aproveitados em outra formação. - Infantaria, juntem-se aos arqueiros! Formem fileiras! Formação de quadrado! - Aquela era a melhor maneira que havia concatenado de minimizar as baixas da inequívoca bem bolada estratégia de Jon Connington. Não sabia se devia dar os louros ao Corvo ou ao Grifo, mas eles tinham um bom comandante de homens do outro lado. Não era assim que se sentia sobre ele mesmo, mas estaria amaldiçoado antes que permitisse que algum daqueles homens ao seu redor - Guyard incluso - desconfiasse que era assim que realmente se sentia. O objetivo era simples: Formar fileiras que intercalavam arqueiros e infantaria. Enquanto os primeiros usariam seus escudos para criar uma barreira intransponível, os arqueiros disparariam sobre a mesma acertar os adversários em moção. Os arqueiros não dariam conta de ter qualquer utilidade naquele momento, mas poderiam virar o rumo do combate ao afinar as linhas inimigas assim que esta invadisse o perímetro. Os soldados da infantaria, então, dividir-se-iam em bloquear o caminho das escadas, formar a fileira com os arqueiros escapar do inevitável ataque do trabuco. As coisas podiam até ter começado, mas Durran ainda estava esperando. Detestava esperar.
diz:
A retirada de Durran foi o suficiente para defender seus homens das saraivadas que vinham de baixo. A tática de Jon parecia ter funcionado - sem os arqueiros em cima da muralha, as muralhas começaram rapidamente a serem invadidas pelas escadas. O óleo quente e o piche foram atirados na frente do portão, para atrasar os aríetes, mas isso não impediu que os enxames de homens começassem a subir pelas escadas nas laterais da muralha

As flechas do lado de fora vieram por cima, mas caíram já sem força contra os escudos ou a armadura da infantaria, naquela saraivada, ninguém havia morrido por parte dos homens de Durran. Ao contrário dos homens de Jon, aqueles que apontavam no topo da muralha após subir a escada era recebido com várias flechas de uma vez no peito. Quase nenhum homem estava conseguindo subir, praticamente duas dezenas de soldados já haviam caído para trás para os arqueiros de Durran, mas então apareceu um sujeito musculo, vestido com uma meia-armadura, um escudo de metal em sua mão e uma espada bastarda na outra. Ele subiu a escada apenas apoiando a mão da espada na escada, não estava nem a usando para segurar, enquanto a outra, já carregava o escudo na frente para defender-se das flechas que seria recebido assim que pisasse em cima da muralha. Ele estava agachado protegendo quase completamente o seu corpo. As flechas vieram e rebateram no escudo de metal. Ele olhou a escada de pedra abaixo e viu a infantaria inimiga fechando o caminho e desceu mantendo seu escudo para o lado para evitar as flechas contra os homens de Durran.
Por conta dele, seus soldados conseguiram também subir e se posicionar em cima da muralha de Crow's Nest, que rapidamente começava a ser infestada.
S - Guyard Morrigen diz:
. - "Brus Buckler!" - gritou Guyard sobre o homem que estava na vanguarda.
diz:
Foi então que um barulho de vulto alto pode ser ouvido. Todos olharam para o céu e de lá veio. Uma pedra enorme caindo para dentro do castelo de Crow's Nest. Por sorte, ainda não haviam calculado muito bem o disparo, por ser o primeiro tiro, e a pedra acertou um edifício mais afastado do castelo, e não chegou a causar perdas para Durran, apesar de praticamente, trazer abaixo o a construção que havia sido atingida.

Durran observava os homens invadindo por cima das muralhas e escutava do outro lado de fora do portão homens de Jon gritando desesperadamente por água. Foi então que luzes apareceram no topo do relevo que havia ao lado. E ele sabia muito bem quem era. Não havia cavalos, apenas homens a pé, prontos para descer aquela pequena montanha correndo. Havia alguém na frente daqueles homens. Ele estava com uma tocha na mão e uma grande espada na outra. Apontou a espada para baixo e soltou a tocha em seus pés. Ele começou a descer correndo em uma fúria extrema, enquanto os homens atrás dele, o seguiam. Estavam longe, mas gritavam tanto, que até mesmo dali do castelo, podiam ouvir.
Logo os gritos em cima da muralha e por detrás do portão mudaram. - "Ataque pelo flanco! Formação! Formação!" - gritava alguém do outro lado até sua garganta explodir. O inimigo parecia estar despreparado e surpreso pelo ataque de Davis no flanco.
Durran XXVII Durrandon diz:
- Lorde Guyard, instrua os homens para flanquear o adversário! Eu cuido dele! - Falava, obviamente, de Brus Buckler. Não era um conhecedor dos feitos daquele homem, mas sabia melhor que subestimar um homem na vanguarda de um general habilidoso. Durran desembainhava as duas espadas e se movia de modo a cortar a trajetória do adversário. Movia ambas as lâminas de forma ágil, girando-as de forma plástica e quase artística. Exceto que a única arte que aquelas lâminas conheciam era a de empilhar corpos. Pela maneira que as coisas estavam se dispondo, imaginava que teriam espaço e oportunidade para travar um combate singular sem interrupções naquelas condições. Seus homens iriam confrontar diretamente aqueles que surgissem atrás de Brus e vice-versa, mas sabia que não podia contar com a honra do inimigo em um campo de batalha. Por este motivo mantinha-se confiante em repelir mais do que Brus, se necessário, contando com sua agilidade e ambidestria. Davis estava fazendo o seu papel do lado de fora e era hora que começasse a ajudar do lado de dentro.
diz:
. - "Infantaria! Aqueles que não estão protegendo os arqueiros, comigo!" - gritou Guyard puxando sua espada e seu escudo das costas. - "Abram o portão!" - falou avançando entre seus homens partindo para fora como combinado. - "Sigam-me homens! Sigam-me até a morte!" - continuou gritando e seguiu para fora do castelo, onde um combate absurdo estava prestes a iniciar.

As tropas de Davis já estavam praticamente no pé da montanha e tinham toda a velocidade que precisavam para avançar entre os homens de Jon Connington pelas laterais. Logo, o campo de batalha se tornou um campo de gritos e de aço se chocando...

Durran e Brus. Ambos avançaram um para cima do outro repelindo quem estivesse no caminho. Brus retirou a infantaria que defendia uma das escadas facilmente. Pulou em cima delas como sua espada bastarda e no meio dos inimigos os cortou abrindo espaço até o pátio. O mesmo aconteceu com Durran. Alguns arqueiros inimigos haviam subido na muralha e um deles tentou alvejá-lo. Durran apenas girou seu corpo e a flecha atingiu o chão, e em seguida, um dos seus arqueiros eliminou aquele que tentava acertá-lo. Quatro homens aproveitaram da abertura pela escada, e já quase no fim dela, saltaram para o pátio e correram para cima do Durradon. Os dois primeiros tiveram suas gargantas cortadas em um só movimento que fez com que as duas mãos de Durran se cruzasse na frente de seu corpo. Em seguida, rolou no chão passando por baixo dos outros dois inimigos e cravou suas lâminas em suas costas precisando apenas girá-las para trás e fincar sem nem mesmo olhar. Quando se levantou, Brus estava em sua frente, o Buckler tentou tomar a dianteira do combate, mas o Durrandon acabou sendo mais rápido que ele...
Durran XXVII Durrandon diz:
- - Brus Buckler inspiraria medo em muitas pessoas. A capacidade que tinha em manusear aquela espada bastarda e ao mesmo tempo ainda usar um escudo fazia com que demonstrasse que era um colosso monstruosamente forte e Durran podia apenas torcer para que todo aquele ferro que vestia o tornasse mais lento - especialmente pelo fato dele próprio não estar nem de longe tão protegido quanto o seu oponente. Não era como com Morrigen, entrar na cabeça dele seria muito mais difícil porque os sons do campo de batalha eram tudo o que os dois ouviam àquela altura. Sentiu seu coração palpitar com força enquanto estudava e respeitava o limite do alcance da espada do Buckler. Sentiu suas juntas fortalecerem-se. Seus joelhos semi-flexionados  o impulsionaram para  frente. Durran giraria, em um movimento circular, visando tomar as costas do Buckler e cortá-lo com ligeireza nas dobras de seus joelhos antes que ele pudesse virar-se para encará-lo. Manteria o centro de gravidade baixo para que pudesse rolar ou saltar para o lado e evitar uma represália na hipótese deste mostrar-se mais ligeiro do que antecipara.
diz:
Durran girou e levou suas duas espadas na coxa de Brus. Se não fosse por sua meia-armadura, o homem naquele momento, seria manco, quiçá, perneta. As lâminas passaram com gentileza e ao mesmo tempo força pelas frestas da sua tornozeleira e causaram um grande rasgo em suas pernas. Durran aproveitou a situação para cortas as amarras da armadura naquela região e puxá-la com a sua espada com força abrindo uma brecha na armadura do cavaleiro inimigo.
Ele não foi capaz de se defender dos ataques do Durrandon, mas quando virou seu corpo, jogou seu escudo para cima dele querendo distraí-lo, seguro sua espada bastardo com as duas mãos e a desceu de cima para baixo visando atingir o ombro de Durran.
diz:
Durran estava preparado para um ataque, mas não esperou que o homem fosse se livrar de seu escudo daquela forma. O escudo voou na sua direção e bateu em um de seus braços o fazendo levantar a mão e abaixar um pouco a cabeça, o que foi o suficiente para abrir uma brecha rápida para Brus descer a espada bastarda com as duas mãos no ombro de Durran. A espada entrou até a metade - -13HP - e ele a puxou para fora empurrando Durran com ombro pronto para reagir com mais um golpe, mas um dos seus soldados, avançou na direção de Brus com uma lança e ele teve que dar um passo para trás para desviar de uma estocada, mas ceifou a vida do sujeito atravessando a espada de cima para baixo contra as costas dele. Durran também teve de lidar com um soldado vindo por trás, aproveitou a deixa para se afastar de Brus, e cortou da boca até a testa do soldado que veio lhe golpear por trás que caiu no chão apagado.
S - Brus Buckler diz:
. - "Você...." - ele falou alguma coisa em sua direção, mas o barulho do combate abafou o que diabos ele havia tentado dizer.
Durran XXVII Durrandon diz:
- - Observou as palavras formadas pelos lábios de Buckler, mas não as ouvia. Tudo o que via naquele momento era vermelho. Seus dentes estavam cerrados e pressionando-se depois da dor do ataque do outro. Ele era ligeiro para alguém naquelas condições e não poderia permitir que o mesmo vacilo voltasse a acontecer. Mas, se alguma coisa, sabia que quanto mais tempo aquele duelo durasse, maiores seriam as suas chances. Com muito menos equipamento e melhor condicionamento físico, seu vigor mais que multiplicava a sua oportunidade de vencer e era hora de continuar capitalizando sobre isso. Seus movimentos eram intencionalmente para a direção em que o homem havia sido atingido antes, naquela mesma perna. Pretendia atingi-lo no mesmo lugar, mas desta vez com força o suficiente para atravessar uma das espadas pelos ligamentos das suas juntas e o forçar a cair.
diz:
Dois golpes. O primeiro Brus conseguiu repelir com a sua própria espada, mas agora sem escudo, não havia com mais o que se defender, e foi então que o Durrandon já se aproveitando que seu inimigo já estava sem a tornozeleira daquela perna, abriu um corte do tornozelo até quase no glúteo de seu inimigo. Sua espada entrou e rasgou a perna dele por completo, e em seguida, ele não teve nem a velocidade, força ou vigor para revidar o ataque de seu oponente. Apenas caiu de joelhos com a perna ainda boa no chão e cravou sua espada no chão sujo do pátio para usar como apoio. Com as duas mãos no cabo, já sabia que o combate havia chegado ao seu fim. Abaixou a cabeça deixando a nuca amostra e falou em meio a gemidos de dor
S - Brus Buckler diz:
. - "Faça-o"
Durran XXVII Durrandon diz:
- Você poderia ter lutado em minha vanguarda se o mundo fosse um pouco mais justo. - Suas palavras soavam agridoces. O Durran de outrora teria apenas finalizado aquele homem sem qualquer preocupação com sua honra, mas o que estava ali agora via apenas potencial desperdiçado. Sentiu o ardor no ombro e mais uma vez rangeu os dentes de forma involuntária. Fechou a mão na empunhadura da espada e acertou a cabeça de Buckler com a mesma, visando nocauteá-lo com aquilo. O homem estava evidentemente fora de combate, mas talvez sua vida pudesse ser salva ainda. Algo lhe dizia que Brus poderia ter alguma utilidade além de ser adicionado ao rol de nomes tombados pelo Príncipe da Tempestade. - Retomem a muralha! - Bradou para a infantaria. Uma vez que desacordasse o homem, seguiria caminhando entre o campo de batalha e tombando os adversários que lhe oferecessem o mínimo de resistência. Tinha de alcançar o exterior e auxiliar Lorde Guyard. Sor Davis contava com isso.
diz:
Não sabia como estava desenrolado a batalha do lado de fora do castelo. Após a queda de seu oponente, visou limpar os inimigos dentro do castelo. Subiu na muralha e com facilidade foi limpando o restante dos homens que estavam ali. Os enxames de soldados pararam de subir em Crow's Nest e se viraram para defender contra o ataque no flanco, com isso, apenas Brus e os homens que já estavam lá dentro restaram de inimigos. Querendo ou não, com o ataque de sor Davis, Jon foi obrigado a abandonar os homens que estavam invadindo para lidar com os inimigos do lado, e este fator, foi definitivo, talvez, para a derrota do Buckler e de seus homens. Depois que o cavaleiro caiu, o castelo foi reassegurado com facilidade, e então, Durran pôde olhar de cima da muralha a situação em que se encontrava.

As forças de Jon estavam concentradas no centro do campo. Uma quantidade massiva de soldados e cavaleiros. No entanto, contra os inimigos que vieram colina abaixo, os cavalos não foram efetivos como deveriam ter sido, pisoteando e atravessando as linhas de soldados. A infantaria de Jon tentava tomar a frente do exército para que a cavalaria pudesse recuar e tomar espaço para fazer uma investida efetiva. Já do lado de fora de Crow's Nest, um dos arietes de Jon havia sido destruído por Guyard e seus homens quando saíram, e eles tentavam cortar pela vanguarda até o centro dos homens de Jon, na direção de Davis, com a intenção de afunilar ainda mais os soldados do Grifo.

Viu lá de cima Guyard lutando contra alguns soldados e "Silveraxe" Fell.  Reconheceu Beric Dondarrion liderando uma infantaria mais ao longe contra Davis, e Donnel Swann, a cabeça do exército dos Cisne entre os homens de Durran contra Rolland Storm, o bastardo de Nightsong.
Não conseguiu ver Jon Connington ou Rickard Morrigen. Sabia que Jon estaria no bolo de homens que havia se formado, e que o mesmo não estaria na retaguarda liderando. Ele era o tipo de homem mais parecido de Durran. Sempre lutando com seus homens na frente. Já Rickard Morrigen, pelo que havia ouvido, devia estar razoavelmente longe da batalha e seguro
Durran XXVII Durrandon diz:
- - Em batal- - Estava pensando sobre a importância daquela batalha e chegou a conclusão que esta poderia ser a mais importante da sua vida. Contudo, dada a forma como as coisas estavam progredindo, cada batalha era mais importante que aquela que acontecera imediatamente antes. Mesmo agora, enquanto limpava o sangue que se acumulava até os cotovelos de ambas as mãos e escorria quente por seu corpo, estava pensando em mais carnificina e morte. A morte o completava - acreditava nisso. Acreditava que a sua vida havia sido tão marcada pela presença da mesma que todas as vezes que ceifava alguém no campo de batalha, aquilo acontecia apenas porque lhe era "devido". Era fácil dizer que Durran tinha dano psicológico além de qualquer reparo àquela altura e não havia nada ou ninguém capaz de pará-lo quando aquele a fúria Durrandon urrava descontrolada em seu âmago. Hoje, contudo, a Tempestade não se mostrava ensandecida ou desvairada. Mais perigoso que isso, Durran se mostrava como uma tormenta silenciosa, a lufada diabólica que, quieta e eficaz, virava os barcos dos pobres homens dos portos sem qualquer prenúncio.
Partiu rumo a Davis para auxiliá-lo diretamente em combate, acompanhado de um companhia de homens. Fazia aquilo não só por aquele ser o seu melhor amigo e homem de confiança, mas porque aquela mesma voz louca em sua cabeça lhe dizia que aquela era a melhor oportunidade de encontrar Jon Connington em combate e arrancar sua cabeça.
diz:
Juntou uma companhia de homens e seguiu para fora do castelo. Seu ombro ardia e doía como nunca. A espada tinha entrado fundo em sua carne. Na sua mão esquerda, sentia até um pouco de dor ao manejar sua espada. Avançou em volto por cerca de dez homens matando todos aqueles que apareciam em sua frente. Corria como nunca, avançava entre inimigos, e seus aliados iam caindo um a um, até que outros se juntava a fúria do Durrandon. Foi então que ouviu um grito feminino vindo da sua direita. Olhou naquela direção e viu uma mulher montada em um cavalo segurando uma lança longa em suas mãos. Ela estava vestida em ferro e tinha um escudo preso do lado de seu cavalo. Seus cabelos cor de fogo quase confundiu o Durrandon com alguma Connington, mas sabia que Jon só tinha uma filha jovem e que não era nenhuma guerreira. Aquela ali já era uma mulher de idade mais avançada e que avançava em sua direção em um trote veloz. Direcionou sua lança para cabeça do Durrandon, mas ele desviou rolando para o lado. Infelizmente, os soldados que o seguia foram pisoteados e um trespassado pela lança da mulher, que seguiu em frente, e fez o retorno com o cavalo uma vez mais, procurando Durran.

. - "Shirra, pegue-o!" - ouviu um grito no meio da multidão e ela trotou novamente.

Durran foi jogar seu corpo para o lado novamente em uma tentativa de desviar, mas um dos seus homens com uma lança pulou no momento exato que o cavalo passava em sua frente e fincou uma lança na cabeça do mesmo, matando-o na hora e fazendo capotar meia dúzia de vezes. A mulher foi jogada vários metros de distância de sua montaria e claramente ficou avariada da queda e das várias batidas que levou rolando quase uma dezena de vezes no chão. Sua testa sangrava bastante, e ela parecia ter deslocado um dos braços.
S - Arstan Selmy diz:
. - "Ei, Durrandon" - ouviu a mesma voz de antes. Quando olhou em sua direção, viu um homem de cabelos encaracolados e escuros. Estava com um de seus pés em cima de pelo menos três corpos de soldados de Durran e carregava uma espada em cada uma de suas mãos repousava-as em seus ombros fazendo um "X" logo atrás de sua nuca. - "Eu vou ser seu adversário" - falou.
diz:
Durran logo se lembrou dele. Arstan Selmy. Sobrinho do Guarda Real Barristan Selmy. O cabelo dele estava sujo de sangue, assim como suas espadas e sua armadura, mas apesar disso, ela estava brilhante como se ele tivesse acabado de compra-la ou de poli-la. Não parecia estar cansado ou ferido. Muito pelo contrário. Talvez uma luta perigosa de Durran se meter naquele momento...



Fim do Capítulo 5, Durran Durrandon


Última edição por Dean em Qua Jun 28, 2017 4:19 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Qua Jun 28, 2017 4:17 pm






Season 2, Capítulo 6


Crow's Nest - Battlefield: tempestuoso


Durran agora estava cercado. Soldados inimigos para todos os lados, os homens que havia reunido para segui-lo foram massacrados. Estava completamente sozinho. Olhou para os lados com as suas duas espadas em suas mãos e viu a mulher ferida em suas costas e  homem de cabelos encaracolados a sua frente. O que deveria fazer? Já bastante ferido e lutando contra dis inimigos ao mesmo tempo? Muito poderiam naquele momento se dar por vencido, mas não ele, não o Durrandon que reclamaria suas terras. Sua fúria não o deixaria desistir naquele momento. Já havia passado por tanta coisa, aquele ainda não era o seu fim, sentia. Se caísse naquele momento, em combate, aquilo acabaria com o moral de suas tropas. Talvez Sor Davis por si só conseguisse reunir os homens e continuar o combate, mas era um tiro as cegas. Tinha de sobreviver, tinha de vencer. Tudo dependeria daquilo. Por um segundo, olhando seu inimigo nos olhos, e tentando escutar o segundo atrás de si, pegou-se pensando no que aconteceria se morresse. Lembrou-se de imediato de Laenyna... O que seus inimigos fariam com a mulher que ele se importava? Não. Voltou seu pensamento para onde importava: o campo de batalha. A derrota não era uma opção.



- Você sabia Durrandon? Meu tio acabou com suas próprias mãos com uma Rebelião Blackfyre. É. Grande homem. É o que todos dizem... O Lendário Barristan, o Ousado. - ele sorriu entre os dentes e começou a girar suas espadas nas mãos. - Você pode não ser um Blackfyre, mas já é um começo. Depois de ter a sua cabeça, irei pessoalmente atrás da dama que vocês seguem, Daeron Blackfyre. - disse em um tom provocativo. - É uma pena, no entanto. Que não esteja bem o suficiente para uma dança de verdade. Teria sido uma boa luta, mas no estado em que se encontra, me pergunto quanto tempo que você irá se aguentar antes de seus joelhos cederem e você cair ao chão. - ele voltou seu olhar para Shyra. - Fique fora disso, Errol. Você já está bastante ferida. Cuidarei deste eu mesmo.



- E deixar toda a glória pra você? Nem pensar Arstan. Ainda posso lutar - disse ofegante, com uma das pernas machucada, mas de lança em mãos.


Nenhum dos dois oponentes foram para cima de Durran. Arstan estava esperando a resposta vinda do mesmo, e Shyra, era esperta o suficiente para avançar sozinha naquele estado contra o rapaz. Manteve-se atrás apenas se acostumando com a dor na perna e tentando encontrar o equilíbrio perfeito entre a dor e o peso que tinha de colocar naquela perna. Enquanto isso, os soldados por parte inimiga, mantinham o círculo que havia sido criado e impediam que qualquer ajuda chegasse a Durran. Pode perceber que um ou outro homem tentava passar pelo círculo criado consigo sendo o centro, mas todos falhavam perante aos escudos, espada e lanças inimigas. Parecia que não haveria muita ajuda para si naquele momento...





Última edição por Dean em Seg Jul 10, 2017 1:37 am, editado 1 vez(es)

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Durran XXVII Durrandon em Qua Jun 28, 2017 4:37 pm




PARAMOUNT KNIGHT.





- O meu marido vai ser um cavaleiro lindo e habilidoso! Vai ser o melhor guerreiro dos Sete Reinos! 
A voz infantil ecoava pelos salões de Rebelray. Catelin cuidava dos cabelos da jovem ama enquanto Katherine vestia-lhe no vestido que Talia havia costurado. O tecido não era do mais nobre possível, mas era muito mais caro que o orçamento de uma pessoa de nascimento ruim consideraria acessível.  Dyanna tinha os olhos azuis do seu pai e os cabelos pretos herdados também da mãe.  Era tipicamente tímida, mas aquele era o seu assunto favorito. Não necessariamente o marido que teria, mas os grandes cavaleiros dos contos e poemas.

- Como o princípe Daemon? Montado em Caraxes e brandindo Dark Sister? 

- Não! – Dyanna era rápida em recusar a sugestão feita pela aia de cabelos rubros e pele alva. A garota da Campina pareceu assustada pela velocidade em que aquilo fora rejeitado, como se tentasse entender os motivos que levaram-na a ser tão pronta.

- O príncipe Daemon era tão lindo, Dyanna! E tão forte!

- Mas ele não tinha o coração de um verdadeiro cavaleiro! Ele era mau.

As três riram das palavras da garotinha como se algum dia ela fosse entender que era exatamente aquele o tipo de homem que as interessava mais. Não enxergavam como Dyanna estava além da curva e como ela era um caso diferente. 

- Que tal o Ser Aemon, então? – Sugeriu a garota que veio das Terras Ocidentais. Seus cabelos dourados contra o sol de Dorne a fazia parecer tirada de uma pintura. Mirou os olhos verdes fixamente contra a jovem Durrandon e continuou dizendo – Não há nenhum cavaleiro mais nobre que ele em toda a história. 

- Hmmm... Talvez. Mas ele não poderia casar, tendo vestido o branco. Não serve. 

- Você está nos deixando sem opções, Lady Dyanna. – Talia mantinha o sorriso e continuava preparando a ama para o jantar que estava por vir. 

- ... Durran. 



As três se entreolharam e trataram com estranheza a sugestão da Lady em exercício de Rebelray. 

- Ah, a teimosia dele realmente é linda. Ir contra os próprios deuses para ficar com a sua amada...

- Não, Kath. Eu estou falando do meu irmão. – Dyanna tinha um sorriso genuíno e verdadeiro no rosto. – É claro que eu não vou casar com o meu irmão, mas eu gostaria de casar com alguém como ele. Ele é a melhor pessoa que conheço. Todas as vezes que o papai... – Dyanna iria dizer algo, mas se interrompeu no caminho. – Sempre que ele esteve aqui, Durran nunca deixou nada de ruim acontecer comigo. E, além disso, ele aprendeu a lutar com o Espada da Manhã! Quando ele voltar de Essos, certamente vai ser o melhor cavaleiro da história. 

As criadas da Casa Durrandon de Rebelray não puderam deixar de achar bonita a declaração inesperada feita pela pequena. 

- Vamos, minha lady. Erik pode ser tão bom quanto o seu irmão se você sair deste quarto e for conhecê-lo.

Dyanna assentiu com um movimento de cabeça. Olhou através das janelas do seu quarto e imaginou seu irmão naquele barco, naquele instante, atravessando o Mar para realizar o sonho de toda a sua Casa. Durran podia não ser o melhor do mundo, mas era o melhor do mundo aos olhos dela.




CROW'S NEST, THE STORMLANDS.






Era com a imagem do azul do olhar de Dyanna em sua mente que afastava os tons de vermelho que permeavam sua visão. Havia uma melodia que ecoava por sua mente sempre que pensava em sua irmã, o doce canto que ela praticava e ensaiava sempre que tinha oportunidade para isso. Lembrou-se das vez em que Sor Davis havia o destruído durante as sessões de treinamento e deitou-se sobre o colo da mãe enquanto ela e Dyanna cantavam até o cansaço e a música o embalassem ao sono.

Durran estava longe de estar em seu auge físico e aquilo, por si, já desmotivaria um competidor real em desafiá-lo de maneira tão audaz quanto Arstan parecia fazê-lo. A verdade é que sequer estava prestando atenção nas palavras que saiam da boca do rapaz naquele momento. Naquele instante ele sequer estava ali. Transitando a vida e a morte, o real, o irreal e o surreal, apenas outra canção guiava seus passos. Esta era uma composição primariamente percussiva, onde os ruídos dos corpos caindo ao chão eram como os tambores que prenunciavam o refrão de uma balada fatal. Os céus estavam tão escuros como se fosse a hora do lobo. O rugir dos trovões parecia encontrar harmonia com os gritos que qualquer um capaz de escutar a sua atormentada alma ouviria se assim fosse capaz. Diante de toda a escuridão, apenas aqueles dois faróis azuis seguiam guiando-lhe. Os soldados cercavam-lhe e sua mente ainda processava o que havia feito no trajeto; cortou vários dos adversários como se estes não significassem absolutamente nada. Todos aqueles homens tinham uma causa na qual acreditavam, mas nenhum aparentemente com tanta força quanto o Durrandon. Era difícil equiparar-se a ele naquele quesito e esta era a notícia que corria Os Sete Reinos pelas asas negras dos corvos.

Eles eram todos tolos. Deveriam ter o matado naquele instante. Provavelmente iriam. Mesmo que fosse capaz de derrotar o Selmy e seu peculiar estilo pouco ortodoxo, que, aliás, lhe era muito familiar, e ainda a guerreira que o acompanhava, não era como se aqueles homens do inimigo que o cercavam fossem simplesmente abrir caminho. Iriam matá-lo como ele matou os seus compatriotas, irmãos e amigos aos montes. Sentiu o sangue escorrer quente da ferida em seu ombro direito e o moveu de modo a experimentá-lo. Estremeceu e grunhiu por uma mera fração de segundo, mas era o suficiente para que pudessem percebê-lo como humano e não como uma lenda do campo de batalha. Já era o suficiente para entenderem que ele também morria.
Mas não iria morrer daquele jeito. Seus homens estavam o seguindo em batalha e dando a vida para que pudesse clamar o que era seu por direito e por sangue. Seu pai morreu por aquilo. Ele mesmo sangrou por aquilo e a sua irmã havia sido crente até o seu último suspiro. O que dizer, então, de Sor Davis que liderava uma armada em uma emboscada apenas para aumentar suas chances e ajuda-lo a fazer real mais um milagre? Não podia desapontar todas essas pessoas e muito menos podia desapontar o animal que residia em seu interior.

Durran afastava-se do sonho de Dyanna cada vez que provava do sangue no Campo de Batalha. Matar tornava-se mecânico, repetitivo, banal e habitual. Natural. Necessário. Tremia de excitação com a possibilidade de abrir ao meio o crânio daquele lorde petulante mesmo naquele instante. Toda a lógica e educação marcial que tinha lhe diziam para se acalmar e permitir que o homem tomasse o controle da situação, mas o animal simplesmente não deixaria. Havia herdado mais do que o sangue do primeiro do seu nome – sua obstinação era inequívoca. Em algum lugar dos Sete Infernos, Argilac Durrandon, o Arrogante, deveria estar sorrindo vendo aqueles que poderiam ser os últimos momentos do seu descendente.
- Não pense que terei misericórdia por você ser um fã. – Referia-se ao fato dele brandir duas espadas, tal como Arthur Dayne e o próprio Durran. – E você, lady, fique fora disso. Não há o que ganhar em matar uma mulher moribunda.

Assumiu sua típica postura de combate, girando as duas lâminas e criando um espaço impenetrável por qualquer um que possuísse o mínimo de valor pela própria vida. Contudo, havia algo de diferente da forma que havia feito até então desde que retornara para Westeros. Tentando reconectar-se com sua ancestralidade, e pela influência de treinar e praticar com os cavaleiros Dayne e Sor Davis, seus movimentos estavam engessados. Deixou que seus ombros caíssem e segurou ambas as lâminas, tanto a espada longa quanto a curta, pela empunhadura invertida. Limpou a boca com as costas da mão direita enluvada e mostrou os dentes aos adversários. Por um segundo inteiro, Durran flexionou o seu corpo e deu a entender que saltaria. Em vez disso, fintou o movimento reto e girou em direção oposta a de Shira, aumentando a distância entre eles ao mesmo tempo em que visava alcançar proximidade o suficiente para golpear o Selmy. Todo o movimento resumia-se a descrever uma meia-lua célere e mortal, golpeando com ambas as espadas as mãos do lorde de Haystack Hall. Presumia que poderia fazê-lo um adversário muito menos capaz se este não pudesse mais usar aquele lindo aço que reluzia em suas mãos.

_________________



You may take my castle, but you will win only bones and blood and ashes





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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Qua Jun 28, 2017 5:30 pm


Arstan abriu um sorriso ao escutar as palavras de Durran e ao ver a movimentação de seu antagonista, apenas flexionou as pernas e entrou em posição de combate. - Uma movimentação rápida e um ataque frontal desses? Sinais claros de desespero. - instigou antes dos ataques de Durran serem de fatos concretizados. A veloz movimentação de Durran não o pegou de surpresa. Estavam frente a frente um para o outro, e Arstan era experiente o bastante para não ficar dando mole dentro de uma batalha daquelas. Ele levantou suas espadas e tentou aparar os golpes do Durrandon com as suas. Levou sua espada menor contra a espada maior dele, e a maior, contra a menor. Ambos os combatentes usavam o mesmo estilo de luta e espada, mas uma pequena diferença entre os dois, eram que usavam as espadas em mãos trocadas. - Mostre-me do que você é capaz! - tomou um tom mais sério e entrou também de cabeça naquele combate.



- Eu vou lhe mostrar quem é que esta moribunda aqui Durrandon! - irritou-se com as palavras de seu inimigo e com dificuldade avançou para cima dele. Sua velocidade não era muita, mas ainda assim, conseguiu se locomover para cima do Durrandon. Não ficou muito próxima a ele, claro, mas ela não necessitava de estar frente a frente com seu oponente para conseguir atacá-lo. Usou da vantagem de sua arma de haste para tentar atingi-lo nas costas. Havia duas vantagens daquela sua posição de ataque. A primeira: caso Durran desviasse, sua lança não tinha comprimento suficiente para continuar e acertar Arstan. A segunda: havia mantido uma certa distância entre os dois, e podia usar da própria lança como uma defesa para caso o inimigo decidisse avançar sobre ela.


Rolagens de Dados - Durran:
1d10+12 (Atletismo+Lâminas Longas+Senhor do Combate)
1d10+10 (Atletismo+Lâminas Curtas+Senhor do Combate)
1d10+7 (Agilidade+Esquiva) ou 1d10+8 (Atletismo+Bloquear)


R:
Siegster:1D10+12 → 18(6 + 12)
Siegster:1D10+10 → 19(9 + 10)
Siegster:1D10+7 → 15(8 + 7)





Última edição por Dean em Seg Jul 10, 2017 1:38 am, editado 4 vez(es)

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Qua Jun 28, 2017 8:11 pm

Os dois golpes de Durran vieram certeiros em Arstan. Dois golpes habilidosos e perigosos com a capacidade de levar o Selmy ao chão naquele momento mesmo, antes de até a luta começar de verdade. A primeira espada veio de baixo para cima pela forma que Durran segurava as lâminas ao contrário. Ela atingiu o ombro esquerdo de Arstan, em sua armadura, mas a habilidade e a força de Durran foram capazes de sobrepujar o metal frio da brigantina de seu inimigo de arrancar-lhe um belo de um pedaço fora. A ombreira esquerda, teve um pedaço de suas juntas cortadas e quebradas pelo duro golpe do antagonista do Selmy. Já o segundo golpe que também vinha em cheio, foi aparado pela lâmina de Arstan por pouco e com muita maestria. Ele segurou a lâmina invertida de Durran com a sua maior, enquanto a outra passou reta e atingiu-lhe no ombro esquerdo. Aproveitou-se da situação, e com a mão que estava livre, tentou um golpe por cima com a sua lâmina menor. Em um ataque direto e mirando com a ponta, ele veio de cima para baixo fincando sua espada curta na direção do pescoço do seu inimigo. Aproveitou-se também para puxar sua outra mão que havia aparado o ataque de Durran e tentar mais uma estocada pela frente desta vez de baixo para cima visando o queixo do inimigo. Durran pode perceber ao fim de sua movimentação que um singelo e pequeno corte havia sido feito no ombro esquerdo de Arstan, mas tão pequeno que o mesmo pouco havia sentido. Passar por cima daquela armadura toda que ele estava usando, seria uma tarefa complicada.

- Você pode ser rápido, mas eu também sou. É hora de morrer Durrandon. - sussurrou após os dois golpes de Durran e deu-lhe os seus dois.




Já a lança de Shyra também veio com endereço certo. As costas de Durran estavam abertas e ele mais preocupado em atacar do que se defender. Flanqueado por dois inimigos distintos, o combate havia se tornado dezenas de vezes mais difícil. Tentou se esquivar puxando o corpo, mas se o fizesse demais, abriria a guarda e muito para as lâminas de Arstan, o que seria um problema ainda maior. Acabou então, ficando desprotegido pela lança que veio perigosamente buscando-lhe suas costas. Por cima dos ombros percebeu o golpe vindo e que não teria chances de escapar. Se fosse atingido mais uma vez, talvez fosse o fim...



- É o seu fim! - escutou o grito da mulher que estava prestes a lhe colocar no chão.



Mas algo não queria que aquele dia em questão, fosse o fim de uma linhagem inteira. Quando a lança estava para o atingir, uma outra veio de longe, voando por cima dos soldados que faziam o círculo de batalha. A lança tinha como alvo a própria Shyra, que teve de parar seu golpe no meio para dar um salto para trás e desviar de uma lâmina certeira que vinha em direção de sua cabeça. Shyra olhou para os lados em busca de quem havia feito o ataque. Podia ser muito bem um dos homens de Durran tentando forçar o caminho pela defesa que os circulavam, mas não foi. Toda atenção se voltou para alguém que estava montado. Um cavalo veio em direção contra os homens do circulo e quem estava controlando-o teve habilidade o suficiente para fazer com que a montaria saltasse por cima dos homens e até batesse sobre alguns deles, levando alguns para o chão. O cavalo caiu no chão ainda em seu trote e avançou na direção de Arstan, com a intenção de proteger Durran, mas Shyra impediu a montaria quando caiu sobre ela com a sua lança cravando-a no pescoço do animal. Quem estava montado, conseguiu saltar de cima da montaria e cair ajoelhado no chão bem e em boas condições de lutar. Quem quer que fosse, tinha uma espada longa em suas mãos e um escudo preso na lateral do cavalo. Por sorte, o animal havia caído para o lado contrário, então, o mais novo aliado de Durran, apenas andou na direção do animal caído retirando de sua cabeça o elmo que estava usando e desprendeu o escudo, voltando sua atenção para os dois combatentes adversários.

- Você não está sozinho. - reconheceu de imediato Ynys. Ao retirar o elmo, os cabelos loiros da mulher caíram sobre os ombros e revelaram a mulher que estava tão sedenta por vingança quanto Durran.


Rolagens de Dados - Durran:
1d10+7 (Agilidade+Esquiva) ou 1d10+8 (Atletismo+Bloquear)
1d10+7 (Agilidade+Esquiva) ou 1d10+8 (Atletismo+Bloquear)




Última edição por Dean em Seg Jul 10, 2017 1:38 am, editado 1 vez(es)

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Qua Jun 28, 2017 9:22 pm

Seria o fim? A primeira espada de Arstan veio por cima visando seu pescoço de cima para baixo. Durran não teve mobilidade e nem como usar sua espada para se defender. O braço da espada de Arstan estava passando por cima do seu, o que impediu qualquer tentativa de defesa por aquele ataque. Apenas aceitou a situação e esperou pelo frio da lâmina entrando pelo seu pescoço e lhe ceifando a vida. Sentiu apenas uma picada no entanto. Quando virou o olhar para o golpe, percebeu que o próprio Selmy havia parado sua mão e sua espada e evitado atingi-lo fatalmente. O mesmo havia acontecido com o segundo golpe, o qual Durran não teria sido capaz de também se defender, mas Arstan também havia parado-o não concretizando com efetividade seu ataque. Tanto no queixo de Durran, quanto em seu pescoço, Arstan havia feito questão apenas de tirar uma gota de sangue, sujando apenas a ponta de sua espada.

- É... Provavelmente era pra ter acabado nesse momento, Durrandon. Se estivesse completamente bem, poderia ter me dado trabalho. - era evidente que o Selmy era bastante convencido quanto a sua habilidade em batalha. Era prepotente e arrogante, mas ao menos, havia se provado ser tão bom quanto se gabava. - Se eu fosse você, abaixaria suas espadas nesse momento, e escutaria o que eu tenho para dizer. - terminou. Shyra estranhou o que Arstan estava fazendo mas não teve tempo de retrucar ou falar algo por conta da Yronwood que estava caindo sobre si.





Última edição por Dean em Seg Jul 10, 2017 1:39 am, editado 2 vez(es)

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Durran XXVII Durrandon em Qui Jun 29, 2017 11:32 pm

Se o que você queria era uma luta regida pela Primeira Sangria, eu ainda venci. – Durran apontou com o próprio rosto para o ombro que havia conseguido atingir em sua movimentação inicial. – Boa armadura, meu lorde. – Com um sorriso amarelo, por desdém, mas em realidade tingido de vermelho, o Último Durrandon fazia um elogio sincero a aquele que poderia ter sido, e que ainda poderia vir a ser, o seu algoz. Seria um mentiroso se dissesse que entendia tudo o que se passava naquele instante, mas seria um mentiroso maior ainda se conseguisse ser capaz de explicar a presença de Ynys Yronwood ali. Sua última recordação da mulher era de tê-la enxotado e negado qualquer ajuda que ela pudesse se dispor a oferecer. Tanto ela quanto Durran estavam unidos em vingança – vingança esta que precisava ser posta em pausa, ao menos por enquanto, enquanto viver era uma prioridade. Arstan parecia disposto a oferecer-lhe termos de rendição e ele entendia que precisava, ao menos, parecer disposto a ouvi-los. 
– Você tem a minha atenção, mas eu não sei se a sua amiga vai estender o favor à minha amiga. – O homem de aparência barbárica fincou ambas as espadas que carregava no chão, demonstrando que não intendia usá-las naquele instante, como fora instruído a fazer. Mais do que em suas espadas, naquele instante confiava realmente em si. Arstan havia provado que era rápido, mas ninguém que conheceu era mais rápido do que ele próprio quando o assunto era o primeiro movimento. Sabia que poderia sacar ambas as armas e golpeá-lo mesmo que aquilo fosse a última coisa que fizesse em vida.
 – Seria bom se ela o fizesse. – Adicionou, lançando um olhar momentâneo à peleja que envolvia as duas guerreiras. Em seguida, retornou o olhar para o Selmy, interessado no que poderia sair dali. Não entendia o que estava acontecendo, mas não estava ansioso para morrer. 

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Seg Jul 03, 2017 6:31 pm


- Há. Pelo menos vejo que o senso de humor, você ainda não perdeu. - retrucou o primeiro comentário que Durran havia feito. Arstan ainda segurava suas espadas esperando um avanço e ataque de Durran a qualquer momento. - Não importa o quão rápido ou bom você é, uma hora ou outra, um golpe irá atingi-lo, e sem uma dessas... Homens não são feitos de aço. - olhou para a sua bela armadura que já havia sido danificada. - Estou curioso milorde. Não me entenda mal, sei que aqui não é nem o lugar ou a hora para esse tipo de coisa, mas não consigo evitar. - abriu um singelo sorriso e então olhou para Ynys e Shyra. - Pense bem em sua resposta, pois ela é quem irá determinar se você e sua amiga viverão. - a atenção dele focou-se no combate das duas que acontecia logo atrás de Durran, com Ynys protegendo suas costas. Shyra já havia gritado meia dúzia de xingamentos para Arstan e coisas como: "O que diabos está fazendo?! Acabe logo com ele!". A situação não parecia nada boa para a Errol que lutava com uma das pernas mancando, enquanto Ynys, era mais do que uma combatente experiente. A Yronwood tinha uma sede de vingança que carregava seus braços com um ódio tremendo. O que deixou claro para Durran que, as palavras de Arstan sobre decidir a vida de Ynys não haviam sido ditas por conta de Shyra, e sim, porque o homem a sua frente estava confiante que, mesmo se sua "companheira" perdesse ele ainda seria capaz de matar os dois. - Você luta muito bem. E possui homens que comandam muito bem. Mas só isso, não é o suficiente, temo. Foi uma baita de uma emboscada que preparou. Jon e seus estrategistas esperavam que você se escondesse atrás de uma muralha contando que fosse o suficiente para repelir o inimigo. E por isso, bolaram um plano para evitar isso. Não esperavam que fosse trazer uma batalha para campo aberto, e isso definitivamente os pegou desprevenidos, e até o momento, pode ser o fator que vá definir uma vitória ou derrota. Isto é, se essas fossem as únicas peças no tabuleiro. - ele girou suas espadas em suas mãos fazendo um pouco de graça e charme, e então copiou o movimento feito por Durran. Cravou ao seu lado suas espadas no chão ficando entre elas. Arrogância era o caráter que definia completamente o Selmy. Arstan, o Arrogante. Durran assimilou o nome do rapaz com o apelido de um dos seus antepassados. - Devemos? - apontou para frente sugerindo que ambos se aproximassem para uma conversa frente a frente sem suas armas. - De homem para homem. De Lorde para Lorde. -


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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Durran XXVII Durrandon em Qua Jul 05, 2017 4:51 pm

Arstan, O Arrogante realmente soar-lhe-ia bem. O vigésimo sétimo do seu nome ainda estava longe de sentir a besta interna saciada da sede de sangue que a movia. Todas as vezes que Durran lutava, estava inevitavelmente alimentando aquele monstro que poderia vir a devorá-lo. Mas que outra escolha tinha senão descer a espiral descendente? Os problemas do amanhã não existirão se os de hoje não forem resolvidos e os problemas de hoje pareciam ser lavados apenas com o sangue dos seus inimigos. Tentar parecer menos hostil era uma tarefa incrivelmente árdua quando aquela personalidade suplementar tomava conta, mas ele fazia um esforço para manter a criatura controlada. Sua postura ia pouco por pouco retornando a de alguém disciplinado, seus ombros menos caídos e propensos a auxiliá-lo a saltar sobre o Lorde de Harvest Hall.

Os comentários que este fazia sobre sua proficiência apenas ressoavam e harmonizavam com os pensamentos que tinha agora de que precisava se acalmar. Durran pensou que Arstan entenderia apenas por ter um estilo de luta similar, mas aparentemente não, era apenas um copycat ou um mímico imitando aquilo que lhe parecia ser o mais eficiente. Sequer entendia o conceito ou a proposta por detrás da dupla empunhadura, tampouco a razão pela qual Durran escolhia usar uma espada curta e uma longa.

Um cavaleiro ungido pela Fé e jurado ao Sete tendia a ser treinado na espada, na lança e no escudo. Havia um significado poético para cada um daqueles instrumentos, embasado e lastreado na fé, mas a vida prática era uma professora muito mais eficiente e adequada. A lança deveria representar o alcance e a extensão da sua vontade, o escudo a capacidade de defender aqueles que precisam ser protegidos, e a espada significa quão longe você está disposto a ir para alcançar este objetivo.

Arthur Dayne era o melhor combatente que conheceu. Mesmo hoje, imaginava que Sor Arthur seria capaz de varrer o chão com o Arstan diante de si e defender-se de qualquer investida de Durran usando apenas uma mão. Era uma visão idealizada que tinha do homem pelo fato de ter sido seu escudeiro e ter carregado Dawn por tanto tempo. Aquela espada era diferente de qualquer outra que havia visto desde então. Era um instrumento adequado a um homem diferente de todos aqueles que já havia visto também.  Sor Davis foi o primeiro a lhe ensinar a como segurar uma espada, mas Sor Arthur foi quem lhe ensinou que uma espada é um instrumento de morte e sacrifício. Viver pela espada significa morrer pela espada na maioria das vezes e é preciso estar pronto para qualquer uma das duas situações quando a utiliza.

E apesar da dupla empunhadura ser uma característica adquirida do Espada da Manhã, Durran e ele diferiam na execução. Durran havia sido treinado em utilizar escudo, como o esperado de alguém que teve instrução marcial. Contudo, ele sempre acreditou mais na mensagem da espada que na do escudo. Enquanto proteger os outros é necessário e nobre, ele sempre acreditou que uma lâmina faz com que outra permaneça embainhada, enquanto um escudo é passivo demais. Durran sacrificou defesa para ter o dobro de poder ofensivo e fez disto o seu estilo de luta, o seu estilo de vida e aquele que era hoje. Não havia a leveza ou graça técnica daquele que um dia lhe ensinou – havia apenas em si a vontade mortal de encerrar o combate toda e cada vez que golpeava.

Ter fincado as suas duas armas, por mais que possa parecer um gesto de passividade e rendição, era justamente o oposto, especialmente agora que Arstan imitava-o. Tolo. A única coisa que realmente os separava não era uma armadura, mas a qualidade daquela espada que ele carregava consigo. Sua própria arma já havia sido trincada e rachada em um combate anterior e não poderia correr o risco de colidi-la contra aquela outra. Durran não confiava em suas armas para vencer, contudo. Metade de si queria saltar sobre o Selmy e afundar seu crânio com socos, de modo a fazê-lo entender que apenas um tolo confiaria sua sobrevivência a uma arma ou a armadura que utilizava. Um homem pode cercar-se daqueles que o amam e ainda daqueles que lhe juraram lealdade, mas na Hora Do Lobo, apenas ele mesmo é responsável por sua sobrevivência. Laenyna e Erik o tiraram daquela pirâmide, mas ele teria morrido mil vezes antes se não fosse por sua resiliência e vontade de retornar para Dorne. De retornar para Rebelray. De retornar para Dyanna.
Sentiu uma contração em seu peito e suor escorrendo pela lateral do rosto. Sua visão ainda estava vermelha, mas ele suprimiu aquele impulso bestial.


- Peço apenas que seja breve.

Lançou um olhar para Ynys e Shyra e aquela carranca que vestia podia ser traduzida em confiança. Podia estar sendo tão arrogante quanto Arstan, mas Durran sentia que sairia vencedor daquela situação, de uma maneira ou outra.  Fingiu paciência ao encará-lo novamente.

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Seg Jul 10, 2017 1:22 am


- Breve? Certo, serei. - concordou com a cabeça e continuou olhando Durran nos olhos. O sorriso arrogante logo sumiu de seus lábios e ele deixou aquela dança que havia iniciado apenas para testar o Durrandon de lado. - Essa é uma batalha perdida. Por melhor que sejam seus homens, por melhor que seja suas estratégias, você entrou de cabeça em uma batalha que não podia vencer, e eu lhe direi o motivo. - levantou o dedo indicador frisando o "um"  - Jon apenas marchou e o atacou hoje, pois recebeu a notícia de que Quentyn Martell está pronto para reforçar suas forças com um número de quatro mil dorneses. - abaixou o dedo e esperou uma reação do Durrandon mas não o deixou falar, apenas continuou. - Você já está lutando com números desvantajosos, com esse pequeno detalhe a mais, seus homens, seus comandantes, seu exército, você está acabado. Mas estou aqui para dar-lhe a oportunidade de colocar um peso maior na balança para o seu lado. Não sei exatamente o que ofereceu aos Swanns, mas imagino muito bem o que tenha sido. Não espero que tenha sido muito, Rhaegar foi estúpido o suficiente para pisar na honra de uma grande Casa. Mas não se engane, não me contentarei com pouco. Sou ambicioso assim como você é, mas não me considero um traidor. Nunca dobrei meu joelho para Rhaegar, tão pouco para Jon Connington. Meus joelhos só se dobraram uma vez até hoje e foi para Robert Baratheon, e este, não está mais entre nós. Estou disposto a fazê-lo mais uma vez, mas diga Lorde Durran, o que tens a me oferecer? Tenho mil e quinhentos homens na retaguarda de Jon Connington apenas esperando meu sinal para avançar. Seja contra você ou contra Jon. Convença-me do que devo fazer... -


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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Durran XXVII Durrandon em Seg Jul 10, 2017 3:02 am

Magnificent bastard”. 
Era daquela forma, com aquelas palavras, que capturava Arstan Selmy diante dos seus olhos. Barristan definitivamente não era o único Ousado daquela Casa e talvez fosse a sede de sobressair-se ao parente que fazia com que agisse daquela maneira. Durran relaxou por um instante. Suas duas mãos estavam cerradas em punhos, apoiadas contra a própria cintura, quando ele ergueu o rosto aos céus e passou a gargalhar de maneira maníaca. Quentyn Martell... Sacodiu a cabeça e os cabelos, presos, soltaram-se. Parte dos fios densos e negros grudavam-se ao suor e o sangue e Durran fitava o céu acinzentada com o seu olhar azul-elétrico. O Estranho realmente tem influenciado a minha vida, meu lorde... Ha. 
O olhar do Veado Coroado caia novamente sobre Arstan Selmy. Você é audaz e pragmático, homem. Eu admito alguma admiração. São características que vejo em mim. Sei que você também as vê ou não teria hesitado em me cortar.  – Aquela frase, em si, era puro teatro. Durran não se sentiu, nem jamais se sentiria, derrotado por Arstan. Contudo, conhecendo o ego e a psicologia do guerreiro diante de si, entendia que ele se sentiria mais disposto a aceitar o que ele mesmo estava propondo caso Durran o valorizasse. Vou dizê-lo o porquê, Lorde Arstan.Era difícil encontrar qualquer veia diplomática quando não tinha uma aptidão natural para aquilo, ao seu ver, e em especial num ambiente como aqueles. Aço continuava se chocando contra aço, gritos continuavam sendo escutados e seus homens estavam morrendo enquanto os dois lordes conversavam como comadres. Odiava cada segundo daquilo e ódio sempre foi a sua força motriz. 
Porque eu não sou como um deles. Eu não sou como Jon Connington, e, pelos Sete Infernos, eu não sou como Rhaegar. - De semblante novamente fechado, voltou a concentrar-se no homem diante de si.Eu nunca pedi por isso.Pausou. Eu nunca fui referido em qualquer profecia e celebrado como um deus ao nascer. Desde que vim ao mundo, a primeira coisa que meu pai fez foi se certificar que eu seria bom em matar para proteger a ele mesmo, enquanto ele restaurava a “nossa glória”.   Deu ênfase na maneira que dizia aquelas palavras, deixando evidente que aquela não era a sua jornada e tampouco tinha qualquer crença na possibilidade daquilo. Quando ele foi assassinado, passei anos fazendo nada além disso até ouvir sobre a morte do Rei Por Um Dia. Eu fui um escudeiro, cavaleiro, mercenário, gladiador, soldado e escravo. Seus punhos vibravam, irados. Nunca um Lorde. –  Se começasse a chover naquele instante, entenderia aquilo como um sinal de que os deuses gostavam do discurso honesto que reunira. Você tem razão, uma vez mais. Os Swann me seguem pois os tratei com dignidade, como um homem deveria fazer. Eu não os ofereci muito, realmente, apenas o que eles queriam que esses que lordearam por tanto tempo não fizeram: Uma voz. Um assento no meu conselho de guerra e a certeza de que não seriam ignorados e jogados para escanteio ou tratados como insignificantes. 
 Durran abriu os braços e apontou para todos os lados. A peleja incessante continuava tão sangrenta quanto um minuto atrás. Estes homens que estão matando em meu nome não o fazem por enxergar em mim um general brilhante, incapaz de ser derrotado, ou uma figura divina predestinada a vencer. Eles matam, morrem, sangram e fazem sangrar por mim, pois sabem que faço o mesmo por eles. Não estar cobrindo a retaguarda de algum deles neste momento está me matando, Selmy, e é por isso que pedi que fosse breve. Seus braços voltavam novamente para as laterais do seu corpo. Durran fechou os olhos por um longo segundo. E eu reconheço a importância do sangue. Seja por tradição e juramentos de sangue, como os dos nossos antepassados, ou por saber que certas dívidas só se lavam com este. Quentyn Martell me deve cada fibra do seu corpo e eu pretendo cobrar. Eu abriria mão de toda e qualquer pretensão ao meu lugar em Storm’s End para ver a minha irmã sorrindo mais uma vez, mas o sorriso da minha irmã foi roubado junto com sua dignidade e sua vida. Vagarosamente, Durran estendeu a mão direita até a empunhadura da própria espada longa e a fez pousar sobre o pomo. Agora, eu vou erguer a minha espada de novo. Eu vou matar Quentyn Martell, Selmy. Durran seguia encarando-o nos olhos. Quero que você me diga se devo usá-la para tocar cada lado do seu ombro, enquanto ajoelha, e encará-lo como um igual, como o meu irmão em armas, como o meu marechal e Lorde Protetor das Marcas Dornesas e aquele era um título que estava mais que disposto para remover da casa Dondarrion para oferecer ao Selmy se este realmente o ajudasse a virar aquele jogo -  ou se devemos resumir de onde paramos. 

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Ter Jul 11, 2017 2:37 pm

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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Durran XXVII Durrandon em Ter Jul 11, 2017 2:57 pm


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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Dean em Ter Jul 11, 2017 3:42 pm


Arstan permaneceu fitando Durran enquanto este dizia o que tinha para dizer. Ele sentia que Durran não estava confortável apenas parado conversando enquanto homens em volta deles morriam. Aquele círculo que havia sido feito para emboscar o Lorde Durrandon já havia caído. Homens de ambas as partes já se trucidavam com vontade, mas ninguém ousava avançar sobre qualquer um dos dois Lordes que estavam conversando. Antes que pudesse ter uma resposta, Durran escutou um grito. Olhou para trás por cima dos ombros e deu de cara com os cabelos loiros de Ynys sujos de sangue e um singelo corte de uma lança avançando sobre a bochecha do lado direito de seu rosto. O corte sangrava bastante e ficou claro só de olhar que iria deixar uma cicatriz. Contudo, logo mais a frente, estava caído o corpo de Shyra Errol. A mulher estava com um corte enorme descendo de seu ombro até o peito, além de uma adaga fincada em sua garganta, ficou evidente - estava morta. Provavelmente a perna machucada havia atrapalhado-a em seu combate, e Ynys, parecia ser mais do que eficaz e independente quando o assunto era lutar. Ela veio caminhando um pouco ofegante. Agachou-se no meio do caminho e pegou um escudo que estava caído de algum soldado que havia sido morto. Parou ao lado do Durrandon e nada falou. Apelas olhou com confiança e sede de avançar para cima de Arstan e cortá-lo ao meio.

- Uma boa proposta, Durran. - pareceu considerar o que havia lhe sido proposto. De fato havia sido. Se o Durrandon planejasse cumprir com o que havia sido dito, aquilo iria praticamente dobrar a quantidade de terras que o Selmy possuía até o momento e o daria uma enorme importância dentro da região. Ainda mais dentro de uma guerra em que ele possuiria o castelo que poderia permitir ou não, a chegada de reforços ou suprimentos vindo de Dorne. Analisou minuciosamente as possibilidades em sua cabeça, mas foi breve, até porque, ainda estavam em campo de batalha. - É o suficiente... - ele caminhou alguns passos para trás sem se virar de costas. - por hora. - terminou sua frase e abriu um sorriso ambicioso nos lábios. - Está preparado milorde? É hora da mesa virar, mas isso não significa que a batalha se tornará fácil. O Martell está próximo. - puxou de seus pertences um berrante grande que carregava. Levou aos lábios e o soprou. O barulho se misturou com o estardalhaço da batalha. Não era o suficiente para que pudesse ser ouvido de longe, mas segundos após o assopro de Arstan, um outro há alguns metros de distância soou, e mais ao longe, outro, até que, o campo de batalha já não os deixava mais ouvir nada, mas imaginava Durran que os berrantes continuaram a soar até chegarem na retaguarda de Jon. - Deixemos as formalidades e os dobramentos de joelhos para uma outra hora. É hora do banho de sangue... - falou e abriu caminho para que Durran e Ynys se juntassem aos seus homens e continuassem seu avanço até ser Davis. Estaria ainda o velho cavaleiro vivo e comandando as tropas? Não fazia ideia.




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Re: Durran XXVII Durrrandon

Mensagem  Durran XXVII Durrandon em Ter Jul 11, 2017 5:49 pm

- Aye. – Arstan seria um problema, tinha plena ciência disso. Era ambicioso para além dos e queria alcançar mais do que sua extensão lhe permitia. Contudo, era um problema para o dia de amanhã, não para o de agora. Diante da sinalização do ex-adversário para a reorganização das suas tropas, era o próprio Durran quem tomava a função de liderança para si. Com as duas espadas em mãos, buscou o ponto de terra mais alto nas adjacências e o subiu. Ergueu a espada longa na mão direita, para chamar atenção para si, e pôs-se a bradar:

- Homens! Sigam seu capitão! Reorganizem-se!  – Aqueles segundos em que passou elevado também foram utilizados para procurar a figura do capitão mencionado, Sor Davis, o general que havia os dado uma chance de combate. O homem merecia todo e qualquer louro que fosse atirado em sua direção e se mostrou o mais valoroso homem que Durran poderia ter ao seu lado a qualquer tempo. Sor Davis, assim como Durran, assim com Ynys, havia perdido muito nas mãos daquele desgraçado de nome Martell. As duas espadas encontravam suas bainhas junto ao cinto que carregava. Durran aproximou-se de Ynys e levou a mão direita até o rosto da dornesa. Seu polegar direito tateava o ponto de origem daquele sangramento.

- Você não deveria ter tirado o seu elmo.O gracejo não tinha a intenção de realmente soar humoroso, foi apenas a primeira coisa que veio á sua mente. Obrigado. Você já fez mais que o suficiente.O mais alto a afagou com uma leveza pouco característica de si. Esta é a minha dívida para coletar. Quero que volte para o castelo e reorganize as tropas remanescentes para o caso de tudo dar errado.
- Vocês! Durran gritou para dois dos seus soldados que corriam pela cena e os segurou pelos ombros. Removeu o que restava de eu sobretudo e o jogou sobre o corpo da Lady Errol, cobrindo-a com aqueles trapos pela falta de algo melhor. Aquilo, inconscientemente, fez com que todos também fossem capazes de ver a ferida que o incomodava em seu ombro direito e ele tratava com pouco caso. Era funda o suficiente para fazer com que a maioria dos homens se declarasse incapacitado, mas ele ainda se sentia, ao menos, metade inteiro. Carregou a Lady caída no colo e a passou para um dos soldados. Leve-a para o Meistre para que ele tome os cuidados necessários para preservá-la. Dizia olhando diretamente para aquele a quem entregou a mulher sem pulso. Mesmo que não houvesse chance de salvá-la, visto que ela parecia morta o suficiente, ainda assim Durran gostaria que ela fosse tratada como uma dama mesmo em um momento como aquele. Virando-se, agora, para o outro soldado, deu as seguintes ordens: - Você vai escoltar Lady Ynys de volta para o castelo e garantir que ela chegue em segurança até o Meistre. Avise aos demais que ela possui autoridade para me representar em minha ausência. Deu um passo para o lado, de modo a liberar o caminho para os três. Vão!

Durran não esperou por uma confirmação por parte da sua antiga cunhada ou por parte dos subordinados que o seguiam. Sem uma armadura decente, de tronco exposto e visivelmente ferido, a forma como seguia caminhando altivo e furioso deveria ser inspiradora para aqueles que o seguiam em batalha. Fingia-se de indestrutível quando passava longe de ser uma verdade. Sua capacidade de saque rápido permitia que possuísse maior celeridade e agilidade enquanto se deslocava pelo campo de batalha, não precisando cuidar para não espetar seus aliados com suas espadas e tampouco sentindo-se atrasado por carregar peso adicional. Seu objetivo era dobrar seu passo e além de alcançar o Selmy, estar ao seu lado ao tempo que alcançassem as forças onde Sor Davis estava. Uma prece silenciosa era feita em sua mente, torcendo pelo bem estar do seu companheiro. Ele havia perdido tanto quanto Durran para o Martell e Os Sete estariam faltando-lhe com o respeito se não o permitissem contemplar a vingança.

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